Pneumonia

Pneumonia

 Que é pneumonia? Quais as causas?

 

A pneumonia é, ainda hoje, importante causa de morte. É chamada pelos médicos pneumonia lobar, pois costuma atacar um ou mais lobos dos pulmões, que funcionam de modo mais ou menos autônomo. Para esclarecer melhor, temos dois lobos no pulmão direito, e três no esquerdo. A pneumonia pode atacar apenas um ou dois lobos, deixando os outros intactos.

Trata-se de infecção provocada por bactérias ou vírus. As bactérias são as principais culpadas e, entre elas, destaca-se o Diplococcus pneumoniae, responsável por até 90% das pneumonias. Mas há também vilões entre estafilo­cocos e estreptococos. O bacilo de Friedlander e o próprio Hemophylus influen­zae podem ocasionar pneumonia. Muito freqüentemente, a pneumonia é causada por vários tipos de bactérias, mesmo por aquelas que convivem normalmente com o homem. Por isso, afirma-se que o grande culpado da pneumonia não é o micróbio, mas a queda de resistência do organismo. Em muitos casos, pode sobrepor-se a uma gripe ou a outra virose “mal curada”. Entre os fatores que fazem a resistência cair estão: estresse, esgotamento nervoso, má alimentação, alcoolismo, tabagismo, variações bruscas de temperatura, frio intenso e doenças como as referidas viroses. A AIDS, que abate as defesas, favorece o aparecimento de pneumonias graves.

O fator contágio é mencionado por alguns autores. Pode-se “pegar” a doença através de gotículas de saliva. Mas o que realmente pesa é a resistência natural do organismo. Por isso, são raras­ as epidemias de pneumonia, e o doente em geral não requer isolamento. Pessoas debilitadas e predispostas, porém, devem evitar o contato com doentes.

 

Sintomas

 

Um dos sintomas mais comuns é a dor no peito (que se pode manifestar como “pontadas”), provocada por inflamação da pleura, muito sensível. O catarro irrita a traquéia e produz tosse, habitualmente seca no começo. O catar­ro é primeiramente eliminado em pequena quantidade, às vezes com estrias­ de sangue. A cor de tijolo é característica, devido à mistura de hemoglobina dos glóbulos vermelhos ao muco. Surgem, portanto, áreas congestionadas por catarro e sangue, que entram em pane, produzindo dificuldade de respirar (respiração rápida e dificultosa). Há dor de cabeça. O paciente se sente incomodado, não conseguindo relaxar. A febre é outro sintoma comum. Às vezes, aparece inchaço nos lábios, produzido por vírus, que se instala devido ao enfraquecimento das defesas. No fim do processo, que pode levar vários dias, o paciente sente sede e falta de apetite. A língua mostra-se esbranquiçada, a urina rarefeita e o catarro ainda mais avermelhado. Só depois de mais ou menos uma semana, a febre começa a ceder. O paciente transpira­ copiosamente. O conteúdo do pulmão se fluidifica, e começa a fase realmente produtiva, com abundante expec­­to­ração.­

Estes sintomas variam muito de caso para caso. Às vezes são tão leves que se confundem com a gripe, ou tão fortes­ que provocam complicações mesmo fatais. Tudo dependerá das condições globais de resistência do orga­­­­nismo.

 

Tratamento

 

O tratamento convencional elegeu os antibióticos como principal arma, com destaque para as penicilinas. O tratamento natural visa a ajudar o organismo a recobrar a resistência e a desbaratar os invasores. Está baseado em dieta apropriada, repouso e abundância de líquidos.

Deve-se consultar um médico para estabelecer a conduta.

Outros procedimentos*

 

É preciso umidificar o ar para que o catarro do pulmão se fluidifique e possa ser mais facilmente eliminado. Vaporizações ambientais são, às vezes, indicadas. Poderão ser úteis inalações diárias com vapor de eucalipto. Compressas aquecedoras ao tórax, ou compressas quentes, podem aliviar eventuais congestões pulmonares. Se houver problema digestivo, como prisão de ventre, pode ser necessário fazer uma lavagem intestinal com água previamente fervida (obter permissão médica) e compressas de argila ligeiramente aquecidas, de duas horas, no abdome (ver página 114).

 

É um dia rotineiro para Tiago. O período da manhã transcorre normalmente em seu trabalho. Sente-se até bem disposto. Depois do almoço, porém, começa a notar leve mal-estar. Arrepios de frio, sensação de febre, que aumentam no fim da tarde. “Põe a mão na minha testa”, pede a um colega, que sugere o uso de um termômetro. Quase 38° C. No fim do expediente, a indisposição já é forte. Em casa, ao medir a temperatura, assusta-se: já passa dos 39° C. Os tremores e os arrepios não param. Toma um antitérmico. Dali a pouco, sente-se melhor e vai deitar-se, imaginando tratar-se de gripe passageira. À noite, começa a tosse. No dia seguinte, não consegue ir ao trabalho. O peito e as costas doem. A tosse se intensifica, aumentando a dor no peito. O catarro assume a cor de tijolo. Resolve ir ao médico que, sem dificuldade, estabelece o diagnóstico: pneumonia.

 

Alimentação

Os naturopatas recomendam dieta leve, nutritiva e saudável, rica em líquidos, como sucos de frutas. Se o intestino do paciente não funciona (prisão de ventre), aplicar, com permissão médica, lavagens intestinais. Durante a febre, tomar sucos frescos e puros, de três em três horas. Pode-se usar suco de laranja, preparado na centrífuga. Para variar, suco de abacaxi, suco de cenoura com salsão, suco de maçã etc. Não usar açúcar.

