Câncer (ou cancro)

Câncer (ou cancro)

 Que é o câncer? Como surge?

 

As células do nosso corpo são capazes de se multiplicar, agrupar e exercer suas funções sob as instruções de um sofisticado centro genético de comando, tão fantástico como o Supremo Arquiteto da vida, que o planejou. Os tecidos crescem e se renovam por meio de um processo ordenado de divisão das células e um controle cuidadoso do ciclo celular e da expressão gênica. Em condições normais, tudo no organismo deveria acon­tecer­ organizadamente. A pala­vra organismo, a propósito, tem a ver com orga­­nização, e se define como qualquer sistema ou estrutura organizada.

 

Qualquer doença: resultado de uma desordem

 

Para entendermos o conceito de qualquer doença precisamos primeiro compreender que a ordem universal das coisas encontra-se sujeita a leis que não podem ser quebradas. O equilíbrio e o bem-estar de tudo que existe dependem da submissão incondicional às leis naturais. Quando o homem ignora essas leis, agredindo o meio ambiente, ou agredindo o seu próprio corpo, pode esperar conseqüências nefastas. A ecologia hoje nos ensina que o respeito às leis da Natureza é condição de sobrevivência. Do mesmo modo, é condição de saúde.

Dessa analogia nasce a ecologia médica, que interpreta nossas doenças como conseqüência do estilo de vida. Quando quebramos uma das leis da Natureza em relação ao nosso corpo, inicia-se uma reação em cadeia, que aos poucos transtorna o equilíbrio que garantiria a manutenção da saúde. Surgem então doenças, cuja localização e intensidade dependem do grau de “devastação” provocado por aqueles desequilíbrios originados na violação das leis naturais.

O câncer é uma desorganização do próprio comando, do aparelho genético. As células se dividem de maneira desordenada, com rapidez incon­tro­lável. Invadem os tecidos sadios, tomam o lugar das células sadias, formando tumores, que crescem sem parar. As células “malignas” partem para outras regiões do corpo, como mensageiras de morte, espalhando a doença (metás­tase).

 

Câncer, uma anarquia

 

Câncer é, portanto, o resultado de uma atividade louca, completamente desorganizada, da unidade central de funcionamento e reprodução da célula, o DNA. Em condições normais o DNA administra eficientemente a função e a reprodução da célula. No câncer, o ciclo e a divisão celular tornam-se anárquicos. Em vez de o organismo fabricar tecidos normais, com funções e estruturas definidas, passa a fabricar tecidos anômalos, sem função e estrutura definidas, que se convertem em tumores de rápido crescimento. Apesar dos notáveis avanços nas áreas de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer, os cientistas reconhecem que ainda sabem pouco. O que faz uma célula normal apresentar alterações como as que acabamos de descrever, disparando uma doença maligna? Não é simples responder. Há muitas teorias tentando explicar a origem do câncer. Baseiam-se em conhecimentos acumulados de ciências, como a genética e a biologia celular. Investigações recentes mostram que a alteração neoplásica de proto-oncogenes como o RAS, por substâncias químicas ou radiações, é causa comum de câncer. A expressão inadequada de genes supressores tumorais, como o p-53, também figura como causa molecular muito estudada atualmente.

Não há limite para a pesquisa cien­tífica. Qualquer cientista da saúde sabe que nunca encontraremos explicações completamente satisfatórias para as causas de quaisquer doenças, por mais comuns e banais que sejam.

Os métodos preventivos são simples e custam pouco. Câncer não é sentença de morte. Pode ser evitado. Pode ser curado, se tratado oportunamente. Para vencer o drama do câncer é preciso, em primeiro lugar, conhecer o melhor possível este inimigo.

A maior arma de que dispomos hoje contra o câncer é a prevenção, que inclui a detecção precoce. Check-ups periódicos podem salvar muitas vidas.

Diferença entre carcinoma e sarcoma

 

Carcinoma e sarcoma são duas palavras que você freqüentemente encontrará em literatura sobre o assunto e em boletins médicos. Conforme a origem do tumor maligno, ele pode ser denominado de uma ou de outra maneira. Os carcinomas começam nos epitélios ou tecidos de revestimento (pele e membranas mucosas), e os sarcomas formam-se em tecidos mais centrais ou intermediários, como ossos, músculos e tecido conjuntivo.

Câncer da boca e do esôfago

 

O câncer oral e o faringeano se devem, na maioria dos casos, aos insalubres hábitos de fumar e tomar bebidas alcoólicas. A fumaça do cigarro e o álcool irritam a mucosa oral e esofágica a ponto de precipitarem modificações que culminam em câncer.

A hérnia do hiato, a diverticulose esofágica e a dilatação do esôfago (megaesôfago, muitas vezes devido à doença de Chagas) são distúrbios que podem predispor ao câncer de esôfago. Pesquisas médico-nutricionais apontam as bebidas cafeinadas, os embutidos e as carnes defumadas como perigosos. Alimentos que provocam hiperacidez gástrica e refluxo (azia) devem ser evitados. Os condimentos picantes ocasio­nam refluxo e irritação da mucosa esofágica, contribuindo, portanto, mais ou menos diretamente, para o aparecimento de alterações cancerígenas. Pesquisas mostram que o câncer do esôfago é mais comum no Rio Grande do Sul. Ao hábito do chimarrão foi atribuída a culpa, pois, sendo ingerido muito quente, irrita a delicada mucosa do esôfago.

