Bexiga, doenças da

Bexiga, doenças da

 Inflamação da bexiga

 

Há várias doenças que podem acometer a bexiga. Uma das mais comuns é a cistite, ou inflamação da bexiga, freqüentemente associada à uretrite, que é a inflamação do canal. Caracteriza-se por dor e desconforto urinário, com ardor à micção. Em linguagem médica diz-se infecção do trato urinário (ITU). O desconforto urinário é chamado disúria. Na realidade, portanto, a infecção urinária não ataca só a bexiga, mas várias estruturas desse sistema.

 

Que é cistite?

 

Trata-se de inflamação da bexiga urinária, muitas vezes provocada por infecção aguda do trato urinário, que afeta especificamente a bexiga (cistite). Não raro a infecção atinge também os rins e os canais urinários (pielonefrite e síndrome uretral). Pode apresentar sintomas brandos, ou manifestar-se como um extremo desconforto urinário.

Na maioria dos casos, o exame bacteriológico de urina indicará infecção quando a contagem de bactérias for superior a 105 germes por mililitro de urina corretamente colhida.

A necessidade de permanecer muito tempo na cama, os partos, as grandes intervenções cirúrgicas e o diabetes favorecem a instalação de cistites.

É comum ocorrerem recidivas (recaídas), provocadas por sucessivas reinfecções ou infecções não resolvidas. Por isso, é importante avaliar adequadamente as causas e os tratamentos.

A cistite ocorre muitas vezes associada a outros problemas do sistema urinário, como doenças venéreas, cálculos, pielonefrite, hipertrofia de próstata e uretrite (inflamação da uretra).

O povo chama de “cistite” qualquer ardência no canal da urina, que muitas vezes não passa de infecção local ou uretrite. Também é popular o conceito de que “friagem nos pés” ou “friagem na barriga” podem desencadear crises de “cistite”. Realmente, o resfriamento de qualquer parte do corpo pode diminuir a resistência global e assim facilitar o aparecimento de cistite em pessoas suscetíveis.

Considerando-se a continuidade anatômica do sistema urinário e a semelhança entre os sintomas de infecção dos seus vários componentes, alguns especialistas chamam de “síndrome uretral aguda” diversas disfunções urinárias de fundo infeccioso.

 

Mais comum em mulheres

 

As infecções urinárias são mais comuns em mulheres, especialmente durante a gravidez e após a menopausa, em parte devido às condições anatômicas do sistema gênito-urinário feminino, e porque os homens contam com a proteção do líquido prostático, antibacteriano. Estudos mostram que todos os anos 20% das mulheres adultas (em qualquer idade) sofrem de disúria (distúrbios urinários).

Os homens dificilmente têm infecção significativa do trato urinário antes dos 45 anos, a não ser que haja anormalidades urológicas. Uma dessas anormalidades é a hipertrofia da próstata, que obstrui o canal da urina e favorece as infecções.

É interessante notar que mulheres com certas alterações de flora vaginal são mais vulneráveis a infecções urinárias. Quando a vagina e a uretra (canal da urina) encontram-se colonizadas por bactérias do intestino (Gram-negativas), as infecções urinárias agudas instalam-se com relativa facilidade. Essa colonização anômala é em parte devida à proximidade entre o ânus e a vagina. Mas acredita-se que a queda de resistência imunitária sistêmica e local, com simultânea alteração de flora, predispõe ao quadro.

 

Qual a causa da cistite?

 

A inflamação da bexiga muito freqüentemente se deve a agentes infecciosos, que podem ter migrado dos canais urinários que se comunicam com o exterior. A E. coli é uma das bactérias mais freqüentemente culpadas pela infecção. Seu habitat normal é a vagina, donde, migrando uretra acima, ocasiona a infecção. Pode estar associada a outras doenças do sistema gênito-urinário.

Outros agentes patogênicos causadores de infecção no trato gênito-urinário são o C. trachomatis e a N. Gonorrhoeae. Doenças sexualmente transmissíveis (DST) podem, portanto, propiciar um quadro de infecção urinária.

A presença de bactérias comuns, como Escherichia coli ou Staphylococcus saprophyticus em concentrações superio­res a 102 por milímetro cúbico na urina, indica provavelmente infecção. Em mulheres jovens o desconforto urinário é provocado na maioria das vezes por vaginite. Com o passar da idade, a disúria pode ser provocada por infecção do trato urinário, como cistite e uretrite.

