Febre de Malta

Febre de Malta

 Que é febre de Malta ou brucelose?

 

É doença infecciosa causada por bactéria (Brucella) e transmitida ao homem por animais, como porco, ovelha, cabra e vaca. Predomina, portanto, na zona rural, atacando trabalhadores do campo que lidam com animais, como vaqueiros, ordenha­dores, curtidores, pastores etc.

É chamada “febre de Malta” porque foi descoberta na ilha com esse nome por David de Bruce. Outros autores chamam-na “febre do Mediterrâneo”.

O contágio acontece pela ingestão de leite contaminado ou contato direto com animais doentes. Indiretamente, o contágio pode ocorrer pelo consumo de carnes malpassadas, verduras e água contaminadas. O uso de estrume de animais doentes como adubo contamina os alimentos.

Acredita-se que entre 10 e 20% do gado leiteiro do Brasil esteja contaminado pela brucela, motivo por que nunca se deve tomar leite sem pasteurizar. A Brucella suis, do porco, é a mais comum.

 

Sintomas

 

Depois de um período de incubação, que pode levar de uma semana a meses ou anos, aparecem sintomas comuns a infecções, como perda de apetite, vômitos, azia, diarréia ou prisão de ventre, dor de cabeça, dores nas costas e no pescoço, febre e dificuldade para dormir. Pode haver dores articulares generalizadas. De manhã a febre, acompanhada de muito suor, é baixa, sendo alta à tarde e à noite. Sintoma característico é o suor que acompanha a febre, com cheiro de estábulo, ou palha molhada. Mas às vezes a febre é baixa e constante. Há manifestações semelhantes à alergia, como urticária.

Há casos em que a brucela ataca o aparelho respiratório, produzindo sintomas parecidos com os da gripe ou asma. Pode também evoluir de modo semelhante à tuberculose pulmonar. Por isso, há muita confusão no diagnóstico.

Quando não é devidamente tratada, a brucelose pode demorar meses para curar. Mesmo com tratamento, costuma desaparecer só depois de um mês. Mas em geral não é doença grave, desde que o paciente não esteja muito debilitado e observe orientação médica. Pode haver recaídas. As complicações são raras.

Nos animais a doença produz sintomas de mal venéreo, pois se instala nas mamas e órgãos genitais. Constitui também ameaça econômica, pois produz emagrecimento, infertilidade e aborto, e pode contaminar todo o rebanho.

 

Complicações

 

Entre as complicações possíveis, destacam-se as que incidem sobre o sistema nervoso. A brucela pode produzir meningite, neurite, encefalite ou neuropatias crônicas, com sinais dege­nerativos, como perturbações sensoriais­ (distúrbios de visão, audição etc.), alterações psíquicas, neurológicas e moto­ras.

No aparelho digestivo a complicação mais séria é a inflamação do fígado, com aumento desse órgão, que predispõe à cirrose.

Há também risco de a doença atacar os rins e o aparelho genital, produzindo orquite (inflamação do testículo).

 

Arthur, jovem criador de cabras, que dificilmente sentia dor de cabeça, estranhou quando, por vários dias seguidos, ficou acamado por causa de estranha febre, que chegava aos 39° C. Estava quase para ir ao médico quando, subitamente, a febre passou. Arthur logo voltou à rotina, para pôr em dia seu trabalho, já bem atrasado. Considerava-se “curado”. Pouco tempo depois, a febre voltou, e Arthur dessa vez, sem hesitar, foi logo ao médico do povoado. Depois de examinar cuidadosamente o caso, e indagar a respeito da atividade do rapaz, o médico concluiu por brucelose, doença transmitida pelo gado. Se não procurasse tratamento adequado, Arthur teria melhoras e recaídas sucessivas durante longos meses. Por isso essa doença é também chamada “febre ondulante”.

 

Tratamento e prevenção

Sugestões naturais*

* As sugestões naturais são citadas a título de informação. Não suprimem a orientação médica.

O grande trunfo das terapias naturais nas infecções é ajudar o organismo a melhorar suas condições de defesa. Para aumentar a resistência contra a infecção, sugere-se ingerir bastante própolis e vitamina C (presente no suco de limão e em outras frutas como acerola, kiwi e laranja), salvo contra-indicação médica.

Ultimamente são disponíveis em lojas de produtos naturais bioflavonóides como o picnogenol, cujo uso tradicional vem orientado no rótulo.

Recomenda-se o uso de suco de limão e suco de acerola (sem açúcar). Tomar um copo de água com um limão e dez gotas de solução de própolis a 30% pelo menos quatro vezes ao dia. Para combater a febre, ver febre.

Indicam-se chás das seguintes plantas: tanchagem, alfavaca, alecrim e mil-em-rama. Misturar essas plantas e tomar duas ou três xícaras ao dia, do decocto: uma colher, das de sopa, das plantas para 300ml de água. Ferver e filtrar.

Se há prisão de ventre, deve-se proceder a uma ou mais lavagens intestinais, mas só com premissão médica.

A alimentação durante a febre deve ser à base de sucos de frutas. Quando não há febre, deve-se adotar dieta “leve”: legumes cozidos, arroz integral bem cozido, com cenoura, grãos germinados (brotos), tofu ou alguns ovinhos de codorna cozidos, algumas amêndoas ou sementes de girassol. Pode-se também, em outra refeição, usar frutas picadas com coalhada e algumas amêndoas. Quem preferir, pode usar purê de frutas.

Manter-se de cama, em repouso, levantando-se apenas esporadicamente para breves caminhadas pela casa.

O tratamento convencional, à base de antibiótico, deve ser definido pelo médico. Para prevenir, deve-se manter o gado sob os devidos cuidados higiê­nicos. Recomenda-se a vacinação do rebanho, o tratamento e mesmo sacrifício das cabeças doentes. Não se deve aproveitar carne, leite ou estrume de animais doentes. Infelizmente, há produtores inescrupulosos que o fazem.

Nunca usar leite suspeito. Proceder sempre à pasteurização ou prévia fervura do leite. O queijo e o leite de cabra e ovelha, embora saudáveis, requerem cuidado redobrado quanto à brucelose.


Programa Saúde Total

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