Aids

Aids

 O vírus e sua culpa

 

A maior novidade é o fato de que a tese tradicional do vírus assassino vem sendo questionada por alguns cientistas, que apontam à existência de pa­cientes sem o vírus, mas com todas as características de AIDS. A presença do vírus, por outro lado, pode não vir acompanhada dos sintomas da doença. O vírus seria um dos agentes causadores ou agravantes, mas não o único. Sobre isso falaremos adiante.

 

A AIDS no mundo

 

O número de pessoas infectadas pelo vírus da AIDS vem crescendo de forma preocupante. Em 1995 havia cerca de 18 milhões de pessoas infectadas pelo vírus HIV. Já no fim de 2003, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde, este número havia pulado para quase 40 milhões de pessoas, das quais 2,5 milhões eram crianças. A maior incidência é verificada na África subsaariana, onde, no fim de 2003, havia 26,6 milhões de pessoas vivendo com o vírus. Ali, a expectativa de vida vem diminuindo por conta da AIDS.

Na América Latina e no Caribe, mais de 2 milhões de pessoas portam hoje o HIV (2004). A mortalidade nessa região é a mais alta depois da África subsaariana e da Ásia. No Brasil, estatísticas de 2001 dão conta de que havia 610.000 pessoas vivendo com o vírus da AIDS, montante que, em números absolutos, coloca o Brasil em primeiro lugar na América Latina.

Fonte: UNAIDS, Joint United Nations Programme on HIV AIDS.

Sintomas e complicações da AIDS

 

Os doentes de AIDS experimentam decréscimos na resistência imunitária, o que favorece a instalação de inúmeras doenças infecciosas, que se manifestam com intensidade mais destrutiva que o normal. Exemplo disso é o Mycobac­terium avium, bactéria que freqüente­mente ataca os aidéticos, provocando perda de peso, diarréia, febre e dores abdominais. Pesquisas recentes sugerem que esse tipo de micobactéria pode ser transmitido pela água. A candidíase oral, ou “sapinho”, infecção de criança, geralmente inofensiva, ressurge nos aidéticos com vigor renovado. Doenças respiratórias, como a pneumonia, podem demonstrar-se fatais. Uma simples gripe pode dar muito que fazer.

Crianças com AIDS, que podem herdar o vírus da mãe doente ou pegá-lo em transfusões, encontram-se mais sujeitas a várias infecções raras em adultos, como sarampo e varíola, que se manifestam às vezes violenta e mortalmente.

 

Coquetéis de drogas

 

A 11ª Conferência Internacional de AIDS, Canadá, julho de 1996, trouxe a público estudos sobre a associação de certas drogas para o tratamento de aidéticos.

É um método revolucionário em que se juntam vários medicamentos antivirais chamados “inibidores da protease”. As primeiras notícias já foram recebidas com euforia pelos pacientes. Os experts, contudo, advertem que a toxicidade desses medicamentos a longo prazo ainda é desconhecida. Há quem afirme que o HIV pode desenvolver, dentro de algum tempo, resistência a esse coquetel, do mesmo modo como faz com outros medicamentos.

O tratamento exige que os pacientes ingiram extraordinária quantidade de drogas ao dia, algo em torno de 12 a 20 com­­­­­­­­primidos, que provocam efeitos cola­terais múltiplos, como enjôo e vômito.

 

Sugestões naturais*

 

Embora não se tenha ainda definido uma linha exata de abordagem natural contra a AIDS, citamos aqui indicações de grandes da terapia natural. Podem tanto servir de base para pesquisas como nortear o estabelecimento de uma linha de conduta. Mas não devem ser compreendidas como programa de propriedades “miraculosamente curativas”. Embora possam servir de inestimável auxílio, não devem contrapor-se ao procedimento estabelecido pelo profissional de saúde que acompanha passo a passo a evolução do quadro de seu paciente.