A má higiene íntima pode ser causa de infecções. O uso de contra­ceptivos, como o diafragma, que em alguns casos pode interferir no esvazia­mento vesical, provocando assim proliferações bacte­rianas, converte-se em causa de cistite.

 

Os germes causadores de infecções

 

Os germes mais comuns nas infecções urinárias são os bacilos Gram-negativos. A Escherichia coli causa até 90% das infecções agudas. Também podem ser encontrados Proteus, Klebsiella, Enterobacter, Serratia e Pseudomonas, presentes em infecções não complicadas, mas que se tornam motivo de preocupação em infecções recorrentes, doenças obstrutivas, cálculos, traumas, manipulações cirúrgicas e diagnósticas. São um achado constante nas infecções hospitalares e encontram-se associados a instrumentações como o cateterismo.

O Staphylococcus saprophyticus é digno de nota nas infecções agudas em mulheres jovens. A Chlamydia trachomatis ocorre comumente em casos que, apesar da baixa contagem bacteriana, há pus na urina (piúria).

Os vírus podem favorecer a infecção bacteriana. Alguns adenovírus vêm sendo responsabilizados por cistites com sangramento.

 

Doenças obstrutivas das vias urinárias

 

Qualquer obstrução à passagem da urina facilita a ação das bactérias e as doenças infecciosas, como a cistite. Entre as causas de obstrução podemos citar o cálculo, a hipertrofia da próstata, a estenose (estreitamento do canal), ou algum tumor. Quando se somam obstruções a infecções, os rins correm sério perigo, e impõe-se um tratamento cuidadoso. Os especialistas, entretanto, alertam para o risco de cirurgias desnecessárias, que podem agravar ainda mais a situação. É o caso de pequenas obstruções, que não exibem o risco de progredir, e que não afetam significativamente a função renal. Uma tentativa de corrigir tais obstruções oferece risco de lesões e infecções.

 

Falha dos estímulos nervosos que fazem a bexiga contrair-se

 

A bexiga é formada por um envoltório muscular que deve responder a estímulos nervosos, assim que ela contiver certo volume de urina. Mas há algumas doenças em que esses estímulos nervosos falham, e a bexiga se enche em demasia, ocasionando desconforto e dificuldade de urinar. É o caso da esclerose múltipla, lesão da medula raquiana, tabes dorsal, diabetes etc. Para drenar a bexiga usam-se sondas, que favorecem infecções. A perma­nência prolongada de urina na bexiga também propicia a ação de germes. Doenças que causam desmi­neralização óssea, como as que exigem grande permanência na cama, provocam hipercalciúria (eliminação excessiva de cálcio pela urina), formação de cálculos de cálcio, obstrução (uropatia obstrutiva) e infecção.

 

Refluxo de urina

 

Algumas anormalidades anatômicas podem fazer com que certa quantidade de urina retorne da bexiga para os ureteres, favorecendo infecções como a pielonefrite. A cistouretrografia miccional é o teste que revela a ocorrência de refluxo.

Certas doenças que envolvem os rins podem tornar esses órgãos mais sujeitos a infecções. Exemplos disso são: diabetes melito, gota, nefrocalcinose, drepanocitose, hipercalcemia e hipo­ca­lemia (diminuição do potássio no sangue).

 

Diabetes melito e infecções urinárias

 

A presença de açúcar na urina (glicosúria), verificada no diabetes me­lito, é irritante para o trato urinário feminino, predispondo à cistite.

As infecções urinárias em diabéticos podem agravar o distúrbio metabólico, verificado nessa doença, e podem levar à acidose diabética.

A ocorrência de infecção urinária em diabéticos merece cuidados adicionais.

A papilite necrosante, doença fulminante, que ocasiona insuficiência renal aguda, é mais comum em diabéticos e pode resultar de infecção. Remédios à base de fenacetina (analgésicos) podem lesar as papilas renais e causar esta grave doença em pessoas suscetíveis. Estudiosos alertam que efeitos deletérios de drogas acontecem com maior freqüência do que se imagina. É preciso refletir seriamente sobre os riscos das drogas, preferir evitá-las e usá-las só quando absolutamente indispensáveis, com absoluto conhecimento de causa e responsabilidade.