 

Câncer do estômago

 

As causas do câncer esofágico são mais ou menos as mesmas do câncer do estômago, devido à continuidade anátomo-fisiológica entre estes dois órgãos e à identidade entre os agentes irritantes. Pesquisas realizadas por Stemmermann revelaram que os japoneses são, em sua terra de origem, as principais vítimas de câncer do estômago, mas apresentam baixo índice de câncer do cólon.

Entretanto, quando migram para os Estados Unidos, ocorre um fato surpreendente: o câncer de estômago diminui e o de cólon aumenta de freqüência. A explicação deste fenômeno foi encontrada nos hábitos alimentares:

No Japão, o consumo de peixe defumado, salgado, é muito alto. Sabe-se que a combinação de nitratos contidos no peixe com aminas no tubo digestivo leva à formação de nitrosa­minas, compostos de alto poder cance­rígeno.

Os japoneses radicados nos Estados Unidos, desde a primeira geração, adotam os hábitos alimentares americanos, substituindo o peixe por carnes e alimentos industrializados, desfibrados. Esta mudança favorece o aumento do câncer de cólon, devido, entre outros fatores à menor ingestão de fibra. A maior incidência de câncer gástrico em zonas costeiras fortalece a hipótese de que a dieta rica em frutos do mar poderia constituir um fator causal dietético para a doença. Pairam também sérias suspeitas sobre a relação entre certos produtos alimentícios que irritam a mucosa do estômago e o câncer deste órgão. Destacam-se o café, o álcool, alimentos contaminados com aflatoxina (presente em grãos mofados, como amendoim, feijão etc.) e condimentos, como pimenta. O fumo é também condenável. Entre as substâncias químicas associáveis à doença, merecem citação os sais de chumbo e os fertilizantes à base de nitratos. Carnes e embutidos tratados com os nitratos (salitre) oferecem grande risco, por causa da formação de nitrosaminas no tubo digestivo. A gastrite, a polipose gástrica, a úlcera gastroduodenal, a cirurgia de estômago e a hereditariedade são fatores possivelmente predisponentes ao câncer gástrico. A vitamina C contida em alimentos naturais, como frutas e verduras, ajuda a inibir a formação de nitrosaminas no tubo digestivo, agindo assim, preventivamente contra o câncer. Os naturistas recomendam como hábito preventivo que, pelo menos duas vezes por semana, se substitua uma refeição (como o desjejum) por suco de laranja (sem açúcar, sem misturar com outro alimento).

 

Câncer do cólon

 

No Brasil, está entre as principais causas de morte por câncer, disputando com o câncer de estômago o primeiro lugar. Nos Estados Unidos é a segunda causa de morte por tumores malignos, perdendo apenas para o câncer pulmonar, em que o cigarro é o grande vilão.

Dores com cólica no abdome, sinais de sangue nas fezes e alterações do comportamento intestinal são sinais de alerta, que merecem avaliação médica.

Inúmeras pesquisas têm relacionado a ingestão insuficiente de fibra com a elevada incidência desta doença. Seria relativamente fácil devolver a fibra à nossa alimentação. Ocorre, infelizmente, que as pessoas estão desorientadas. Contribui para esta desorientação o fato de que os hábitos alimentares modernos vêm sendo fortemente influenciados por interesses comerciais, veiculados através de propagandas. A televisão tornou-se a “escola de nutrição das massas”. Os estímulos publicitários produzem verdadeira obsessão por novos e cativantes sabores, cores e aromas. As crianças são as principais vítimas dessas inovações “alimentícias” que, na maioria das vezes, nada contêm além de essências químicas nocivas à saúde e calorias vazias. As fibras, tão importantes na prevenção do câncer do cólon, estão ausentes.

Onde encontrar fibras? A resposta é imediata: Numa alimentação natural. Use mais frutas cruas ao natural, saladas, legumes e cereais integrais. Corte açúcar, doces e carnes. Evite, tanto quanto possível, alimentos industrializados. Quanto mais refinada e artificial for a alimentação (rica em massas brancas, frituras, guloseimas, carnes, bebidas açucaradas etc.), maiores serão as chances de aparecer o câncer intestinal. Uma alimentação pobre em fibra produz constipação intestinal (prisão de ventre). O contato prolongado das fezes com a parede do intestino favorece o desencadeamento de alterações can­cerígenas. Pesquisas realizadas por Burkitt, Cleave e colaboradores entre os bantos nativos sul-africanos revelaram que eles não sofrem de prisão de ventre, pois usam muita fibra. Também não apresentam câncer intestinal, apendicite e hemorróidas. Mas à medida que os nativos vêm para as cidades, adotando costumes alimentares “civilizados”, a incidência daquelas doenças vai aumentando até atingir os elevados níveis comuns ao branco, que se alimenta com pouca fibra. Hoje, contudo, está sendo feito um trabalho de conscientização quanto à importância da ingestão de fibra, e o consumo de cereais integrais, como o arroz integral e o pão integral, que já está se tornando popular, tanto na África do Sul como em vários países desenvolvidos. No Brasil, infelizmente, esta conscientização começou acanhadamente. O consumo excessivo de gorduras e proteínas animais produz modificações na flora intestinal, o que favorece a degradação de compostos nutricionais em substâncias químicas cancerígenas.

