SALVA

SALVA

SALVA
(Salvia officinalis).
 
 
FAMÍLIA: Labiadas.
 
OUTROS NOMES: Salva-dos-jardins, salva-das-boticas, salva-ordinária.
 
DESCRIÇÃO: Planta herbácea, de uns 50 cm de elevação. Haste em moita, erectas, quadrangulares, pubescentes, esbranquiçadas, ramificadas. Folhas opostas, cruzadas, verde-esbranquiçadas, rugosas, mais ou menos pubescentes, levemente crenadas, espessas, levemente reticuladas; as inferiores são pecioladas, oblongas, lanceoladas, por vezes auriculadas na base; as superiores são sésseis, acuminadas. Inflorescência em calátides terminais. Flores violáceas ou brancas, curtamente pediceladas, dispostas (4 a 8) em verticilos munidos de brácteras opostas, ovais, cordiformes, acuminadas, côncavas, caducas. Cálice campanulado, estriado, apresentando 2 lábios, dos quais o superior tem 3 dentes e o inferior 2. Corola tubulosa, bilabiada.
 
USO MEDICINAL: É uma planta de muita utilidade na medicina caseira.
Afecções gástricas – Nas más digestões, o chá de salva, quente, corrige as indisposições estomacais, a debilidade do estômago, os vômitos que muitas vezes se seguem às refeições, as ventosidades gástricas e intestinais, a dor de cabeça resultante da má digestão, etc. Dose: 10 gramas para 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.
Boca – As folhas frescas são boas para esfregar os dentes, a fim de branqueá-los; refrescam e fortificam as gengivas frouxas, inflamadas, etc.; aromatizam a boca. O chá das sumidades floridas, em bochechos, serve para curar as aftas. Dose: 30 gramas para 1 litro de água.
Feridas – O cozimento da salva em loções é indicado para curar feridas velhas, úlceras varicosas, etc.; em banhos, é bom para curar escrófulas. Dose: 50 gramas de folhas e flores em 1 litro de água.
Garganta – Em gargarejos, as folhas e flores, preparadas por infusão, dão bom resultado contra a inflamação da garganta, a amigdalite, a dificuldade de engolir, as mucosidades da garganta, etc. Dose: 30 gramas para 1 litro de água.
Picada – As folhas frescas, machucadas, esfregadas sobre as partes picadas por abelhas, vespas, mosquitos, etc., proporcionam alívio em pouco tempo.
Suores noturnos – É também indicada nos suores noturnos dos tuberculosos. Dose: 10 gramas em 1 litro de água; 4 a 5 xícaras por dia.
Vias respiratórias – Das folhas e flores se prepara um chá (10 gramas para 1 litro de água) que se toma quente. É bom para resfriados, bronquites, anginas, tosse, expectoração difícil, etc. O que também ajuda a expulsar os catarros crônicos dos brônquios, é uma mistura do pó das folhas (6 a 7 gramas) com mel de abelha (100 gramas). Tomam-se 4 a 5 colherinhas por dia.

Programa Saúde Total

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