 

Infecções urinárias sexualmente transmissíveis

 

Certos agentes microbianos, como o C. trachomatis e o Neisseria gonorrhoeae, são transmissíveis sexualmente e podem produzir sintomas característicos de infecção urinária, como pus na urina, ardor à micção etc. Relações com portadores de clamídia ou gonorréia podem provocar infecções deste tipo.

Algumas mulheres exibem infecções urinárias que podem ser associadas ao ato sexual, pois o trauma mecânico do coito pode propiciar a passagem de bactérias à bexiga. A promiscuidade sexual é, sem dúvida, fator de risco para múltiplas infecções, pois é um dos meios por que os agentes de doença encontram fácil acesso ao organismo.

 

Riscos para o bebê quando há infecções urinárias na gestação

 

Considerando-se que os distúrbios urinários, freqüentes durante a gravidez, oferecem riscos ao bebê, é preciso preveni-los e tratá-los prontamente. O aumento da mortalidade neonatal e de casos de nascimentos prematuros podem ser resultado de infecções urinárias durante a gestação.

Sinais e sintomas

 

Cerca de metade dos pacientes com infecção urinária não apresentam sintomas. Entre os que apresentam sintomas e o sinal característico de bacté­rias­ na urina em grande quantidade, cerca de metade têm infecção na parte alta do aparelho urinário (pielonefrite) e metade na bexiga (cistite).

Os sintomas de cistite e pielonefrite são semelhantes. Vão de ligeiro incômodo a extremo desconforto. Há a sensação constante de vontade de urinar. A micção é difícil e provoca ardor (disúria). Pode ou não haver febre, arrepios e dores na região pélvica (parte de baixo da barriga) e lombar (costas). Alguns pacientes relatam sintomas digestivos como náuseas. Pode haver hematúria (sangue na urina) e/ou piúria (pus na urina). A compressão profunda do abdome provoca dor aguda.

Esses sintomas costumam regredir em poucos dias, mesmo sem antibióticos, exceto em casos de obstrução urinária ou necrose papilar. Quando a febre custa a baixar e persiste por vários dias, pode tratar-se de infecção mais grave, como pielonefrite complicada.

Quando as infecções urinárias se repetem constantemente, pode haver comprometimento das funções renais.

 

Opinião dos estudiosos da vida natural

 

Uma queda de resistência do organismo, ligada à formação de urina concentrada em resíduos, pode deflagrar uma crise de cistite.

As mesmas bactérias que, em condições normais, coexistem pacificamente com outras na flora local, transformam-se num problema quando o ambiente é propício à sua multiplicação exagerada. Afirmam que a queda global de resistência do corpo, associada à excreção alterada de certos produtos de degradação do metabolismo, que irritam as mucosas dos canais, favorecem a proliferação de agentes infecciosos.

 

Conselhos

 

A mais rigorosa higiene genital e sexual, principalmente no caso de mulheres, é importante à prevenção de infecções urinárias. Os diabéticos devem redobrar os cuidados. O hábito de só urinar quando a bexiga está bem cheia é nocivo à saúde, pois propicia infecções e outras doenças.

O uso abundante de líquidos, a alimentação correta, os hábitos sexuais corretos, os exercícios físicos moderados e o uso de roupas adequadas, não apertadas, são conselhos úteis à prevenção. São contra-indicadas as bebidas alcoólicas, o fumo e os alimentos condimentados. Há suspeitas de que a sacarina (adoçante) oferece riscos à bexiga.

As recaídas constantes requerem exame mais profundo do problema. Deve-se estudar a possibilidade de cálculos, problemas obstrutivos, prostatite e/ou baixa resistência orgânica.

 

Higiene íntima

 

Como vimos, o aparelho gênito-urinário feminino, devido a suas características anatômicas, é particularmente sujeito a infecções. As bactérias que colonizam a vagina, ao migrarem para a uretra, podem provocar infecção. Para evitar isso, algumas regrinhas de higiene­ íntima podem ajudar:

1. A maneira correta de limpar-se é de frente para trás, a fim de não “empurrar” os germes uretra acima.

2. Antes do ato sexual é recomendável urinar, para eliminar bactérias que eventualmente se situem à entrada da uretra.

3. Depois do ato sexual, voltar a urinar ou lavar a vagina com uma ducha, para diminuir o número de bactérias no canal.

4. O uso da ducha é recomendável, mas não com freqüência exagerada. Muita lavagem pode diminuir a “boa flora” e colonizar a vagina com flora patogênica.