O 1,25-metil-colantreno e o ácido ap-cólico são exemplos de compostos cancerígenos cuja síntese, potencialmente perigosa, está associada a uma alimentação desfibrada e rica em gordura e proteína animal.

 

Efeito protetor de micronutrientes e vitaminas

 

Os micronutrientes vêm sendo associados a maior ou menor risco de câncer. O selênio, mineral de efeito antioxidante, que ajuda a combater radicais livres no metabolismo, age também como preventivo do câncer. Regiões­ em que o solo é pobre em selênio, como a Nova Zelândia, exibem freqüência mais alta de câncer do cólon. Há ainda uma ligação inversamente proporcional com o câncer de mama. Onde encontrar o selênio? Em alimentos­ como cereais integrais, castanha-do-pará, cebola, brócolis, aspargo, levedura de cerveja, repolho, alho, cogu­melos e algas marinhas. O zinco, ao contrário do selênio, quando ingerido demais pode favorecer o câncer. Sabe-se que este mineral, em proporções adequadas, contribui para a saúde dos pêlos, para o crescimento normal e para o funcionamento eficiente do sistema imunitário. Mas sua ingestão liberal é contra-indicada. Quais os alimentos que o esbanjam, oferecendo, portanto, certo risco? As carnes e os produtos de origem animal. Recomenda-se, também, cautela com o café e os embutidos, ligados à formação de nitro­saminas. Como procedimento profilático indica-se a ingestão de vitaminas A (beta-caroteno), C e E em proporções adequadas, além das fibras, é claro. Os folhosos, os cítricos, as raízes e os grãos são ricos nestas vitaminas. Especialmente as verduras da família das crucíferas, como couve-flor, repolho e bró­­­colis, são indicadas, pois seu conteúdo em indóis ajuda a evitar a formação de aminas combinadas a nitritos ou nitratos, que produzem reações cance­­­rígenas. O iogurte natural ajuda na conservação de ambiente intestinal sadio.

A vitamina D parece ser fator de proteção contra o câncer do cólon. A exposição controlada ao sol é recomendável. Expor-se demais, entretanto, aumenta o risco de câncer de pele. Os exercícios físicos são muito recomendados para a prevenção do câncer intestinal, pois, entre outros benefícios, fortalecem a musculatura abdominal e pélvica, que atua como base de sustentação para as vísceras.

 

Câncer do fígado

 

O fígado é um órgão de desin­toxicação por excelência. Os naturistas acreditam que uma dieta fornecedora de grande quantidade de “toxinas” propiciaria o câncer do fígado. Os inseticidas que contaminam os alimentos (inclusive as carnes) requerem cuidado. Espe­cial­mente suspeitos são os organo­clorados (como o DDT, proibido) e os organofosforados. Incluem-se na lista de substâncias suspeitas o cloreto de clinil, usado em indústria, e medicamentos como os hormônios sexuais, os anticoncepcionais e o contraste para raio X (dióxido de tório). As nitrosa­mi­nas, associadas aos cânceres que acabamos de considerar, também se inserem aqui. Recomendamos cuidado com grãos mofados, armazenados em lugares úmidos. A aflatoxina, produzida pelo fungo Aspergillus flavus é um fator de risco para esta classe de tumores malignos. O amendoim e os feijões são vítimas freqüentes. Doenças que predispõem ao câncer hepático: hepatite B, alcoolismo e cirrose.

 

Câncer do pâncreas

 

Os diabéticos, os fumantes, os alcoólatras, os grandes apreciadores de bebidas cafeinadas e carnes, particularmente a carne suína, estão mais sujeitos a este tipo de câncer, considerado um dos mais rápidos e fulminantes. Os que já se submeteram a intervenções cirúrgicas no tubo digestivo exibem também, provavelmente, maior risco. Saliente-se a contribuição do café como fator de risco, mencionado por pesquisadores da nutrição como Mc Mahom. Mastigação deficiente é talvez o mais comum dos fatores de risco para o câncer de pâncreas.

 

Câncer de pulmão

 

Mais freqüente após os 55 anos, o câncer de pulmão é, em muitos países, a primeira causa de morte por câncer entre os homens, e a segunda entre as mulheres. O prognóstico é sombrio: mata dentro de poucos anos. Grande número de pacientes morre no período de um ano. Apresenta sintomas muito parecidos com a tuberculose: perda de peso, tosse crônica, escarro tingido de sangue, sibilos e roncos, dispnéia e febre baixa. Para diferenciar o diagnóstico, procede-se à investigação da presença de bactérias, a citologia do escarro, o raspado brônquico e a broncoscopia, além das rotineiras inspeções por raios X.

