Furúnculos

Furúnculos

 Causas

 

A causa oculta, segundo a Medicina natural, é o acúmulo de toxinas no corpo, que encontra como válvula de escape o furúnculo. A queda da resistência imunitária estaria invariavelmante associada. No diabetes é às vezes freqüente ocorrerem essas manifestações. Má nutrição pode predispor à furun­culose. Consumo excessivo de fritu­ras, chocolate, carnes, laticínios, guloseimas, embutidos, refrigerantes, enfim, die­ta de má qualidade, é provável predisponente alimentar para furuncu­loses, principalmente em pessoas suscetíveis.

Em linhas gerais, para prevenir novos abscessos, os naturistas indicam de­sin­­­­­toxicação com uso simultâneo de pró­polis e depois suplementação alimentar para aumento de resistência, com lêvedo de cerveja, equinácea e geléia real. A limpeza preventiva e cuidadosa da pele, com uso de buchinha, é importante para evitar proliferações indesejáveis de microorganismos que, aproveitando-se de qualquer lesão, podem provocar furúnculo. No começo, com­pressas de gelo, como citado adiante, podem impedir o progresso da inflamação.

O tratamento local de pequenos abscessos na pele do rosto, chamados “espinhas”, consiste em desinfetá-las e aplicar própolis ou extrato de fáfia. Não se dispensa a desintoxicação. Ver também acne.

 

Higiene

 

A falta de higiene e as lesões em geral expõem a risco maior de infecção e abscessos, de modo que tanto os cuidados higiênicos como a prevenção de ferimentos e acidentes são fundamentais para evitar furúnculos, ao lado dos procedimentos que visam a melhorar a resposta imunitária. Duas frentes, então, se devem abordar: diminuir tanto quanto possível o risco de proliferação de agentes microbianos, e aumentar tanto quanto possível a resistência do corpo, pela desintoxicação e, numa segunda etapa, adequada suplementação nutricional.

 

Alimentação

 

Adotar dieta saudável, frugal, natural. Evitar alimentos gordurosos e açucarados, e os abusos alimentares. Sinal vermelho para doces, queijos, gulo­seimas, carnes e frituras. Evitar açúcar, lanches ligeiros, embutidos, chocolate, mar­­­garina, manteiga, molhos industrializados e temperos como pimenta e vinagre. Não abusar do sal. Em síntese, evitar alimentos imuno­de­pressivos e muco­gênicos (que favorecem a produção de muco).

 

Tratamento local

 

Quando o furúnculo está começando a aparecer, recomenda-se tradicionalmente aplicar gelo triturado sobre o local, entre panos, e cobri-lo com pano úmido aquecido. Em seguida, massagear levemente o local com própolis. Só não fazer isso sobre abscessos da boca.

Se o abscesso se rompeu, fazer compressas quentes com o chá filtrado de cavalinha, cardo-santo ou bardana. Depois de uma hora pode-se aplicar a pomada homeopática Cyrtopodium. Para facilitar a cicatrização aplicar, depois de o furúnculo completamente drenado, extrato de fáfia com auxílio de algodão.

Para apressar a drenagem e a cura, indicam-se tradicionalmente emplastros de endro macerado com azeite de oliva. Lavar bem a erva antes de aplicar.

 

Banhos e compressas

 

Compressa quente local para “amolecer” o abscesso externo, a fim de que “venha a furo”. Para abscessos internos (como na mama), compressas frias ou de gelo poderão ajudar a aliviar a dor. Durante a desintoxicação, convém fazer banhos de tronco (dia sim, dia não) e banhos frios gerais, rápidos, com fricção de bucha. Aquecer o corpo com exercícios ou fricções antes dos banhos frios. Pessoas mais debilitadas devem fazer o banho vital. Ver como fazer estes banhos às páginas 103, 104 e 105.

Provocados geralmente por estafilococos (bactérias), os furúnculos são pontos circunscritos de inflamação e infecção da pele, que crescem até se romperem e deixarem drenar o material purulento do seu interior.

 

Dieta terapêutica natural*

* As dietas terapêuticas naturais são empregadas em clínicas naturistas e por medicinas tradicionais. Adote alimentação saudável, mas não mude radicalmente sua alimentação sem orientação profissional.

 

1. É importante manter certo repouso.

2. Pessoas que sofrem de pressão baixa poderão substituir o suco das 19h por caldo de legumes. Como prepará-lo: Picar finamente vários legumes como brócolis, cenoura, couve-flor, abóbora, nabo, espinafre etc. (exceto batata) e pôr para cozinhar em pressão. Quando estiver cozido, retirar metade do conteúdo e bater no liquidificador. Devolver, então, o caldo liquidificado à panela e cozinhar mais um pouco. Colocar um pouco de sal marinho. Não colocar óleo ou azeite. Pode-se tomar esse caldo vagarosamente, ensalivando bem. Em seguida, comer algumas torradinhas de pão integral.

3. Nunca adoçar os sucos. Usá-los logo após o preparo. Não usar sucos industrializados. Não acrescentar leite. Pode-se liquidificar com um pouco de água filtrada. O suco de maçã e o de cenoura podem ser preparados na centrífuga.

Programa razoavelmente bem aceito é o de um ou dois dias de sucos (quantidade livre), após o que se faz por algumas semanas dieta em que se substitui a primeira refeição por frutas, com lanche de frutas entre o desjejum e o almoço e água com limão nos intervalos (duas ou três vezes ao dia). Em lugar do lanche de frutas pode-se usar água-de-coco. Na última refeição, frutas picadas com sementes de girassol, amêndoas e flocos de cereais. Almoço natural e saudável.