5. O diafragma, contraceptivo, pode nalguns casos favorecer a retenção de pequenas quantidades de urina e propiciar infecções.

6. Usar roupas íntimas de algodão. Trocá-las freqüentemente. Preferir absorventes externos.

 

Regra de ouro na fase aguda e para prevenção: muito líquido

 

Quanto mais bactérias infectantes, mais dor. Para diminuir sua população, o procedimento mais simples é tomar bastante líquido, como o chá de cava­linha ou mesmo água. Quanto menos água se tomar, mais concentrada ficará a urina e maior será a concentração de bactérias. A dor e a infecção se agravarão.

A urina límpida, de cor clara, indica que você bebe suficiente líquido. Se sua urina é concentrada, este é um sinal de que você precisa aumentar a ingestão de água.

Banhos e outros procedimentos*

 

Os banhos quentes de assento e os escalda-pés ajudam a aliviar as dores. Não devem, entretanto, ser muito quentes. Aplicações de argila misturadas com água morna no abdome são úteis para aliviar as dores na fase aguda. Usam-se banhos de assento com diferentes plantas (chás concentrados), como camomila, malva e salsa (uma delas).

Fora da fase aguda, banhos vitais e genitais são úteis para aumentar a resistência do sistema gênito-urinário. No caso de infecções vaginais, irrigações diárias com o decocto filtrado de barbatimão e jequitibá (casca) são recomendadas pelos terapeutas naturistas.

 

Sugestões naturais de frutas, cereais e hortaliças

 

Abóbora: Bater em um pouco de água as sementes, cruas, da abóbora. Coar e tomar aos goles, durante o dia.

Cereais: Caldo diurético de cereais: três colheres, das de sopa, de aveia e oito colheres, das de sopa, de grãos de cevada em 1 litro de água. Ferver até que os grãos de cevada estejam amolecidos. Coar e tomar ao longo do dia.

Coco: Tomar água-de-coco em abundância.

Figo-da-índia: Tomar o decocto (cozimento) do figo-da-índia “descascado” e picado. O decocto das flores ou raízes (duas colheres das de sopa para meio litro de água) é também indicado: duas a três xícaras diárias.

Melancia: Fazer refeições só de melancia.

Melão: Fazer refeições só de melão.

Pêra: Tomar o infuso das folhas da pereira, até três xícaras diárias. Duas colheres, das de sopa, das folhas para meio litro de água. Ferver e filtrar. Fazer refeições exclusivas dessa fruta.

Vagem: Tomar meio copo de suco de vagem tenra por dia.

 

Você mal acabou de sair do banheiro, vem novamente a vontade de urinar. Se fosse só isso... mas, para tornar realmente desagradável a situação, o canal queima insuportavelmente. Quase todas as mulheres já experimentaram ou virão um dia a experimentar tal incômodo, que caracteriza a infecção do trato urinário. Entre os homens o comprometimento da bexiga é mais raro. A disúria (desconforto ao urinar), entre eles, está freqüentemente relacionada à prostatite e doenças venéreas.

Alimentação

Dieta terapêutica natural

Na fase aguda podem-se fazer várias refeições de melancia, sem misturar com outro alimento.

Ingerir bastante água, especialmente água mineral magnesiana, é recomendável, pois diminui a concentração de bactérias na urina. Chás especiais e própolis, como veremos adiante, são muito indicados. Pimenta, molhos, temperos, especiarias, conservas, embutidos, frios, alimentos salgados, refrigerantes, café, carnes, frituras, guloseimas, chocolate e açúcar, devem ser evitados, principalmente na fase aguda. Os laticínios, especialmente o queijo, também devem ser evitados. Entre os vegetais contra-indicam-se, na fase aguda, agrião, limão, abacaxi e outras frutas cítricas, alho e cebola, e principalmente o tomate.

