Fibroma

Fibroma

 Que é fibroma?

 

Fibroma é um tumor benigno que pode crescer em qualquer lugar onde haja tecido conjuntivo. Muito comum no útero, onde recebe também a denominação de fibromioma, cresce nas paredes musculares desse órgão, no seu interior ou projetando-se para fora. Desenvolve-se a partir das fibras musculares lisas do útero, sendo por isso mais freqüentemente chamado mioma (mio, músculo; oma, tumor). Mas verificam-se em sua constituição fibras colágenas e tecido conjuntivo, o que lhe dá aspecto fibroso (daí se chamar também fibroma).

 

Os fibromas do útero

 

Pode haver vários tumores pequenos ou médios espalhados pela parede uterina (útero polimiomatoso), ou apenas um grande tumor, dentro ou fora do órgão. Há casos em que os fibromas são tão grandes que simulam gravidez. Se comprimem o útero contra órgãos vizinhos, podem produzir dor, desconforto, infertilidade, gravidez de risco, alterações na menstruação, hemorra­gias que não param e maior facilidade de infecções. A cirurgia pode ser necessária no caso de grandes fibromio­mas. Quando o útero está muito afetado, resultando grande sofrimento para a mulher, alguns médicos optam pela histerectomia, ou remoção cirúrgica do útero. Na maioria das vezes, porém, essa providência poderá ser evitada.

 

Quando e por que aparecem fibromas (ou miomas) no útero?

 

A incidência de fibromas é maior em mulheres que nunca tiveram filhos, principalmente entre 35 e 40 anos, mas podem surgir em qualquer circunstância. Uma das causas mais estudadas é o aumento da produção de estrogênio pelo ovário (hiperestrogenismo). Verificam-se alterações no ciclo menstrual, com diminuição de outro hormônio, a progesterona, o que dificulta o fenômeno de ovulação e gravidez. Acredita-se também que a predisposição hereditária interfira. Quando se somam os dois fatores, está criada a situação ideal para o surgimento de miomas.

Os naturopatas ainda acrescentam terceira causa, que, no seu entender, é a mais importante: o estilo de vida e a dieta da mulher moderna. O consumo habitual de açúcar e gordura animal, e a deficiência crônica de certos oligo­elementos (nutrientes encontrados em quantidades muito pequenas em alimentos como cereais integrais e oleaginosas), indispensáveis à homeostasia hormonal, é considerado pelos natu­ropatas o “passaporte” dos miomas. Os produtos de origem animal contêm ­teores desconhecidos de hormônios sintéticos, que predisporiam ao surgimento de miomas, na sua opinião.

 

Três localizações de mioma

 

Há três tipos básicos de mioma, quanto à localização: submucosos, intramurais e subserosos. Os sub­mu­cosos crescem logo abaixo da mucosa e provocam saliências que deformam o útero por dentro. Os intramurais estão dentro da parede uterina e, conforme seu tamanho, são também deformantes da cavidade. Já os sub­serosos salientam-se da superfície do órgão, podendo comprimir órgãos vizinhos, como bexiga, ovário ou reto, originando sintomas característicos.

 

Sintomas

 

Muitas vezes os miomas não dão qualquer sinal de sua presença, não representando incômodo. São descobertos pelo ginecologista, ao toque vaginal, ou através de ultra-som.

Há, por outro lado, miomas muito incômodos, que produzem hemorragias­ irregulares, corrimentos, sensação de peso e dor. Às vezes há dor no ato sexual, e/ou no período menstrual. Há casos em que as hemorragias são tão sérias que produzem anemia.

Miomas subserosos muito grandes podem às vezes “descer” pelo colo do útero e ser expelidos pela vagina. É o “parto do mioma”.

Depois da menopausa cessa a ação do estrogênio, não surgindo mais miomas. Os que existem tendem a diminuir e até desaparecer. Com a reposição hormonal e em certas situações atípicas, contudo, esse quadro pode mudar.

 

Miomas e esterilidade

 

Pesquisas dão conta de que 75% dos casos de esterilidade estão asso­ciados à presença de miomas. Não que a causa direta seja o mioma, mas o mesmo fator hormonal ovariano que provoca a esterilidade também estimula o crescimento de miomas. Há casos em que a presença do mioma em nada interfere na gravidez.

Banhos e aplicação de argila

 

Não havendo hemorragia, indica-se banho quente de assento de vinte minutos antes de deitar, depois do período menstrual. De manhã, duas horas de aplicação de argila (ver capítulo 13). Pelo menos três vezes por semana, um banho genital (ver capítulo 12). Pode-se fazer o banho genital diariamente. Para aumentar a resistência geral, banhos frios seguidos de fricção com bucha, em lugar do banho tradicional. Tomar banhos frios após aquecimento. Observar orientação profissional.