O cigarro é grande causador dessa terrível enfermidade. A Organização Mundial de Saúde estima que até 95% dos casos são conseqüência do vício do fumo. O benzopireno é considerado o principal carcinógeno da fumaça do cigarro. Quando se deixa o fumo, o risco diminui consideravelmente, embora não atinja a posição vantajosa dos que nunca fumaram. Se você é fumante, não hesite: decida-se imediatamente a largar tão perigoso vício. Não há outro meio de vencer além do exercício da força de vontade. Lembre-se: ninguém pode ser verdadeiramente feliz enquanto não pratica a ciência do autodomínio, enquanto não é capaz de sujeitar seus desejos, apetites, emoções e impulsos, em vez de ser escravizado por eles. O fumante é escravo e suicida.­

 

Câncer do colo do útero

 

É a primeira causa de morte por câncer entre as mulheres. Há vários fatores que podem favorecer seu desenvolvimento, destacando-se os seguintes:

Herpes genital;

Idade acima de 45 anos;

Várias gravidezes;

Vida sexual promíscua;

Início precoce da atividade sexual.

O padrão moral que estabelece a fidelidade no casamento, em que o sexo é fruto do amor entre marido e mulher, é ainda o melhor meio de prevenir o câncer de colo uterino, a AIDS e muitas doenças venéreas.

O fato de a atividade sexual começar muito cedo, no início da adolescência, o que infelizmente se está tornando muito comum hoje, pode ajudar a explicar o aumento da incidência desta moléstia. Os pais devem esclarecer seus filhos, especialmente suas filhas, dos perigos da atividade sexual irresponsável.

 

Câncer do endométrio

 

O uso inadequado de hormônios, especialmente na fase do climatério (menopausa), pode predispor a este tipo de câncer. O uso de estrógenos parece ser o fator culpado. Por isso é conve­niente evitá-los, ou combiná-los com a progesterona, o que deve ser orientado por um ginecologista.

Acredita-se também que o consumo abundante de gordura, especialmente a de origem animal, está implicado nesta doença. Cuidado com car­nes gordas, manteiga, creme de leite, queijo, requeijões gordurosos e banha. Evite as frituras. Mulheres que sofrem de diabetes melito e/ou apresentam peso acima do normal, têm maior tendência para esta moléstia.

 

Câncer da próstata

 

Afeta com alarmante freqüência a população masculina após os cinqüenta anos. Semelhantemente ao câncer de endométrio, a gordura animal parece favorecer o surgimento desta doença. Pesquisas revelam que os vegeta­rianos estão menos sujeitos ao câncer de próstata. É provável que a proteína animal, cuja concentração no alimento favorece a produção de maior quantidade de catabólitos, também constituiria um fator dietético de risco. Sintomas como: dificuldades de urinar, dor à micção e urinar freqüentemente em pequenas quantidades, merecem ser logo avaliados por um urologista. A obesidade é também fator de risco.

 

Câncer da mama

 

Hoje é uma enfermidade que assusta as mulheres. Os especialistas concordam em que se trata de uma doença curável, desde que detectada e tratada a tempo. A mulher que percebe um nódulo anormal no seio, não deve buscar escondê-lo. Convém consultar logo um mastologista ou ginecologista e submeter-se aos exames necessários. O tratamento com cirurgia pode ser uma indicação necessária.

Alguns fatores de risco assinalados pelos especialistas:

Casos na família;

Gravidez após os 30 anos;

Mulheres com mais de 40 anos que nunca tiveram filhos;

Menstruação precoce (antes dos 13 anos);

Menopausa tardia (após os 52 anos);

Doenças não malignas na mama, como cistos ou fibrose;

A pílula anticoncepcional tem sido condenada por alguns estudiosos;

Ingestão excessiva de gordura animal;

Peso excessivo.

Estudos realizados no Japão por Hirayama revelaram que as mulheres que ingerem mais carne têm um risco 3,8 vezes maior de desenvolverem câncer do seio do que as mulheres vegetarianas. Participaram do estudo 142 mil mulheres. O risco para as obesas é cerca de sete vezes mais alto. As células adiposas podem interferir na produção de hormônios, o que afeta o risco de câncer.

 

Câncer da pele

 

