Erisipela

Erisipela

 Sintomas

 

Forma-se uma mancha vermelho-escura, inchada, quente, bem delimitada, que se alastra. É comum começar na perna ou no rosto, do lado do nariz. Costuma produzir febre, aumento dos gânglios, dores de cabeça, vômitos e calafrios. Às vezes volta, de tempos em tempos, o que sugere suscetibilidade individual.

 

Tratamento convencional

 

O tratamento convencional (que incluímos aqui a título de citação, apenas) deve ser orientado pelo médico, e é feito à base de antibiótico. Usa-se, geralmente, penicilina oral. Nos casos mais graves prescrevem-se até 400mil unidades de penicilina procaína de doze em doze horas. Quando se começam a usar antibióticos, é preciso continuar com eles até três dias depois que todos os sinais desapareceram, para evitar recaídas, conforme critério médico.

 

Sugestões naturais

Erisipela é uma infecção aguda de pele, muito incômoda. É considerada um tipo de celulite bacteriana, causada por estreptococo, que se propaga por canais linfáticos.

Durante a crise, ingerir água com limão e própolis em abundância. Toda vez que tomar água ou chá, pingar pelo menos dez gotas de solução de própolis a 30% e espremer meio limão.

A equinácea, que reforça o sistema de defesa, é indicada. Fácil de achar no mercado de produtos naturais. O rótulo contém instruções sobre dosagens tradicionais.

Havendo febre, tomar sucos frescos não-adoçados de frutas e hortaliças, alternadamente, como orientado em seguida: Em jejum, bebida alcalinizante (ver modo de preparar à página 138), ou chá de cavalinha com espinheira-santa, própolis e limão. Manter relativo repouso.

8h — suco de maçã com mamão.

11h — suco de laranja.

14h — bebida alcalinizante ou suco de hortaliças como cenoura com broto de alfafa.

17h — suco de ameixa fresca, ou de maçã com mamão.

20h — suco de laranja.

 

Ao passar a febre, adotar dieta leve à base de frutas frescas (ou sucos de frutas feitos na hora) com granola sem açúcar, saladas cruas e grãos germinados (brotos) com arroz integral, tofu e alguns legumes cozidos ao vapor. Se o intestino estiver preso, desimpedi-lo com lavagem, salvo contra-indicação médica.

Aplicar, no ventre, compressas frias de argila, por duas a três horas, dia­riamente.

 

Plantas*

Outros remédios tradicionais*

* Lembrete: estas indicações são tradicionais, e não suprimem o tratamento médico.

 

Indicações tradicionais:

Alcaçuz — Na erisipela, reduzir a raiz a pó, misturar com um pouco de farinha de trigo e água, e aplicar como cataplasma nas partes afetadas.

Aroeira-mansa (cuidado para não confundir com a aroeira-brava ou aroeira-branca) — Lavar o local com o cozimento das folhas.

Babosa — Aplicar localmente a polpa gelatinosa.

Carnícula (Caesalpinia bonducella) — Macerar três colheres, das de sopa, de sementes em um litro de água. Deixar repousar durante dois dias. Tomar um gole de duas em duas horas.

Cipó-imbé — Banho com o cozimento das folhas frescas e cascas do caule.

Fedegoso — “A pessoa atacada de erisipela, quando sentir os sintomas da invasão da moléstia, deve tomar uma gota de extrato de Cassia medica (fedegoso) em uma colher de água, repetindo esta dose de meia em meia hora, até o desaparecimento do mal. Quando, com emprego da Cassia medica, não se conseguir abortar o ataque, ao menos se conseguirá que este seja brando. Alguns doentes têm tirado do uso deste medicamento resultados maravilhosos, curando-se de moléstia tão rebelde”. (Balbach, A Flora Nacional, vol. 2, página 629).

Maracujá-açu — Afirma o Dr. L. Phares: “Nunca vi coisa que atuasse tão prontamente nas erisipelas...”. (Idem, página 712). Tomar o infuso das folhas verdes, de três a quatro xícaras ao dia, e lavar o local com o mesmo líquido. Derramar 600ml de água fervente sobre duas colheres, das de sopa, da planta. Deixar que esfrie e coar.

Persicária — Dois banhos diários (um de manhã, outro à noite) com o cozimento dessa planta.

Sabugueiro — Infusão das folhas e cascas, em aplicações locais (compressas).

Saião — Suco das folhas, em aplicação local.

Velame-do-campo ou velame-do-mato — Duas a três xícaras diárias do chá das folhas e raiz (apenas 10g ou meia colher, das de sopa, da planta picada para meio litro de água). Tomar também banhos com esse chá.

Água e sal — Compressas frias de água e sal nos locais afetados.

Figo-da-índia — Aplicações locais do suco mucilaginoso do figo-da-índia, que se renovam de hora em hora.

Framboesa — Lavar o local com o decocto das folhas da framboeseira.

Maracujá-fedorento — Cataplasmas locais com a polpa do maracujá-fedorento.

Melancia — Cataplasmas locais da polpa e casca de melancia trituradas. Renovar de hora em hora.

Azeite de oliva — Aplicar localmente compressas da seguinte mistura: duas colheres, das de sopa, de azeite de oliva, frio, duas colheres, das de sopa, de água e clara de um ovo.

Abóbora — Fricções leves locais com as flores da aboboreira, maceradas.

Beldroega — Cataplasma local de suco de beldroega. Renovar várias vezes ao dia.

Cenoura — Cataplasmas locais de cenoura crua, ralada.

Repolho — Aplicar cataplasmas locais de folhas de repolho, trituradas em um pilão.

Importante: Certificar-se de que o material usado está bem limpo. Os remédios tradicionais não dispensam o acompanhamento médico.

 

Você sabia?

Aroeira-mansa (Schinus terebinthifolius)

É tradicionalmente indi­cada para combater doenças reumáticas (gota, artrite) etc.

Modo de usar: Banhos com o chá concentrado da casca. Cuidado para não confundir a aroeira-mansa com a aroeira-brava.

 


Programa Saúde Total

Levando informações aos ouvintes sobre saúde e qualidade de vida, valorizando os benefícios da natureza: ar puro, atividade física, água, luz solar, alimentação, repouso, abstinência e muito mais.