 

Solteirona aos 38 anos, Maria já se acostumara à sua vida solitária. Funcionária pública, desfrutava de razoável estabilidade financeira. Sua saúde geral era boa. Algum tempo depois, porém, começaram a aparecer sinais que alertavam para um possível problema ginecológico. Sentia “peso” no baixo-ventre, acompanhado de dores intermitentes. No período menstrual, perdia mais sangue do que o normal. Absteve-se, a princípio, de ir ao médico. Durante meses, o problema manteve-se estável, até que o sangramento começou a aumentar. Sentia-se indisposta. Decidiu, finalmente consultar-se com uma ginecologista, que, logo ao primeiro exame, constatou a presença de enorme mioma pediculado subseroso já a ponto de descer ao colo do útero. Indicou-se cirurgia, relativamente simples, livrando Maria do mioma, que a esta altura já lhe ocasionava anemia.

 

Sistema reprodutor feminino

trompa

útero

ovário

colo do útero

vagina

vulva

Alimentação

Plantas*

* Estas sugestões naturais não suprimem a avaliação médica.

Adotar alimentação natural, saudável, conforme indicado nos capítulos 4 e 5. A dietoterapia natural sugere o seguinte padrão básico:

1. Adotar dieta semicrudista: desjejum e jantar de frutas (preferir o melão). Lanches de frutas. Almoço de saladas cruas (em que predominem os grãos germinados, como broto de alfafa, ou moyashi), legumes cozidos ao vapor, como couve-flor, brócolis, vagem, abóbora; arroz integral, tofu etc.

2. Essa dieta deve ser observada por pelo menos uma semana. Ir, então, acrescentando outros alimentos, como amêndoas, milho verde cozido, ou ovos cozidos, tipo “caipira”, no almoço. Continuar com desjejum e jantar de melão, por pelo menos mais duas semanas.

3. Pacientes cuja atividade seja desgastante não poderão suportar muito tempo essa dieta. Talvez tenham de adotá-la por uns cinco dias, e logo mudar o cardápio: apenas uma refeição de melão, e demais refeições naturistas normais (como indicado no capítulo 8).

4. Entre as refeições, tomar água com limão e própolis, pelo menos duas vezes ao dia.

Esse tratamento produz às vezes eliminação do mioma, conforme sua localização, ou corrimento muco-purulento.*

Como usar as plantas: Escolher uma das seguintes plantas (como a casca-de-anta ou a agoniada), e usar por uma semana. Escolher outra planta (como a artemísia, conforme indicado a seguir, ou o daikon), e tomar durante mais uma semana. Interromper por uma semana, para tomar apenas água com limão e própolis (vinte gotas de solução a 30%, ao dia). Repetir o procedimento, mudando as plantas.

Agoniada — Derramar 300ml de água fervente sobre uma colher, das de sopa, das folhas. Tomar de duas a três xícaras ao dia.

Artemísia — Ferver uma colher, das de chá, em meio litro de água. Apenas uma xícara por dia, por tempo limitado. Esta planta exibe algumas proprie­dades tóxicas, de modo que seu uso deve ser orientado por um especia­lista.

Barbatimão — Ferver em meio litro de água uma colher, das de sopa, da casca picada. Tomar de uma a duas xícaras diárias.

Casca-de-anta — Ferver em meio litro de água uma colher, das de sopa, da casca picada. Tomar de uma a duas xícaras diárias.

Cordão-de-frade — Ferver em meio litro de água uma colher, das de sopa, das folhas e talos picados. Tomar de duas a três xícaras diárias contra hemorragias uterinas.

Daikon — Ou folhas de nabo comprido, japonês. Tomar três vezes ao dia o cozimento de duas colheres, das de sopa, da planta picada em meio litro de água.

Dong quai — Planta de origem chinesa, muito empregada no Oriente para regularizar as funções genitais femininas. À venda em boas casas de produtos naturais.

Jequitibá — Preparar o decocto forte de casca de jequitibá com barbatimão e fazer irrigações vaginais semanais, em caso de corrimento. Mulheres virgens não devem submeter-se a este tratamento.

Velame-do-campo — Ferver meia colher, das de sopa, das folhas e raízes em meio litro de água. Tomar uma ou duas xícaras ao dia.

 

Você sabia?

Casca-de-Anta (Drimys winteri)

É tradicionalmente indicada para combater cansaço, depressão, distúrbios do estômago, irritação da garganta.

Modo de usar: ferver em ½ litro de água 2 colheres, das de sopa, da casca. Deixar esfriar. Filtrar e tomar de 1 a 2 xícaras ao dia. Nos casos leves, tomar apenas 1 xíca­ra.


Programa Saúde Total

Levando informações aos ouvintes sobre saúde e qualidade de vida, valorizando os benefícios da natureza: ar puro, atividade física, água, luz solar, alimentação, repouso, abstinência e muito mais.