Os vilcabambas, que vivem no Equador, local em que os raios solares incidem mais concentradamente, apresentam baixo índice de câncer da pele. Este achado tem intrigado muitos pesquisadores, porque os raios solares, quando incidem prolongadamente sobre a pele, são considerados fator de perigo. Os vilcabambas, ao contrário do que se poderia esperar, apresentam pele sadia, sem o drama do câncer. Sua dieta, entretanto, rica em frutas e verduras e pobre em produtos animais e industrializados, parece exercer efeito protetor. As pessoas de olhos claros e pele branca devem evitar exposição longa ao sol, pois as pesquisas comprovam que são mais sujeitas ao câncer de pele. Os negros estão naturalmente protegidos, sendo raríssima a ocorrência deste tipo de câncer entre eles. Os locais mais vulneráveis são as maçãs do rosto, a testa, o lábio inferior, o dorso do nariz, e o pavilhão da orelha. Feridas que não cicatrizam devem ser consideradas suspeitas e logo submetidas à avaliação médica. Este tipo de câncer­ é o mais comum, porém é o que causa menos mortes, exatamente porque, sendo visível, é logo tratado. Verrugas e úlceras de pele podem ser um ponto de partida para alterações malignas. Para evitar, não se exponha exageradamente ao sol. O melhor horário é até as 10h­­­ e após as 16h. Os especialistas questionam a proteção dos filtros solares, afirmando que podem dar falsa sensação de segurança, o que leva à exposição exagerada ao sol. Estudos sugerem que estes filtros evitam a destruição das células de Langerhans, mas não protegem contra os efeitos imunos­supres­sores à radiação ultra­violeta. Loções protetoras à base de ácido para-amino­­­benzóico são mais freqüente­­­­mente indi­cadas. As recomendações relativas aos horários, e às pessoas de pele clara, são, porém, mais enfatizadas pelos especialistas do que o uso de protetores e loções. Não aplique óleo à pele. Um chapeuzinho ou um boné ajudam a evitar a incidência de sol nos locais mais sensí­­­­veis.

O bronzeamento artificial em cabinas especiais está sob suspeita, pois um minuto de exposição à luz nestas cabinas pode equivaler a uma hora de banho de sol. Por isso é recomendável consultar um dermatologista e abster-se de exposições longas. Alimentos ricos em beta-caroteno como cenoura, manga, abóbora, mamão etc., parecem agir preventivamente.

 

Os sete sinais de alerta do câncer:

Corrimento ou perda de sangue incomuns;

Alteração dos hábitos intestinais ou da bexiga;

Uma óbvia alteração de verrugas ou sinais;

Tosse ou rouquidão persistente;

Espessamento ou caroços no seio ou em outras áreas;

Lesões que não cicatrizam;

Apepsia (indigestão) ou dificuldade para engolir.

 

Surgindo um ou mais desses sinais, diga-o imediatamente ao seu médico.

 

Prevenção natural

 

Ainda não se estabeleceu com exatidão um programa de tratamento natural contra o câncer. Reunimos aqui indicações de estudiosos da Medicina natural. Podem tanto servir de base para pesquisas como nortear o estabelecimento de uma linha de conduta. Mas não devem, em hipótese alguma, substituir os tratamentos convencionais ou ser compreendidas como programa de propriedades “miracu­lo­samente curativas”. Embora possam oferecer inestimável auxílio na prevenção, não devem contrapor-se ao procedimento estabelecido pelo profissional de saúde que acompanha passo a passo a evolução do quadro de seu paciente.

Alimentação saudável

 

Recomenda-se dieta saudável, com vistas ao restabelecimento do equilíbrio das funções orgânicas. Alimentos gordurosos e açucarados precisam ser evitados. Comer com moderação, mastigando bem. Sinal vermelho para doces, guloseimas coloridas, carnes, churrasco, embutidos, frios e frituras. Evitar chocolate, queijos, laticínios, amendoim e outros grãos velhos, molhos industrializados e temperos, como pimenta e vinagre. Comer regularmente, às refeições. Abster-se de lanches ligeiros (fast-food). Não abusar do sal. Em síntese, todo alimento mucogênico (estimulante da produção de muco) e desestabilizador do metabolismo deve ser evitado. Lamentamos informar que a maioria dos alimentos modernos, produzida por motivos comercias, oferece riscos à saúde.

Suplementos naturais*

 

Com o objetivo de reforçar a alimentação, acrescentar suplementos como os seguintes, cujas quantidades exatas devem ser definidas pelo profissional de saúde. Estes suplementos, nutritivos e fortalecedores, não substi­tuem os tratamentos médicos.

Um ou mais gramas diários de geléia real pura.

Dez a doze comprimidos por dia de clorela.

5g/dia de Leici ou chá de Agaricus (cogumelos nutritivos).

Uma colher, das de café, do pó da raiz de Pfaffia paniculata, ou ginseng brasileiro, três vezes ao dia, ou duas cáp­sulas três vezes ao dia.

Seis a oito colheres, das de sopa, de suco de noni com água, por dia.

Própolis, algo em torno de 15 a 60 gotas de solução a 30% diariamente.

Alguns dos inconvenientes relativos ao uso de suplementos naturais são a dificuldade de se garantir pureza e o elevado custo. Muitas vezes os fabricantes, ávidos de lucro, vendem “gato por lebre”, modificando completamente a composição original. O resultado, é claro, estará comprometido. Por isso, recomendamos cuidado.

O “chá verde”, rico em catequinas (antioxidantes) é particularmente indicado na prevenção.

 

Suplementos vitamínico-minerais*

 

A partir de um período de desin­toxi­cação, os estudiosos da alimentação­ natural sugerem a inclusão de vitaminas e minerais, que serão avidamente assimilados pelo corpo, devido aos efeitos depurativos da fase de desin­toxicação. Os minerais e­ as vitaminas são amplamente empregados como reforço alimentar. As dosagens diárias devem ser estabelicidas por um médico.

