ANGELICÓ

ANGELICÓ

ANGELICÓ
(Aristolochia cymbifera).
 
 
FAMÍLIA: Aristoloquiáceas.
 
OUTROS NOMES: Jarrinhas, mil-homens, papo-de-peru, mata-porcos, patinho, caçaú, cipó-mata-cobras.
 
DESCRIÇÃO: Há perto de 50 espécies de aristolóquias. Afirma-se que todas têm as mesmas propriedades medicinais. “As aristolóquias são geralmente plantas escalantes (trepadeiras ou cipós), com troncos em muitos casos lignificados, raras vezes herbáceas e, então, dotadas de um tronco subterrâneo mais ou menos desenvolvido. O perigônio é zigomorfo, mas também raras vezes actinomorfo e composto de um tubo cilíndrico com base ventriculosa e mais ou menos refracta-erecta, terminando num grande limbo quer inteiro, quer bi ou tripartido. O perianto é tão característico que basta ter visto uma só aristolóquia em florescência para reconhecer imediatamente também as outras”. – Aspectos Biológicos da Flora Brasileira, pág. 24, de João S. Decker. 
 
USO MEDICINAL: É anti-séptico, diaforético, estomacal, esurino, sedativo (nos casos de histeria, convulsões, epilepsia e cistite).
 
Anorexia (inapetência) – É empregado com êxito contra a falta de apetite.
Amenorréia – Usa-se no tratamento de falta de menstruação, para provocar o aparecimento das regras.
Clorose (tipo de anemia peculiar à mulher) – É aplicado com êxito surpreendente em casos de clorose.
Dispepsia (má digestão; embaraços do estômago) – Aplica-se com magníficos resultados contra os males do estômago em geral, prisão de ventre, gastralgia (dor de estômago), indigestão, etc.
Impaludismo – Usa-se também para combater as febres intermitentes da malária.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Orquite – Externamente, em banhos de assento, emprega-se com bons resultados, para desinflamar os testículos, em casos de orquite.
“Acreditou-se sempre e continua-se acreditando em todo o interior, que o extrato etéreo, como as alcoolaturas e os próprios decocotos das raízes e do caule destas plantas são anti-ofídicos... admitimos a possibilidade de que o extrato fresco e ainda vivo, de raízes e caules destas plantas, poderá realizar curas, como anti-ofídico...
“Muitíssimas são as aristolóquias que já figuram nas farmacopéias oficiais e que são receitadas de quando em quando pelos médicos mais inclinados para a fitoterapia. Elas atuam mui beneficamente sobre a mucosa estomacal e sobre os gânglios internos que facilitam a digestão e assimilação dos alimentos que ingerimos. E esses seus efeitos mostram-se de modo apreciável quando se usa o extrato conforme referido. Em álcool, muitas vezes, os resultados são prejudiciais graças ao efeito desse. Os rins, o fígado, o baço e mesmo o coração, são estimulados por estas plantas. Muitas pessoas as prescrevem como depurativas, como diuréticas, vulnerarias, anti-reumáticas, anti-febris, emenagogas, etc.
“Esta última recomendação nos deve interessara aqui mais especialmente, porque nos aponta o motivo por que foram chamadas ‘aristolóquias’, isto é, ‘bom-parto’ ou ‘facilitadores-dos-lóquios’, conforme as conheciam os antigos gregos e os egípcios”. – Plantas e Substâncias Vegetais Tóxicas e Medicinais”, pág. 106, de F. C. Hoehne.
Uma advertência torna-se, entretanto, necessária: Em doses excessivas as aristolóquias são tóxicas. As mulheres grávidas não devem usar esta planta, pois pode provocar aborto. Efetivamente, acredita-se que muitos dos preparados que se usam para acarretar este criminoso resultado, tenham por base o extrato de raízes ou sementes de aristolóquias.
PARTE USADA: Raiz por decocção.

DOSE: 10 a 15 gramas para 1 litro de água fervendo. Tomam-se não mais de três xícaras de chá por dia. 


Programa Saúde Total

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