Esquizofrenia

Esquizofrenia

 Sugestões sobre alimentação

A esquizofrenia é doença mental que reúne transtornos psíquicos que começam, geralmente, na adolescência ou início da vida adulta. Ocorre estranha mudança de conceitos e interpretações. O paciente fala e age de modo incomum, distorcendo a realidade. Há perturbações afetivas, intelectuais e de conduta em diferentes graus. Salientam-se, nesse comportamento anormal, tendência para criar realidades próprias e fantasiosas, reações imprevisíveis e até alucinações.

 

 

Os experts não costumam fazer qualquer referência à dieta quando falam de esquizofrenia. Estudiosos da terapia ortomolecular, nutrição e Medicina ecológica, entretanto, afirmam existir íntima ligação entre esquizofrenia e alimentação. É verdade que faltam explicações científicas concludentes. Na prática, porém, os resultados da aplicação metódica de dietas especiais e suplementos vitamínicos são promissores.

A seguir, resumimos os principais procedimentos dietéticos que vêm sendo citados e propostos para pacientes esquizofrênicos.

É preciso observar os padrões da dieta saudável (ver capítulo 4, página 31). Devem-se, particularmente, evitar álcool, fumo, guloseimas, açúcar, doces, café, chocolate, mate, guaraná, fast-food, salgadinhos, frituras e alimentos gordurosos. Preferir mel puro, alimentos naturais, frutas e hortaliças frescas.

Enfatiza-se a necessidade de cortar o açúcar, com base em testes que detectam no sangue, urina e tecidos de esquizofrênicos substâncias anormais, que lembram as alterações verificadas no diabetes melito.

Pesquisas do Dr. Curtis Dohan relacionam esquizofrenia com doença celíaca, que é desordem intestinal induzida pelo glúten, proteína presente em cereais como trigo, centeio, cevada e aveia. Por estranho que possa parecer, vários pacientes esquizofrênicos começaram a melhorar a partir do momento que o glúten e os laticínios foram cortados da dieta. O Dr. Dohan descobriu, na urina de esquizofrênicos, as mesmas substâncias expelidas na urina de portadores de doença celíaca. Daí deduziu que o glúten seria mal tolerado também na esquizofrenia. Mais tarde os Drs. Mohan Singh e Stanley Kay, da Faculdade de Psicofarmacologia Clínica do Centro Psiquiátrico de Bronx, confirmaram os achados de Dohan. Submeteram inúmeros pacientes esquizofrênicos a dieta sem glúten e leite. Quando o glúten voltava a ser adicionado “escondido” à dieta, os pacientes pioravam.

Hoje os estudiosos admitem que há relação provável entre glúten, laticínios e esquizofrenia, embora não se conheça o mecanismo bioquímico dessa relação. Advertem também que, em alguns casos, essa influência poderá não existir.

Suplementos vitamínicos*

Sugestões naturais

* Os suplementos nutricionais são úteis em muitos casos, mas a indicação e a dosagem individual devem ser estabelecidas por um profissional especializado.

 

A terapia ortomolecular acredita que a esquizofrenia é distúrbio bioquímico e genético. A nutrição celular do cérebro é fator crítico no desenvolvimento dessa doença mental. Afirmam os pesquisadores que a deficiência, no meio químico do tecido cerebral, de vitaminas do complexo B, como tiamina, niacina, piridoxina, cianocobalamina (B12), biotina, ácido ascórbico e ácido fólico, predispõe a desordens mentais. O tratamento com doses apropria­das dessas vitaminas favoreceria, portanto, o retorno à estabilidade. Embora não haja comprovação científica para essa teoria, há médicos que a defendem, pois na prática vem exibindo resultados interessantes.

A dosagem diária usualmente sugerida é muito elevada, e deve ser administrada por um médico: 4g de niacinamida, 800mg de piridoxina, 4g de vitamina C e 1000 unidades de vitamina E. Se há baixo nível de histamina, poderão ser acrescentados 2mg de ácido fólico. Se o cobre está muito alto, deve-se incluir zinco. Enfatizamos: como se trata de dosagem acima das recomendações habituais, é preciso que esse tratamento seja acompanhado por um especialista.

 

 

As sugestões naturais não suprimem o acompanhamento médico. Em clínica naturista segue-se o mesmo princípio básico da desintoxicação. Conforme o caso, poderá ser mais ou menos intensa. Sugere-se:

1. Substituir, em três dias na semana, uma refeição diária por frutas, como maçã, mamão, melancia, uva etc.

2. Nos outros quatro dias da semana, substituir duas refeições por frutas. Nos intervalos, havendo fome, lanche de fruta ou água-de-coco.

3. O almoço será o sustentáculo nutricional por algum tempo. Deve ser com­posto de brotos de leguminosas, vegetais cozidos, como abóbora, ar­roz integral ou milho verde cozido, amêndoas ou nozes, tofu, um pouco de grão-de-bico, sementes de girassol e dois ou três ovos de codorna cozidos.

4. Adotar esse regime por um mês, pelo menos. Depois de uma semana, começar a usar suplementos vitamínicos. Sugerem-se nove a dezoito comprimidos diários de levedura de cerveja (começar com nove e ir aumentando aos poucos) e 2g a 4g de geléia real pura. Passar a tomar um copo diário de suco de acerola.

5. À tarde, tomar uma colherinha de mel com pólen.

6. Entre as plantas, sugerem-se cavalinha, tanchagem, mil-em-rama e chapéu-de-couro, como depurativos inespecíficos. Tomá-los no período da manhã (de uma a duas xícaras). Duas colheres, das de sopa, da mistura para meio litro de água. Ferver por cinco minutos. Coar. À tarde, tomar camomila, hortelã e erva-cidreira. A dosagem tradicional é a mesma. Interromper o uso de plantas por um ou dois dias da semana e não usá-las mais que por um mês. Observar orientação profissional.

7. Se houver prisão de ventre, acrescentar a terapia de enemas (um por dia, um litro e meio de água fervida, fresca) por sete dias, desde que não haja contra-indicação médica.

8. Caminhar uma hora por dia, praticando exercícios respiratórios. Em seguida, fazer fricção em todo o corpo com bucha natural e tomar ducha fria, rápida. Terminar com fricção de toalha seca.

9. Um banho vital ao dia. Ver modo de fazer à página 105.

10. Uma aplicação lombo-abdominal de argila ao dia, por duas horas. 

 

 


Programa Saúde Total

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