Hidroterapia*

 

O tratamento em estância hidromineral é muito indicado. São também restauradores os banhos de mar em horário de radiação solar fraca (de manhã e à tarde), sem exposição excessiva ao sol. Indicam-se também os banhos frios rápidos, antes e depois dos quais se devem fazer fricções com toalha e bucha natural.

Aplicações locais de gelo ajudam, em muitos casos, a aliviar a dor. Os banhos de tronco e banhos vitais poderão ser usados diariamente se não houver debilidade extrema. Pode-se alternar: fazer banho vital num dia e de tronco no outro. São especialmente úteis em caso de constipação intestinal. Como fazê-los:

Banho de tronco: Abrange os quadris e uma parte do tronco. Apresenta, segundo os práticos, efeito depurativo e estabilizador do sistema nervoso. Usa-se uma banheira especial, inclinada. A temperatura da água deve estar em torno de 20ºC (entre fria e morna). Fricciona-se, durante o banho, a região abdominal abaixo do umbigo, com uma toalha grossa. Duração: entre cinco e quinze minutos. Após o banho faz-se fricção geral. Manter os pés bem agasalhados, ou em água quente. Observação: em caso de febre alta, a água deve estar morna.

Banho vital: Esse banho tem ação tônica sobre o sistema nervoso e auxilia na desintoxicação. Colocar uma tábua ou banquinho sobre uma bacia com água fria. Sentar na tábua em seco, ficando com todo o corpo fora d’água. Com o côncavo das mãos derramar água fria sobre o ventre e fazer massagem leve. Pôr os pés em água quente. Duração: cinco a dez minutos.

 

Terapia respiratória

 

Considerando a grande importância do livre aporte de oxigênio às células, a terapia respiratória, tão simples como negligenciada, ajuda a aumentar a vitalidade do organismo, sendo útil no tratamento (e na prevenção) do câncer. Você já observou como respira uma criança, um recém-nascido? É a “barriguinha” ou o tórax que se movimenta com a entrada e a saída do ar? Agora perceba como você respira, como respira um adulto. Que diferença lhe chamou a atenção? O recém-nascido expande principalmente a “barriguinha” enquanto respira. O adulto, em geral, movimenta furtivamente o tórax. Os hábitos fisiológicos da criança dão-nos a noção adequada do padrão genético e instintivo das relações entre o organismo humano e o meio. A artificiali­zação de nosso sistema de vida provocou inúmeras mudanças nesse padrão. Precisamos reaprender a respirar corretamente se quisermos salvar o organismo de processos degenerativos como o câncer:

Sente-se, algumas vezes por dia, numa cadeira confortável. Com as costas eretas, respire profunda e compassadamente. A respiração correta ou diafragmática requer a expansão do abdome. Você sente algo como um balão inflável dentro da barriga. Esvazie a mente de preocupações.

Caminhe descansadamente por uma rua tranqüila e arborizada ou, de preferência, num bosque, respirando corretamente.

A vantagem dessa terapia, a mais natural de todas, é que não existem contra-indicações. Pode ser aplicada praticamente em qualquer lugar (de preferência onde haja menos poluição do ar), em qualquer momento e em qualquer condição. Sempre faz bem. Este pode ser o pequeno cuidado que está faltando para o maior êxito dos tratamentos naturais.

 

Atitude mental e cura

 

É indispensável ajudar o paciente a superar seus problemas emocionais para que se alcance êxito no tratamento. Ele requer apoio para superar a ansiedade em relação à sua doença, a fim de que aprenda a cultivar atitude mental serena, confiante em Deus.

A Medicina ecológica pretende restabelecer a harmonia das funções orgânicas, que se perde na doença, e que no câncer se revela intensamente comprometida. Para tanto, impõe-se uma revisão completa de hábitos. É preciso reestruturá-los, reformá-los e ajudar o paciente a exercitar um conjunto de procedimentos revigoradores da saúde. Somos o produto do meio, que nos lega um estilo de vida. Tanto no universo das influências mentais como físicas, e até espirituais, absorvemos pesada carga de fatores capazes de promover doenças. Para neutralizar ou diminuir a atividade desses agentes mórbidos, é necessária a reeducação de vida, que abrange desde reeducação alimentar até sexual. O primeiro passo rumo à cura de qualquer doença, mesmo do câncer, é conscientizar-se dos erros e adotar estilo de vida promotor da saúde.

O canceroso, como qualquer outro paciente de doença considerada “grave”, freqüentemente se deprime e se auto-anula ao perder a esperança no futuro. Tal condição mental aprofunda ainda mais a debilidade imunitária.

Restabelecer a autoconfiança e a auto-estima é fundamental para um tratamento bem-sucedido. Nos meios médicos convencionais às vezes falta um ingrediente de suprema eficácia, que jamais se pode ausentar de qualquer programa de tratamento que se disponha a desafiar o câncer: o amor. O paciente deve-se sentir querido, a despeito de seus erros. O maior médico da história, Jesus Cristo, ao realizar Suas fantásticas obras de cura, aplicava primeiramente o bálsamo espiritual, proferindo palavras como: “Tem bom ânimo, filho...”. Boa parte da cura se garantia pelo inigualável amor que emanava do Médico dos médicos.

