Síndrome do Pânico

Síndrome do Pânico

 Quais os sintomas? Como se manifesta? 

Os principais sintomas da síndrome do pânico são: medo de enlouquecer, medo de perder o controle, medo de morrer, despersonalização, sensação de instabilidade, vertigem, palpitações, tremores, taquicardia (batimentos cardíacos acelerados), enjôo, desconforto abdominal, calafrios, choques, dor no peito, sensação de desmaio. Para afirmar que alguém sofre da síndrome do pânico, é preciso que o paciente apresente pelo menos quatro desses sintomas numa freqüência mínima de quatro vezes ao mês. Caso contrário, estamos diante de episódios de pânico, que nos dias conturbados de hoje tornam-se cada vez mais comuns, embora não cheguem a caracterizar a síndrome.

Certas pessoas mentalmente suscetíveis transferem para o corpo seu sofrimento mental. Há realmente uma alteração química, que é resultado de profundas alterações psíquicas. Por isso, se fala em disfunção neuroquímica. Na depressão, entre outras desordens emocionais, podem haver episódios de pânico, em forma isolada, o que leva à confusão entre essas entidades patológicas (o pânico e a depressão).

 

Como Tratar a Sìndrome do Pânico?

O tratamento convencional recorre aos benzodiazepínicos, que modificam a química cerebral, e à terapia comportamental. Há casos particularmente delicados, em que o uso de ansiolíticos, sob estrito controle médico e por tempo mínimo, poderá impor-se como meio de controle de situações críticas.


Sugestões Naturais

As sugestões naturais, que nesse caso envolvem nutrição apropriada, hidroterapia, exercícios, psicoterapia e terapia com nutrientes, agem no sentido de ajudar a restabelecer o equilíbrio químico do cérebro. Há relatos de razoável recuperação com o uso combinado de suplementos nutricionais, plantas medicinais, banhos, psicoterapia, terapia do comportamento e exercícios físicos regulares. Juntamente com acompanhamento psiquiátrico, esse tratamento observa a seguinte conduta básica:

1. Alimentação natural e saudável.

2. Suplementos vitamínico-minerais, em que figurem:

a) Todas as vitaminas do complexo B, com ênfase para a vitamina B6 (cerca de 30 a 60mg/dia, ou mais, conforme critério médico).

b) Todos os minerais, em doses normais RDA.

c) Ênfase para micronutrientes, como molibdênio (74mcg/dia); manganês (1mg/dia), magnésio (200mg/dia), selênio (70mcg/dia), zinco (15mg/dia), cobre (0,8mg/dia). Essas doses precisam ser endossadas por um especialista.

d) Vitaminas lipossolúveis: A, D, E, K, em dosagem RDA.

Obs.: Essa fórmula poderá ser elaborada em farmácias de manipulação, com receita.

3. Mel com pólen (uma colher, das de chá, da mistura), quatro vezes ao dia. Geléia real pura (de 2 a 4g diários).

4. Chá de camomila, de duas a três xícaras ao dia, durante dois dias. Uma colher, das de sopa, da planta para 500ml de água. Derramar água fervente sobre a planta. Por dois dias, chá de erva-cidreira com folha de laranjeira (mesma dosagem da camomila). Por um dia, chá de alfazema (só uma xícara ao dia: uma colher, das de café, em 300ml de água. Derramar água fervente sobre a planta). Por dois dias, água com mel de flor de maçã (ou chá da casca de maçã, adoçado com mel), de duas a três xícaras ao dia. Uma colher, das de sopa, de mel para cada xícara de água. Tomar morno. Observar essa seqüência. Quando chegar à água com mel, voltar à camomila.*1

5. Um ou até dois banhos de tronco ao dia. O banho de tronco é excelente para aliviar as tensões. Ver como preparar na legenda abaixo.*2

6. Se possível, uma aplicação de argila ao dia. Ver como preparar à página 114.*1

7. Caminhar distâncias progressivas, todos os dias, de manhã e/ou à tarde. Respirar profundamente.

8. Consultar um médico para estudar a conveniência de praticar exercícios físicos regulares, como hidroginástica, e pelo menos uma sauna semanal.

9. Iniciar um programa regular de psicoterapia.

Banho de Tronco*2

Abrange os quadris e uma parte do tronco.

Apresenta, segundo os manuais da hidro­terapia, efeito depurativo.

Útil nas seguintes condições:

· Desordens digestivas

· Febre

· Febre tifóide

· Doenças dos rins

· Doenças venéreas

Como fazer: Usa-se uma banheira especial. A temperatura da água deve estar em torno dos 20ºC (entre fria e morna). Fric­ciona-se, durante o banho, a região abdominal abaixo do umbigo com uma toalha grossa.

Duração: Entre 5 e 15 minutos. Após o banho, faz-se uma fricção geral.

Observação: Em caso de febre alta, a água deve estar morna.

 

 

*1 As plantas aqui citadas são empregadas por clínicas naturistas ou medicinas tradicionais, e as doses são também tradicionais. Lembrete: não suprimir a orientação médica.

*2 A hidroterapia, a geoterapia e outros tratamentos naturais aqui citados são empregados por medicinas tradicionais ou clínicas naturistas. Lembrete: não suprimir a orientação médica.

 

 

 


Programa Saúde Total

Levando informações aos ouvintes sobre saúde e qualidade de vida, valorizando os benefícios da natureza: ar puro, atividade física, água, luz solar, alimentação, repouso, abstinência e muito mais.