Tipanossomíase Americana ou Doença de Chagas

Tipanossomíase Americana ou Doença de Chagas

Como se pega a doença de Chagas?

 

O “bicho barbeiro”, percevejo vetor da doença, gosta de viver em buracos de casas de estuque, mal rebocadas, ou em galinheiros, chiqueiros, currais, tocas de animais, ninhos de pássaros, cascas de troncos de árvores, mourões de cerca, debaixo de entulho, etc. Como seu alimento é o sangue (inseto hema­tófago), à noite ele sai sorrateiramente de seu esconderijo à procura de algum animal de sangue quente para picar, como tatu, gado ou homem. Se o sangue do animal está contaminado com o tripanossoma, o inseto fica contaminado, podendo transmitir a doença a outros­ animais através das suas fezes. Antes de picar o ser humano, fica escondido durante o dia nos buracos das paredes, debaixo dos móveis, em colchões, cobertas etc. O homem é contaminado quando, à noite, depois de ser picado pelo barbeiro (que geralmente procura o rosto para picar, e, à medida que suga o sangue, defeca), coça involunta­ria­mente o local, fazendo com que os proto­zoários presentes nas fezes líquidas do inseto penetrem no corpo. As formas infectantes (chamadas tripomastigotas metacíclicas) podem entrar pelo local da picada, por algum ferimento ou pela mucosa do olho, da boca ou do nariz.

Pode-se também contrair a doença de Chagas através de transfusão de san­gue contaminado. A mãe infectada po­de transmitir a doença através da placenta ou da amamentação.

 

Como se manifesta a doença de Chagas?

 

Penetrando no corpo, os proto­zoários se multiplicam e começam a atacar vários órgãos. É geralmente uma doença de evolução lenta. Muitas vezes, seu portador não toma consciência de que é portador do mal-de-chagas, até o aparecimento dos primeiros sintomas, que são muitas vezes confundidos com outros distúrbios.

Um dos sinais que chama a atenção para a contaminação pelo proto­zoário (pois nem todos os que são picados contraem a doença, e, por outro lado, muitos não percebem que foram picados) é um edema (inchação) nas pálpebras de um dos olhos (sinal de Romaña), ou uma pequena tumoração no local da picada, o que vem acompa­nhado, ou não, de febre. Esse sinal é mais forte em crianças. Na fase aguda, pode raramente ocorrer descom­pen­­­­­­­­­­­sa­ção cardíaca ou meningoen­cefa­lite, com morte súbita. Em 2005, noticiou-se a morte de vários pacientes pela ingestão de caldo-de-cana contaminado pelas formas infectantes.

Os sintomas da fase crônica levam anos para surgir. Serão mais ou menos graves conforme o caso. Há situações em que o portador “convive pacificamente” com a doença. Entre os problemas mais graves da fase crônica, estão as lesões causadas ao coração pelo tripanossoma. O coração se dilata e enfraquece gradativamente, e não raro esta é a causa de morte do doente. Podem ocorrer também lesões digestivas, como dilatação do esôfago e intestino (megaesôfago e megacólon). Como conseqüência direta dessas lesões, aparecem sintomas como azia, má digestão e prisão de ventre muito severa.

Para diagnosticar a doença de Chagas, é preciso fazer um exame especial, conhecido como reação de Machado Guerreiro. Há também, para a obtenção do diagnóstico, a imunofluo­res­cência, o xenodiagnóstico e outros métodos.

 

Como prevenir a doença de Chagas

 

Do ponto de vista da Medicina oficial, não há cura para a doença de Cha­gas; portanto, a prevenção é o grande objetivo:

1. Particular cuidado se deve tomar nas regiões em que a doença é comum pela presença do “barbeiro”.

2. Aplicação de inseticidas nas paredes das casas. É perigoso aplicar inse­­­­­ticidas sem conhecimento da técnica.

3. Rebocar as paredes e eliminar rachaduras e buracos onde o barbeiro possa se alojar. Se possível, construir casa de alvenaria e cobri-la com laje e telhado.