Não menos necessário é hoje esse ingrediente. Um profissional de saúde é antes de tudo um sacerdote. Nenhuma frieza, ganância e desumanidade pode marcar sua conduta.

Não há quem deixe de sentir pelo menos um ligeiro mal-estar à simples menção de câncer, encarado por muitos como sentença de morte. São milhões de vítimas, todos os anos, no mundo. Com certeza, o leitor conhece alguns casos de que prefere nem se lembrar. O câncer mata mais do que todas as guerras juntas. Mata mais do que as doenças infecciosas e contagiosas.

Câncer, no entender dos estudiosos da ecologia médica, é a síntese da tragédia metabólica em que se atolou a humanidade. Apesar do impressionante avanço da tecnologia, o desafio dos tumores malignos continua em pé, como gigante hostil.

Alimentação e câncer

Há mais de um século os naturistas vêm insistindo na perigosa relação que existe entre o consumo de certos alimentos e o desenvolvimento do câncer. Mas só agora, infelizmente tarde para milhões de sofredores, a ciência médica começa a aceitar que os hábitos alimentares modernos são em grande parte culpados pela tragédia do câncer.

Em seguida, gostaríamos de apresentar resumidamente os principais tipos de câncer e como nossos hábitos podem contribuir para o seu surgimento. Verifique onde precisa mudar.

* As dietas terapêuticas naturais são empregadas em clínicas naturistas e por medicinas tradicionais. Adote alimentação saudável, mas não mude radicalmente sua alimentação sem orientação profissional.

 

Suporte alimentar natural*

Sugere-se dieta saudável, natural e “desintoxicante”, cujas linhas gerais apresentamos aqui. Mas é preciso enfatizar que proposta alternativa alguma deve desviar o paciente do tratamento e do diagnóstico médico. No caso particular do câncer, qualquer adiamento pode ser comprometedor.

Estilo de vida saudável e dieta natural podem auxiliar o organismo no fortalecimento de suas defesas, na diminuição do estresse oxidativo e na prevenção do câncer.

As clínicas naturistas através do mundo, sem deixar de lado os recursos convencionais (quimioterapia, radioterapia e cirurgia), vêm abordando o câncer com uma alimentação que visa à diminuição da sobrecarga digestiva e metabólica e ao melhor desempenho do sistema de defesa. Propõem dieta rica em sucos naturais, frutas e hortaliças frescas.

Conforme o caso, indicam-se alguns dias de sucos de frutas, como uva, maçã e noni, e de hortaliças, como dente-de-leão, cenoura e brotos. Particularmente indicados são os sucos de noni (uma fruta das ilhas do Pacífico Sul) e de broto de cevada. A indicação e a freqüência de uma dieta de sucos dependerá do grau de debilidade e das condições peculiares de cada caso.

Nos demais dias, deve-se adotar dieta natural, rica em alimentos crus (higienizá-los adequadamente). Sugere-se, de modo geral, regime como o seguinte, que deverá ser ajustado a cada situação:

Uma hora antes do desjejum (ou em lugar do desjejum, esporadicamente), bebida alcalinizante (ver como preparar à página 138).

Desjejum: Frutas picadas com sementes de girassol e amêndoas, e coalhada. Sendo tempo de figo, é conveniente usar essa fruta repetidas vezes no desjejum.

Almoço: Antes do almoço, tomar meio copo duplo de suco de cenoura com couve e broto de alfafa (um dia), ou suco de dente-de-leão (outro dia; se não houver dente-de-leão, suco de tanchagem ou de couve). Saladas cruas (sugerimos salada de broto de feijão, ou broto de alfafa, até mais indicado) e purê de inhame (sem leite, manteiga ou margarina) ou arroz integral bem cozido, sem óleo. Legumes cozidos (brócolis, couve-de-bruxelas, couve-flor, cenoura, vagem, beterraba etc.). Preferir legumes da família da couve. Utilizar preferivelmente vegetais orgânicos, sem agrotóxicos.

Observações: É melhor usar azeite virgem de oliva. Melhor ainda é usar o óleo bruto de gergelim, prensado a frio, ou outro óleo prensado a frio, com parcimônia. Não misturar numa refeição o arroz e a batata. Preferir alimentos sem agrotóxicos. Se não puder obter batata cultivada organicamente (sem venenos), usar apenas o arroz integral, bem cozido. Certifique-se também de que os cereais não apresentam qualquer vestígio de mofo. A cenoura colhida na hora, da horta, sem tratamento químico, apresenta extraordinário valor terapêutico.

Jantar: Escolher uma das seguintes frutas: figo, maçã, uva, melancia, laranja ou melão. Havendo muita fome, use mamão e/ou figo com mingau de aveia preparado com nozes picadas, suco de maçã, e um pouco de mel. Se preferir, utilize frutas picadas com nozes, sementes de girassol e coalhada fresca.