Para a maior parte das doenças imunitárias recomendam-se tratamentos inespecíficos, voltados para a desin­toxicação e, posteriormente, o aumento de resistência com suplementos nutri­cionais. Usam-se tratamentos específicos apenas para certos sintomas (febre, tosse etc.). Os resultados são muitas vezes interessantes, pois os tratamentos naturais que visam a restauração do equilíbrio metabólico dão ao organismo a chance de que há muito ele necessitava para encontrar seu próprio caminho de estabilidade.

Os homeopatas trabalham com um composto à base de plantas chamado canova, que se tem demonstrado promissor na melhoria da resistência imunológica. Este medicamento deve ser receitado por um médico homeopata.

Suplementos naturais*

 

Os suplementos de extrato de alho são muito úteis, pois agem como imuno-estimulantes. Mas quem tem pressão baixa deve evitá-los. Podem-se tomar algumas cápsulas diariamente, com o almoço, e, aos poucos, ir aumentando a quantidade. Sabe-se que o alho contém propriedades fortalecedoras do sistema imunitário.

Após um mês de tratamento, sugere-se repetir o programa de desinto­xi­cação e tomar os seguintes suplementos, cujas quantidades precisas devem ser definidas pelo profissional de saúde:

1g diário de geléia real pura, quantidade que deve ser aumentada quinzenalmente de 1g até 4g.

15 a 30 comprimidos por dia de clorela (conforme indicação profissional).

5g/dia de Leici, um cogumelo. Se preferir, usar o cogumelo agaricus.

Uma dose normal de ginseng co­reano em jejum. Alfafa (comprimidos) após o almoço.

 

Suplementos vitamínico-minerais*

 

A partir do segundo mês de tratamento recomenda-se a inclusão de vitaminas e minerais, que serão avidamente assimilados pelo corpo, devido aos efeitos depurativos da fase de desintoxicação. Os seguintes minerais e vitaminas são amplamente empregados em nutrição ortomolecular. As dosagens diárias aqui sugeridas são médias e podem ser alteradas a critério médico.

Recomendam-se nutrientes amino-quelados (solicitar indicação médica). Quem tem possibilidade de obter alimentos sem agrotóxicos e boa varieda­de deles, poderá até dispensar algumas suplementações vitamí­­­nico­­­-minerais*.

 

Compressas*

 

Duas horas de compressa abdominal de argila ao dia. Ver na página 114 como aplicar essa compressa.

 

Banhos*

 

O tratamento em estância hidromineral é muito indicado. Também são bons os banhos de mar em horário de radiação solar fraca (de manhã e à tarde), sem exposição excessiva ao sol. Indicam-se também os banhos frios rápidos, antes e depois dos quais se devem fazer fricções com bucha natural. Banhos de tronco e banhos vitais poderão ser tomados diariamente se não houver debilidade extrema. Pode-se alternar: fazer banho vital num dia e de tronco no outro. São especialmente úteis em caso de constipação intestinal. Como fazê-los:

Banho de tronco — Abrange os quadris e uma parte do tronco. Apresenta, segundo os práticos, efeito depurativo e estabilizador do sistema nervoso. Usa-se uma banheira especial, inclinada. A temperatura da água deve estar em torno de 20ºC (entre fria e morna). Fricciona-se, durante o banho, a região abdominal abaixo do umbigo, com toalha grossa. Duração: entre 5 e 15 minutos. Após o banho faz-se fricção geral. Manter os pés bem agasalhados ou em água quente. Observação: Em caso de febre alta a água deve estar morna.

Banho vital — Exerce ação tônica sobre o sistema nervoso e auxilia na desintoxicação. Colocar uma tábua ou banquinho sobre uma bacia com água fria. Sentar-se na tábua, em seco, ficando com todo o corpo fora da água. Com o côncavo das mãos, derramar água fria sobre o ventre e fazer massagem leve. Pôr os pés em água quente. Duração: 5 a 10 minutos.

 

Terapia respiratória

 

Considerando a grande importância do livre aporte de oxigênio às células, a terapia respiratória, tão simples como negligenciada, ajuda a aumentar a vitalidade do organismo, sendo particularmente útil no tratamento (e na prevenção) da AIDS.

