Adenoidite

Adenoidite

 “Pequena amígdala”

 

A adenóide é uma das pequenas “amígdalas”, localizada na faringe nasal, pertencente ao sistema linfático, cuja função é participar da defesa imunológica, evitando a proliferação de germes no aparelho respiratório.

Quando a invasão bacteriana é maciça, as adenóides incham a ponto de dificultar a respiração pelo nariz. É a adenoidite. Podem ainda ocorrer inflamação e dor de ouvido por bloqueio das trompas de Eustáquio, que ligam o ouvido à garganta. Durante muito tempo, a adenóide foi considerada órgão “supérfluo” e problemático, a par do apêndice vermiforme. Ainda hoje, se bem que com menor freqüência, apela-se, especialmente em casos crônicos, à extirpação cirúrgica da adenóide.

Os pacientes que se submetem a esta operação costumam sentir-se “livres” do incômodo das adenóides inflamadas. Especialmente crianças apresentam notável melhora após a cirurgia, já que as adenóides hipertrofiadas dificultam-lhes a respiração.

 

Operar ou não?

 

Os naturistas opinam que não, para a maioria dos casos. Há situações especiais, entretanto, em que a extirpação das adenóides permanentemente inchadas representarão maior benefício que dano para crianças e até adultos com sérias dificuldades respiratórias.

Projetadas pelo Supremo Engenheiro, as adenóides certamente não são destituídas de importância. A inflamação crônica das adenóides é um dos gritos de alarme do corpo, tentando avisar que suas defesas não vão bem, talvez por contínua agressão à sua estabilidade. Antigamente realizavam-se numerosas “extirpações preventivas” de amígdalas e apêndice. Hoje, finalmente, os alopatas puseram o pé no freio. Mas os naturistas sempre discordaram disso. Uma luz vermelha sempre acesa no painel de instrumentos do carro alerta para algum defeito. Remover a lâmpada poderá eliminar o incômodo, mas jamais solucionará o problema. É in­coe­rência assim que se comete ao retirar as amígdalas ou as adenóides sem busca cuidadosa da causa. Alimentação de péssima qualidade, que inclui açúcar, chocolate, excesso de massas e laticínios,­ frituras etc., é uma das principais causas. O estresse emocional, a vida sedentária e certa debilidade hereditária­ constituem fatores coadjuvantes.

Alimentação

 

É preciso adotar dieta saudável, com vistas à restauração do equilíbrio das funções orgânicas. Alimentos gordurosos e açucarados precisam ser evitados. Comer com moderação, mastigando bem. Sinal vermelho para doces, guloseimas, carnes, especialmente embutidos, frios e frituras. Evitar chocolate, queijos, laticínios, molhos industrializados e temperos como pimenta e vinagre. Comer em horários regulares. Mastigar muito bem.

Recomenda-se, para desobstruir o nariz, mastigar diariamente, de manhã, um pedacinho de favo de mel.

Suplementos vitamínico-minerais adequadamente prescritos e reforços imunitários, como clorela, Pfaffia pani­culata e geléia real, são indicados pelos estudiosos da alimentação natural.

Outros procedimentos

 

Se o intestino não funciona bem (encontra-se “ressecado”), e não houver contra-indicação médica, é notavelmente útil aplicar lavagens intestinais com água previamente fervida (cerca de um litro de água para adultos e metade para crianças), uma ao dia, durante 5 a 7 dias seguidos. É de extrema valia a aplicação diária de argila no ventre, por duas horas.

Dia sim, dia não, um banho de tronco. Ver como fazer à página 105.

 

Terapia respiratória

 

A terapia respiratória é indicada assim que a respiração nasal começar a ser desimpedida. Precisamos rea­prender a respirar corretamente se quisermos salvar o organismo dos processos degenerativos que o assediam.

Sente-se, algumas vezes por dia, numa cadeira confortável. Com as costas retas, respire profunda e compassadamente. A respiração correta ou diafragmática requer a expansão do abdome. Você sente algo como um balão inflável dentro da barriga. Esvazie a mente de preocupações.

Caminhe descansadamente por uma rua tranqüila e arborizada, ou, de preferência, num bosque, respirando corretamente.

A vantagem dessa terapia, a mais natural de todas, é que não existem contra-indicações. Pode ser aplicada praticamente em qualquer lugar (de preferência onde haja menos poluição do ar), e sempre faz bem. Este pode ser um dos pequenos cuidados que estejam faltando para o maior êxito dos tratamentos naturais.

 

Importância do uso de reforços imunitários*2

 

Fortalecer o sistema imunitário é providência indispensável. Geléia real, Pfaffia paniculata, alfafa, copaíba, alho, casca d’anta, unha-de-gato e cogumelo agaricus são muito úteis na restauração da vitalidade do sistema imunitário. A dosagem geralmente indicada para a geléia real é de 3 a 5g ao dia, o que equivale aproximadamente a uma colher das de café duas vezes por dia. Crianças podem usar metade da dose. Os outros produtos mencionados são produzidos por diferentes fabricantes, com dosagens diferentes.