Na fase aguda, no verão, substituir uma refeição (desjejum ou jantar) por melão, laranja-lima, lima-da-pérsia, maçã ou melancia. No inverno pode-se tomar caldo de maçãs cozidas com sementes de girassol e torradas ou bolachas de arroz integral. Fazer o seguinte almoço: Abóbora bem cozida com saladas cruas (pode-se usar salada de cenoura com broto de soja), outros legumes (como chuchu, jiló ou vagem), e arroz integral ou algumas torradas de pão integral (torradas sem sal ou com bem pouco sal). Usar o mínimo de sal. Adotar esse regime até desaparecerem os sintomas. Se houver febre é melhor adotar regime de sucos (suco de maçã e laranja-lima).

Pode-se adotar, regularmente, para prevenir recaídas, a dieta naturista, leve, também com uso moderado de sal. Esporadicamente, no lugar da primeira refeição, pode-se tomar bebida alcali­nizante (ver modo de preparar à página 138). Quem não aceita bem essa bebida poderá tomar chá de cavalinha com espinheira-santa meia hora antes do desjejum.

Para quem prefere programa mais completo, ou desintoxicação preventiva, sugere-se a seguinte dieta até para uma semana, útil mesmo para alívio dos sintomas:

Primeiro dia — desjejum de melancia, almoço de abóbora cozida com salada de brotos, folhosos e legumes cozidos como brócoli, chuchu e vagem; jantar de melão ou uva. Nos intervalos, maçã, se houver fome.

Segundo dia — passar com sucos, observando repouso.

8h — suco de laranja-lima ou maçã.

11h — suco de melancia ou melão.

14h — suco de maçã.

17h — suco de cenoura.

20h — suco de laranja-lima ou maçã.

Terceiro e quarto dias — repetir a ração do primeiro.

Quinto, sexto e sétimo dias:

Desjejum: mingau de aveia ou de fubá com frutas como banana-prata, maçã e mamão, e sementes de girassol. Comer primeiro as frutas.

Almoço: salada crua com abóbora e legumes cozidos, como brócolis, chuchu e vagem; arroz integral ou torradas de pão integral e tofu.

Jantar: uma só qualidade de fruta: maçã, pêra, pêssego ou mamão; duas ou três torradas de pão integral.

Plantas*

* A hidroterapia, a geoterapia e outros tratamentos naturais aqui citados são empregados por medicinas tradicionais ou clínicas naturistas. Lembrete: Não suprimir a orientação médica.

 

Chás diuréticos como cavalinha, alfavaca, cana-de-macaco, quebra-pedra, dente-de-leão, cabelo de milho, uva-ursina, borragem, mil-em-rama e carqueja. Podem-se usar três a seis xícaras ao dia, da mistura de duas ou três plantas disponíveis, ou conforme critério profissional. Para acalmar o sistema nervoso, sempre irritável nessas situações, aconselha-se misturar ainda camomila às demais plantas. Cozinhar por uns três minutos. Acrescer 10 gotas de própolis a 30% em cada xícara de chá. Dosagem usualmente indicada: Duas colheres, das de sopa, das ervas picadas para meio litro de água. Preparar na forma de decocção ou cozimento.

São também empregadas no alívio das dores: losna, carqueja, cardo-santo e parietária. Usar o infuso (derramar água fervente sobre as plantas), na dose de uma colher das de sopa para meio litro de água. Três xícaras ao dia.­

Outro composto muito usado por herboristas norte-americanos é a mistura da uva-ursina e malvaísco (ou raiz de altéia) com anis. A dosagem usualmente indicada é de 10g (duas colheres das de sopa) da mistura de ervas para um litro de água (infuso: derramar água fervente sobre as plantas), duas ou três xícaras ao dia. Se você obtém a tintura, observar prescrição profissional.

O sumo da salsinha, misturado com o decocto, é considerado excelente no tratamento de cistites. Preparar o decocto das folhas (6 colheres das de sopa para um litro de água) e misturar, quando ainda morno, com 50 ml de suco puro das folhas. Tomar um litro dessa mistura ao longo do dia, aos goles.

 

 

Você sabia?*

Coco (Cocos nucifera)

É tradicionalmente indicado para combater artrite, enjôo, febre, inflamações e úlcera gastro­duodenal.

Modo de usar: Tomar regularmente água-de-coco.

* Estas sugestões naturais não suprimem a avaliação médica.

 


Programa Saúde Total

Levando informações aos ouvintes sobre saúde e qualidade de vida, valorizando os benefícios da natureza: ar puro, atividade física, água, luz solar, alimentação, repouso, abstinência e muito mais.