Você já observou como respira uma criança, um recém-nascido? É a “barriguinha” ou o tórax que se movimenta com a entrada e a saída do ar? Agora perceba como você respira, como respira um adulto. Que diferença lhe chamou a atenção? O recém-nascido expande principalmente a “barriguinha” enquanto respira. O adulto, em geral, movimenta furtivamente o tórax. Os hábitos fisiológicos da criança dão-nos noção adequada do padrão genético e instintivo das relações entre o organismo humano e o meio. A artificialização de nosso sistema de vida provocou inúmeras mudanças nesse padrão, o que muitas vezes se demonstra cruelmente nocivo à saúde. Precisamos reaprender a respirar corretamente se quisermos salvar o organismo dos processos degenerativos que o assediam, como o câncer.

Está ao seu alcance reaprender o modo fisiológico de respirar. Sua capacidade de raciocínio, além do humor e da saúde, só terão a lucrar. Essa medida pró-saúde é de inestimável valor e não custa um tostão. Veja como fazer a terapia respiratória:

Sente-se várias vezes ao dia numa cadeira confortável. Com as costas eretas, respire profunda e compassadamente. A respiração correta ou dia­frag­mática requer a expansão do abdome, como vimos. Você sente algo como um balão inflável dentro da barriga. Esvazie a mente de preocupações.

Caminhe descansadamente por uma rua tranqüila e arborizada ou num bosque, respirando corretamente.

A vantagem dessa terapia, a mais natural de todas, é que não existem contra-indicações. Pode ser aplicada praticamente em qualquer lugar (de preferência onde haja menos poluição do ar) e sempre faz bem. Este pode ser um dos pequenos cuidados que estão faltando para o maior êxito dos tratamentos naturais.

 

AIDS é a sigla, em inglês, de síndrome da imunodeficiência adquirida. Há os que preferem, portanto, SIDA, abreviatura para as línguas latinas. É em geral aceito que se trata de doença viral, aniquiladora do sistema imunológico, provocada por um vírus do famigerado grupo HIV, da categoria dos retrovírus, descoberta em 1978. As principais formas de transmissão são o contato sexual, a transfusão de sangue e o uso de agulhas contaminadas. Ultimamente as pesquisas sugerem a existência de parentes do HIV com maior poder de destruição, como o HTLV-2, mais difícil de se detectar em exames.

 

* Lembrete: Estas indicações são tradicionais e não suprimem o tratamento médico.

 

* As dietas terapêuticas naturais são empregadas em clínicas naturistas e por medicinas tradicionais. Adote alimentação saudável, mas não mude radicalmente sua alimentação sem orientação profissional.

 

Salvo alguma indicação específica, recomenda-se dieta saudável, com vistas ao equilíbrio das funções orgânicas. Alimentos gordurosos e açucarados precisam ser evitados. Coma com moderação, mastigando bem. Sinal vermelho para doces, guloseimas, carnes gordas, especialmente embutidos, frios e frituras. Evite chocolate, queijos, laticínios, amendoim, molhos industrializados e temperos, como pimenta e vinagre. Coma regularmente, às refeições. Abstenha-se de lanches ligeiros (fast-food). Não abuse do sal. Em síntese, todo alimento que favoreça a produção de muco ou tenda a diminuir a resistência orgânica, por sobrecarregar o metabolismo (o que é o caso da maioria dos alimentos modernos, produzidos só por motivos comerciais), precisa ser evitado.­

 

Sugestão de dieta terapêutica*

Para desintoxicar o organismo, adotar dieta natural e saudável, rica em frutas, hortaliças e água-de-coco.

Alguns estudiosos da terapia alimentar natural como Hebert Shelton sugerem o semijejum de frutas. Antes do desjejum, bebida alcalinizante (ver como preparar à página 138). Fazer refeições exclusivas de frutas a cada 3 horas. Por exemplo, uvas, maçãs, bananas-prata ou poncãs. Na última refeição, se houver fastio ou fome intensa, podem-se acrescentar algumas bolachas de arroz integral ou torradas. É preciso manter repouso nesse dia. Repetir esse cardápio por um ou mais dias, conforme estado do paciente e orientação adequada. É melhor que o paciente esteja internado, procurando variar as frutas nas refeições. Por exemplo, se no primeiro dia usou-se uva na primeira refeição, no segundo dia escolher pêssego, e assim por diante. Nos primeiros dias é normal sentir compulsão muito forte por “comida de sal”. Se a pressão cair, pôr um pouquinho de sal marinho sob a língua.