 

* Os suplementos nutricionais são úteis em muitos casos, mas a indicação e a dosagem individual devem ser estabelecidas por um profissional especializado.

 

 

Plantas

Compressas*

A menção de plantas também não tem por objetivo substituir condutas médicas.

Em jejum, 40 a 60 minutos antes da primeira refeição, cavalinha, espinheira-santa, um limão e 10 gotas de solução de própolis a 30%. Internamente, durante um mês, para “depurar o sangue”, chás de bardana, dente-de-leão, chapéu-de-couro e sálvia, misturados. Se possível, o dente-de-leão deve ser usado como suco, adicionado ao chá pronto na dose de três colheres das de sopa por xícara, três a quatro vezes ao dia. Duas colheres, das de sopa, das plantas para meio litro de água. Ferver por uns três minutos as plantas secas, ou derramar água fervente sobre plantas verdes. Coar. Tomar fresco ou morno, aos goles, longe das refeições. Depois de um mês, tomar os seguintes chás específicos:

Pingar uma ou duas gotas de avelós em copo duplo de água. Misturar bem. Quatro a seis colheres, das de sopa, dessa água durante o dia. Observar dose cuidadosamente prescrita por profissional, pois se trata de planta de efeitos tóxicos.

Há várias plantas consideradas anticancerígenas em estudo, entre as quais o mufumbo, a graviola e o cansanção (do Nordeste). Vem sendo pesquisado o uso da folha da graviola, que se pode obter na foma de cápsulas.

A canova, medicamento homeopático, também vem revelando bons resultados em pesquisas, pois exibe ação notadamente imunoestimulante e inibidora do FNT (fator de necrose tumoral), o qual rouba o apetite e leva à consumpção o paciente terminal. A canova ajudaria, portanto, a abrir o apetite e fortalecer o doente.

Três a quatro xícaras ao dia da seguinte mistura: tanchagem, ipê-roxo e mil-homens, durante uma semana. Na semana seguinte, tomar salsaparrilha, feno-grego e tanchagem. Ir alternando, semana a semana. Duas colheres, das de sopa, das plantas para meio litro de água. Ferver e filtrar.

Outra indicação contra tumores: tomar diariamente duas colheres, das de sopa, do sumo fresco de jurubeba, mais três xícaras do chá das folhas e raízes. Como preparar o chá (decocto): Duas colheres, das de sopa, da planta para meio litro de água. Ferver e filtrar.

 

As compressas de figo fresco macerado vêm sendo mencionadas desde os tempos do Antigo Testamento (2 Reis 20:7 e Isaías 38:21). Os naturopatas recomendam a aplicação da polpa do figo macerado diretamente sobre o local, desde que não haja supuração. Trocar a cada duas ou três horas e repetir pelo menos três ou quatro vezes ao dia.

São indicadas duas horas de compressa abdominal de argila ao dia. Alguns naturopatas aplicam argila sobre o local afetado, quando não se pode obter o figo fresco, durante o mesmo período. Sugere-se, repetir essa aplicação duas, até três vezes ao dia. Observar orientação profissional. No caso de não haver figo, podem-se aplicar, em outro horário, compressas de gergelim e inhame sobre o local afetado, desde que não haja supuração. Segundo os praticantes da Medicina oriental, esta compressa tem efeito resolutivo:

Cataplasma de gengibre:

1. Pôr para ferver sete copos de água.

2. Ralar um terço de xícara de gengibre, envolver num pano e formar um “saquinho” bem apertado e fechado, amarrado com barbante. Mergulhar na água ainda fria.

3. Quando começar a ferver, desligar. Espremer o “caldo” dentro da água e deixar ali o saquinho com gengibre por dez minutos.

4. Embeber toalhinhas limpas nesta água quente de gengibre, torcer eliminando o excesso de líquido e aplicar na região afetada, renovando a compressa toda vez que começar a esfriar. Proceder assim por 10 minutos.

Em seguida, aplicar a compressa de inhame, que já deve estar preparada:

a. Lavar cuidadosamente o inhame. Descascar e ralar duas unidades médias. Adicionar uma a três colheres, das de sopa, de farinha de trigo integral fina e uma colher de gengibre ralado, seco. Misturar bem e apli­car diretamente sobre o local afetado. Cobrir com pano limpo de algodão, ou gaze, e envolver com panos maiores.

b. Trocar a compressa de hora em hora, durante quatro horas.

O paciente deve permanecer deitado.

Não aplicar compressas quentes sobre local visivelmente inflamado.

 

* Lembrete: Estas indicações são tradicionais e não suprimem o tratamento médico.

 

 

Você sabia?

É tradicionalmente indi­cada para combater bronquite, cálculos uriná­rios, gastrite, herpes e doenças da pele.

Modo de usar: Ferver em ½ litro de água 2 colheres, das de sopa, da folha picada. Deixar esfriar. Filtrar. Tomar 2 a 3 xícaras ao dia.

Bardana (Lappa officinalis )

 


Programa Saúde Total

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