4. Usar telas em portas e janelas. Dormir com mosquiteiro.

5. Manter a casa impecavelmente limpa. Limpar periodicamente atrás dos móveis e sob a cama. Colocar cobertas e colchões regularmente ao sol.

6. Manter o quintal limpo. Não acumular entulho ou madeira. Remover ninhos de pássaros de perto da casa.

7. Não permitir a permanência de animais e aves dentro de casa, principalmente à noite.

8. Construir galinheiros, currais, depósitos etc. o mais longe possível de casa.

 

Mais conhecida como doença de Chagas, em homenagem a Carlos Chagas, cientista que se dedicou ao estudo da tripanossomíase americana. Esta é a tripanossomíase mais popular entre nós, provocada pelo Trypanossoma cruzi, protozoário transmitido pelas fezes do “bicho barbeiro”, percevejo comum em Estados do interior do Brasil, como Minas Gerais.

Há outros tipos de tripanossomíase, como a gambiense, ou doença do sono, produzida pela picadura da mosca tsé-tsé, que provoca lesões no sistema nervoso central.

Como tratar a doença de Chagas

A Medicina oficial trata os sintomas à medida que se apresentam, como os distúrbios cardíacos, que realmente requerem cuidadoso acompanhamento médico.

Os naturopatas sugerem a aplicação de tratamentos que observam a seguinte conduta básica, os quais não devem substituir os cuidados convencionais:

1. Desintoxicação periódica (sugere-se mês sim, mês não) de quinze dias, em que se comem principalmente alimentos frescos e coalhada (no desjejum, coalhada; no almoço, suco de cenoura com broto de alfafa, grãos germinados, amêndoas e saladas de vegetais diversos, incluindo brócolis cozido; no jantar, frutas cruas. Nos intervalos, frutas ou água-de-coco). Fora desse período, adotar alimentação natural, saudável, rica em alimentos frescos. A desintoxicação poderá variar, conforme o caso.

2. Indicam-se suplementos nutricionais, para fortalecimento do sistema imunitário, como mel puro (uma colher, das de sopa, ao deitar), clorela (de nove a quinze comprimidos diários de 250mg), levedura de cerveja (uns seis a doze comprimidos diários de 500mg) e geléia real (de 2 a 4g diários).

3. Uma “cura de limão” a cada dois ou três meses (mês sim, mês não; ou dois meses não, um mês sim; tomá-los com água, em horários diferentes, desde que não haja contra-indicação médica):

1º dia

1 limão

12º dia

12 limões

23º dia

17 limões

2º dia

2 limões

13º dia

13 limões

24º dia

16 limões

3º dia

3 limões

14º dia

14 limões

25º dia

15 limões

34º dia

6 limões

4º dia

4 limões

15º dia

15 limões

26º dia

14 limões

35º dia

5 limões

5º dia

5 limões

16º dia

16 limões

27º dia

13 limões

36º dia

4 limões

6º dia

6 limões

17º dia

17 limões

28º dia

12 limões

37º dia

3 limões

7º dia

7 limões

18º dia

18 limões

29º dia

11 limões

38º dia

2 limões

8º dia

8 limões

19º dia

19 limões

30º dia

10 limões

39º dia

1 limão

9º dia

9 limões

20º dia

20 limões

31º dia

9 limões

10º dia

10 limões

21º dia

19 limões

32º dia

8 limões

11º dia

11 limões

22º dia

18

limões

33º dia

7 limões

 

4. Plantas como guaçatonga com alecrim (são consideradas específicas pelos naturopatas práticos), por longos períodos (de duas a três xícaras ao dia). Interromper no período da “cura de limão”, e um dia por semana (fora da cura de limão), em que se deve ingerir água em abundância, salvo na descompensação cardíaca. Misturam-se as duas plantas em partes iguais (uma colher, das de sopa, da mistura das plantas em 400ml de água). Ferver por cinco minutos.

5. Um banho de tronco diário (ver como fazer à página 105). Aplicações periódicas de argila no abdome são também indicadas. 

6. Caminhar regularmente, praticando exercícios respiratórios. Praticar exercícios físicos sob supervisão médica.

 

 


Programa Saúde Total

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