Glomerulonefrite

Glomerulonefrite

 Cristina, com 6 anos, sofre, com certa freqüência, de faringite. Felizmente, as crises passam dentro de poucos dias, e às vezes levam meses para voltar. Numa dessas recidivas, os sintomas vieram mais fortes que o habitual. Passada a fase aguda, tudo evoluía como sempre, para a cura completa. Entretanto, dentro de alguns dias, surgiram outros sintomas: Cristina acordou com as pálpebras e o rosto inchados. Durante o dia perdeu o apetite, começou a queixar-se de dor de cabeça, vomitou algumas vezes e teve febre. Urinava pouco, e a urina era concentrada, “cor de coca-cola”. Seus pais apressaram-se a levá-la a um médico que, procedendo a alguns exames, concluiu: glomerulonefrite aguda.

 

Alimentação

A dieta, pobre em sal, deve incluir líquidos como: água, água-de-coco, sucos de frutas e chás diuréticos, e, para evitar sobrecarga renal, não pode ser abundante em proteínas.

 

Alimentação

A prática vem demonstrando que a dieta rica em líquidos (a maior parte provenientes de frutas e verduras), isenta de açúcar refinado, carnes, condimentos e frituras, com teores de proteínas, sal e gorduras reduzidos, ajudam muito na maioria das doenças renais. A diminuição da sobrecarga de drogas, solutos e resíduos tóxicos sobre os glomérulos dá-lhes “a chance” que durante tanto tempo esperavam para “descansarem e se recuperarem”. Os resíduos protéicos (uréia, amônia, creatina e ácido úrico) provenientes de alimentação abundante em carnes e outras fontes de purinas e proteínas são especialmente injuriantes, quando ultrapassam, por muito tempo, certos limites.

 

Sugestão de dieta terapêutica natural

Plantas

 

O seguinte regime é sugerido no tratamento de glomerulonefrites não complicadas. Mas em todos os casos, especialmente naqueles considerados complicados ou delicados, é indispensável o acompanhamento médico nutricional.

Substituir, dia sim, dia não, uma refeição (desjejum ou jantar) por melão, laranja-lima, maçã ou melancia, e fazer o seguinte almoço: Abóbora bem cozida com saladas cruas (pode-se usar salada de cenoura com broto de soja), outros legumes como brócolis, chuchu e vagem, e um pouco de arroz inte­gral (sem sal ou com bem pouco sal). Nos demais dias pode-se adotar dieta natural, leve, também com restrição de sal. Este regime requer repouso e deverá estender-se até o alívio dos sintomas, conforme critério médico.

 

Tradicionalmente indicam-se alfavaca, camomila, cana-do-brejo, folha de abacate, cabelo de milho, cavalinha, carqueja, dente-de-leão e quebra-pedra. Misturar as plantas disponíveis (uma colher, das de sopa, para 500ml de água), cozinhar por uns três minutos, filtrar e tomar duas ou três xícaras ao dia, conforme critério profissional. Não suprimir a orientação médica.

 

Você sabia?

Quebra-pedra (Phyllanthus niruri)

É tradicionalmente indi­cada para combater cálculos, cistite, cólicas renais e inchações.

Modo de usar: Ferver 1 colher, das de sopa, da planta picada em 500ml de água. Filtrar e tomar 1 ou 2 xícaras por dia.


Programa Saúde Total

Levando informações aos ouvintes sobre saúde e qualidade de vida, valorizando os benefícios da natureza: ar puro, atividade física, água, luz solar, alimentação, repouso, abstinência e muito mais.