A cura de limão é indicada por clínicas naturistas (é recomendável acompanhamento médico, já que este procedimento pode provocar “crise curativa”, com o reaparecimento de algum abscesso, que logo depois, à medida que o organismo é “limpo”, tende a melhorar):

Tomar os limões longe das refeições. Diluí-los em água. Aconselhamos que, especialmente nos casos mais melindrosos, observe-se orientação de um profissional de saúde.

3. Depois de algumas semanas de desintoxicação começar a ingerir 2g diários de geléia real pura, e nove comprimidos de lêvedo de cerveja por dia (dois ou três juntamente com as refeições) e equinácea (planta disponível em boas casas de produtos naturais).

Casos em que os furúnculos se manifestam de forma mais intensa poderão exigir programas de desintoxicação de várias semanas, e até meses, o que deverá ser definido por profissional de saúde especializado.

Considerando a relação entre furúnculos, baixa imunidade e intensa “toxemia”, poderá, na opinião dos naturistas, ser necessário um programa de desintoxicação profunda. Para cada caso deverá ser estabelecido um programa diferenciado, pois há inúmeros fatores que devem ser levados em conta. Crianças, por exemplo, requererão dietas mais brandas.

Em linha geral, sugere-se um programa de desintoxicação como o seguinte:

As dietas líquidas, segundo os naturistas, ajudam a “dissolver” abscessos. Conforme o caso, poderá ser sugerido um ou dois dias de regime de suco, de acordo com o seguinte cronograma:

8h — suco de fruta (laranja, mamão com maçã, melancia ou melão) ou líquido alcalinizante (ver modo de preparar à página 138).

11h — suco de fruta (as mesmas, procurando variar).

14h — suco de hortaliça (cenoura, beterraba ou as duas juntas).

17h — suco de fruta (maçã com mamão, melão, laranja ou melancia).

20h — suco de fruta (as mesmas, procurando variar).

 

Observações sobre o regime de sucos:

1º dia

1 limão

2º dia

2 limões

3º dia

3 limões

4º dia

4 limões

5º dia

5 limões

6º dia

6 limões

7º dia

5 limões

8º dia

4 limões

9º dia

3 limões

10º dia

2 limões

11º dia

1 limão

 

Plantas

Outras receitas tradicionais

Os naturopatas indicam o uso interno, para “depurar o sangue”, da seguinte associação de plantas: bardana, dente-de-leão, chapéu-de-couro, mil-em-rama (ou mil-folhas) e malva. De quatro em quatro dias, mudar o chá. Tomar de duas a três xícaras ao dia. A dose tradicional é ferver duas colheres, das de sopa, da mistura de plantas para 500ml de água.

Observação importante: acrescentar sempre própolis aos chás (umas dez gotas de própolis a 30% ou 40% cada vez que se toma o chá).

De tempos em tempos é preciso substituir os chás. Parar de usá-los por uma semana e nesse período de abstinência ingerir água abundantemente ou água com limão.

O uso de plantas medicinais deve, de preferência, ser acompanhado por profissional de saúde, experiente, e não suprime a avaliação médica.

Observação: Tais sugestões não dispensam os cuidados de higiene, assepsia e avaliação médica.

Partir as folhas (ou artículos) do figo-da-índia, aquecê-las e aplicá-las sobre o abscesso. Entre panos limpos.

Aplicar sobre o local emplastros de tâmaras maduras.

Esmagar azeitona madura e aplicar topicamente. Tem efeito resolutivo.

Cataplasmas quentes de mel.

Cataplasmas quentes locais com as folhas de acelga fervidas. Entre panos limpos.

Cataplasmas quentes da batata cozida e amassada. Entre panos limpos.

Cataplasmas locais com as folhas frescas e maceradas da berinjela. Lavar bem as folhas. Entre panos limpos.

Cataplasmas tópicos com cebola fresca macerada.

Incluir espinafre na alimentação. Tomar meio copo pequeno de suco de espinafre em jejum e antes do almoço.

Cataplasmas de inhame. Procede-se primeiramente a uma cataplasma de gengibre, que se prepara da seguinte maneira:

1. Pôr para ferver sete copos de água.

2. Ralar um terço de xícara de gengibre, envolver num pano e formar um “saquinho” bem apertado e fechado, amarrado com barbante. Mergulhar na água ainda fria.

3. Quando começar a ferver, desligar. Espremer o “caldo” dentro da água e deixar ali o saquinho com gengibre por dez minutos.

4. Embeber toalhinhas limpas nesta água quente de gengibre, torcer eliminando o excesso de líquido e aplicar na região afetada, renovando a compressa toda vez que começar a esfriar. Proceder assim por dez minutos.

Em seguida, aplicar a compressa de inhame, que já deve estar preparada:

1. Lavar cuidadosamente o inhame. Descascar e ralar duas unidades médias. Adicionar de uma a três colheres, das de sopa, de farinha de trigo integral fina e uma colher de gengibre ralado, seco. Misturar bem e aplicar diretamente sobre o local afetado. Cobrir com pano limpo de algodão ou gaze, e envolver com panos maiores.

2. Trocar a compressa de hora em hora, durante quatro horas. O paciente deve permanecer deitado.

Macerar as sementes de pepino em água e aplicar no local.

Aplicar localmente cataplasmas de folha de repolho (da parte interior do repolho) trituradas em pilão. Certificar-se de que estão limpas.


Programa Saúde Total

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