Recomendam-se polivitamínicos balanceados. Pode-se usar, inicialmente, a levedura de cerveja, na dosagem de 9 a 12 comprimidos ao dia. Crianças podem usar metade da dose.

Os antioxidantes são de particular valor. Complementos à base de vitamina E, vitamina C, selênio, clorela, clorofila e pycnogenol prestam inestimável auxílio a pacientes com baixa capacidade imunitária. Há no mercado de complementos alimentares inúmeros produtos à base desses princípios. Mas não se deve abusar deles ou fundamentar o tratamento apenas neles. É preciso um conjunto de providências, que vão da correção da dieta à prática regular de exercícios físicos orientados.

 

Influência da atitude mental

 

Evidências apontam à poderosa influência da mente sobre a capacidade imunitária. Pessoas nervosas, ansiosas, competitivas, ou deprimidas e desmo­tivadas, exibem queda de resistência global, havendo maior probabilidade de instalação de distúrbios como adenoidite, que se pode acentuar ou cronificar.

Postura mental serena diante dos percalços da vida ajuda de modo considerável na restauração do equilíbrio psicossomático.

 

Necessidade de perseverança

 

A adenoidite crônica requer perseverança na adoção de estilo de vida sau­dável. A cura ou melhora significativa só vem depois de restaurado o equilíbrio orgânico e aumentada a resistência global. Desintoxicação corretamente aplicada, seguida de complementação nutricional bem conduzida e bem planejado roteiro de exercícios físicos, são providências vitais.

Casos mais renitentes ou melindrosos, em que as adenóides, extremamente inchadas, prejudicam cronicamente a respiração, podem encontrar na cirurgia, como já explicamos, a melhor conduta, especialmente se o paciente se vê impossibilitado de dedicar-se suficientemente à vida natural. É preciso estudar detidamente cada caso.

 

Ao contrário do que popularmente se pensa, a adenóide não é “foco de problemas”, mas sentinela avançada, que dá o alarme quando a resistência do organismo cai.

 

Dieta terapêutica natural

Os naturistas recomendam dieta que ajude a “desinchar” os tecidos e aliviar as inflamações. Esta dieta é rica em frutas e líquidos. Sugere-se um programa como o seguinte, que poderá ser alterado em função de cada caso.

Passar um dia por semana com dieta de sucos ou frutas. Tomar um copo de suco puro de fruta de três em três horas (laranja, maçã ou outra fruta fresca) sem adoçar. Manter repouso. Meia hora antes da primeira refeição de suco, em jejum, tomar a bebida alcalinizante. (Ver modo de preparar à página 138).

Passar os demais dias da semana com fruta no lugar do desjejum ou jantar. Pode-se usar maçã, pêssego, uva, abacaxi etc. Não misturar as frutas com outro alimento. Usar, preferivelmente, uma fruta por vez. Meia hora antes da primeira refeição, em jejum, tomar a bebida alcalinizante. (Ver modo de preparar à página 138).

Uma vez por semana comer só maçã no desjejum e no jantar. Se houver prisão de ventre, misturar maçã com mamão. No almoço, usar algumas batatas bem cozidas com vegetais cozidos, cenoura crua ralada e moyashi (broto de feijão).

Ao deitar tomar uma colherinha de mel de eucalipto com umas 5 gotas de própolis.

*1 As plantas aqui citadas são empregadas por clínicas naturistas ou medicinas tradicionais, e as doses são também tradicionais. Lembrete: Não suprimir a orientação médica.

 

*2 Os suplementos nutricionais são úteis em muitos casos, mas a indicação e a dosagem individual devem ser estabelecidas por um profissional especializado.

 

Plantas*1

 

Limão — A partir do quarto dia de dieta, entre as refeições, suco de limão com água morna e 6 gotas de própolis (pelo menos meio limão em meio copo de água, três a cinco vezes ao dia).

Gargarejos — Fazer, na fase aguda, vários gargarejos diários (pelo menos cinco vezes) com uma xícara de chá forte de alfavaca, tanchagem, malva, hortelã e algumas gotas de essência de eucalipto. Quatro colheres, das de sopa, da mistura das ervas para meio litro de água. Ferver durante três minutos.

Plantas depurativas —Para efeito de depuração e eliminação de mucosidades, usar uma mistura de cavalinha, malva, verbasco e tussilagem, em infusão, duas ou três xícaras ao dia. Tomar vários goles ao longo do dia. Duas colheres, das de chá, da mistura de plantas para cada xícara de água.

 

Você sabia?

É tradicionalmente indicado para combater acne, amig­da­li­te, artrite, escor­buto, gripe, inflamações em geral e reuma­tismo.

Modo de usar: Utilizar o suco do limão com água, sem açúcar, vá­rias­ vezes ao dia.

Limão (Citrus limonum)


Programa Saúde Total

Levando informações aos ouvintes sobre saúde e qualidade de vida, valorizando os benefícios da natureza: ar puro, atividade física, água, luz solar, alimentação, repouso, abstinência e muito mais.