Depois de alguns dias, entretanto, a maior parte das pessoas se acostuma com a dieta das frutas. Conservar repouso e só adotar tal dieta com permissão médica. Na seqüência. Observar o seguinte cardápio:

Meia hora antes do desjejum, bebida alcalinizante (ver como preparar à página 138).

Desjejum — Coalhada (iogurte natural)) com frutas e sementes de girassol.

Almoço — Antes do almoço tomar meio copo duplo de suco de cenoura com salsão (um dia) ou suco de dente-de-leão (outro dia; se não houver dente-de-leão, utilizar suco de couve). Saladas cruas (sugere-se salada de broto de feijão, ou broto de alfafa, até mais indicado) e purê de batata ou purê de inhame (sem manteiga ou margarina), ou arroz integral bem cozido, sem óleo. Legumes cozidos (cenoura, vagem, quiabo, beterraba etc.). Preferir legumes da família da couve. Podem-se acrescentar um ovo biológico (caipira) cozido e um pouco de grão-de-bico em grãos ou tremoços.

Observações: Usar o mínimo de óleo e sal. É preferível usar um pouco de azeite virgem de oliva. Ainda melhor é o óleo bruto de gergelim, prensado a frio, ou outro óleo prensado a frio, com parcimônia. Não misturar numa refeição o arroz e a batata. Preferir vegetais sem agrotóxicos.

Jantar — Escolher uma das seguintes frutas: melancia, laranja ou melão. Se preferir, use as frutas com sementes de girassol, nozes e mingau de aveia, preparado com suco de maçã e um pouco de mel.

Lanches — Água-de-coco, fruta ou suco de fruta, se houver fome.

Alimentação

* Os suplementos nutricionais são úteis em muitos casos, mas a indicação e a dosagem individual devem ser estabelecidas por um profissional especializado.

 

Cálcio 500mg ou mais

Magnésio    250mg

Ferro 10 a 20mg

Zinco 15mg

Cobre         0,8mg

Selênio       75mcg

Vitamina D 200 U.I.

Vitamina E 70 U.I.

Vitamina C 100 a 5.000mg

(conforme o caso)

Vitamina B1        30mg

Vitamina B2        15mg

Niacinamida        30mg

Ácido pantotênico 10mg

Vitamina B6        30mg

Vitamina B12      100mcg

Ácido fólico         500mcg

Biotina       100mcg

 

* As plantas e outros recursos naturais aqui citados são empregados por clínicas naturistas ou medicinas tradicionais, e as doses são também tradicionais. Lembrete: Não suprimir a orientação médica.

Plantas*

Em jejum, 40 a 60 minutos antes da primeira refeição, tomar cavalinha, espinheira-santa, um limão e 20 gotas de solução de própolis a 30%. Usar internamente, durante um mês, para “depurar o sangue”, chás de bardana, dente-de-leão, chapéu-de-couro e salva, misturados.

Dosagem tradicional: Tomar duas a três xícaras ao dia. Três a quatro colheres, das de sopa, da mistura de plantas para um litro de água. Ferver por uns cinco minutos. Coar e tomar fresco ou morno, aos goles, longe das refeições. Depois de um mês, os seguintes chás específicos:

Duas a três xícaras ao dia da seguinte mistura: tanchagem, ipê-roxo, salsaparrilha e mil-homens, durante uma semana. Na semana seguinte, tomar salsaparrilha, feno-grego, mil-em-rama e tanchagem. Ir alternando, semana a semana. A dosagem tradicional é a mesma.

 

Salsaparrilha

(Smilax medica)

 


Programa Saúde Total

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