Passada a febre, consumir abundância de frutas, cereais integrais, nozes, coalhada e vegetais frescos. Exemplo de almoço: salada (cenoura ralada crua, grãos germinados, legumes cozidos como couve-flor, vagem, brócolis, grão-de-bico etc.); arroz integral cozido, com um pouco de gersal e salsinha, ou batata cozida, tofu e um ovo caipira bem cozido. Mastigar muito bem. À medida que o paciente melhora, acrescentar um pouco de caldo de leguminosas como feijão ou lentilha. No desjejum e no almoço, consumir frutas picadas com granola e um pouco de coalhada, ou suco de fruta, ou ainda mingau de fubá ou aveia com pão integral.

Em muitos casos, é melhor proceder à alimentação voluntária, não forçando a ingestão de alimentos. Se o paciente não tem fome, é preciso mantê-lo bem hidratado, com sucos. Se há muita debilidade, poderá ser indicada alimentação parenteral (via endovenosa).

Plantas e outros remédios tradicionais*

* Lembrete: estas indicações são tradicionais, e não suprimem o tratamento médico.

 

Não se deve ministrar ao paciente exagerada variedade de remédios, mesmo naturais. O correto é que a conduta exata seja estabelecida por um profissional de saúde.

Sugerem-se tradicionalmente, com bons resultados, expectorantes como linhaça e abacaxi. Pode-se experimentar por dois dias o abacaxi, e por dois dias a linhaça, verificando-se a qual dos dois o doente responderá melhor. No caso das plantas, indicam-se, entre outras, o cambará, a prímula, a tussilagem e o assa-peixe, que podem ser usados juntos com limão (um limão para meio litro de chá; acrescentar depois de pronto) e própolis (quarenta gotas da solução a 30% para meio litro de chá). Derramar meio litro de água fervente sobre duas colheres, das de sopa, da mistura de plantas picadas. Tampar bem. Tomar ao longo do dia, aos goles, morno. Se há algum problema digestivo, convém acrescentar à mistura erva-doce, camomila ou alfavaca. Na convalescença, pode-se acrescentar zedoária.

Como usar alguns remédios tradicionais individualmente:

Abacaxi — Cortar em fatias, pôr numa panela, acrescentar mel, tampar bem e cozinhar. Depois de esfriar, retirar o suco e colocar em um vidro. Tampar bem. Tomar de três a seis colheres, das de sopa, ao dia. Rico em bromelina, enzima proteolítica, é ótimo expectorante.

Alfavacão — Um excelente chá tradicional contra a pneumonia prepara-se com alfavacão, pé-de-galinha e eucalipto. Pôr para ferver duas colheres, das de sopa, da mistura dessas plantas picadas em meio litro de água. Tomar de duas a três xícaras do chá morno ao dia.

Assa-peixe — Se houver tosse, catarro e falta de ar, usar o chá de assa-peixe em combinação com outros (como prímula, cambará, limão e própolis). Usar uma colher, das de sopa, da planta seca para meio litro de água. Preparar na forma de decocção ou cozimento. Duas xícaras ao dia.

Cambará — Auxiliar no tratamento de doenças pulmonares produtivas (em que há produção de catarro). Derramar meio litro de água fervente sobre duas colheres, das de sopa, de folhas picadas. Tomar aos goles, ao longo do dia.

Limão — Aquecer um pouco de água. Espremer um limão. Pingar vinte gotas de própolis. Adoçar com uma colher, das de sopa, de mel puro de eucalipto (ou outra qualidade de mel, se este não for disponível). Tomar, morno, duas ou três vezes ao dia.

Linhaça — Com a linhaça, prepara-se um remédio caseiro muito útil como expectorante: Moer os grãos de linhaça (sementes de linho) e misturar com mel. De três a seis colheres, das de sopa, ao dia.

Mel, agrião, eucalipto e própolis — Compostos à base de mel, agrião, própolis e extrato de eucalipto são muito indicados. Facilmente encontrados no mercado de produtos naturais.

Prímula — Empregada há tempo contra a pneumonia. Tomar de duas a três xícaras do chá, morno, ao dia. Ferver em meio litro de água uma colher, das de sopa, da planta picada.

Tussilagem — Quando há tosse, um dos melhores remédios naturais é a tussilagem, cujo nome, em latim tussilago (tussi vem de tosse), significa “dispersador da tosse”. Para preparar um poderoso xarope contra a tosse, cobrir 30g de folhas bem frescas de tussilagem com meio litro de água, e ferver até que a água se reduza a uma xícara. Coar e acrescentar mel. Deixar ferver novamente. Colocar num vidro. Cada vez que a tosse se manifestar, tomar uma colher, das de sopa. Há no mercado xaropes prontos à base de tussilagem.

Zedoária — Expectorante, anti-séptico pulmonar, tonificante do organismo, pode ser usada no fim do processo, na convalescença. A dose usual é de duas ou três cápsulas de 300mg ao dia.

 

Você sabia?*

Cambará (Lantana spinosa )

É indicado para combater asma, coqueluche e tosse.

Modo de usar: Derramar ½ litro de água fervente sobre 2 colheres, das de sopa, da planta picada. Deixar esfriar. Filtrar e tomar 2 xícaras ao dia.

* Lembrete: estas indicações são tradicionais, e não suprimem o tratamento médico.

 

 

 


Programa Saúde Total

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