Ácido Úrico

Ácido Úrico

 Que faz o ácido úrico aumentar no sangue?

 

Ainda não se conhece a causa metabólica exata. Sabe-se que o organismo produz mais ácido úrico que o normal, ao mesmo tempo em que sua excreção está prejudicada. Uma pessoa normal excreta diariamente 700mg de ácido úrico. Nos fluidos orgânicos o teor de ácido úrico fica em torno de 1000mg. Um indivíduo doente pode exibir teores três a quinze vezes mais altos.

Certos defeitos genéticos podem comprometer a eficiência da xantina-oxidase, enzima necessária à secreção de ácido úrico, ocasionando hiperuri­cemia, ou aumento dos níveis de ácido úrico circulante. Determinadas doenças renais, leucemia e anemia hemolítica tam­­bém tendem a aumentar o ácido úrico no sangue.

A ingestão de álcool é outro fator causal digno de nota. A cerveja, de modo particular, é contra-indicada pelo seu teor de purinas, mais elevado que em outras bebidas. O álcool aumenta a produção e diminui a excreção de ácido úrico.

Certos medicamentos contribuem para aumentar o ácido úrico no corpo, entre eles os diuréticos, usados contra a pressão al­ta. Se você sofre de pres­­são alta é recomendável solicitar a seu médico que estude a pos­­sibilidade de controlá-la por meios naturais, como dieta sem sal (ou com pouco sal), exercícios orientados, chás de plantas medicinais etc. (ver hipertensão arterial). Medicamentos antican­cerígenos também podem provocar hiperuricemia. A aspirina inibe a excreção de ácido úrico, devendo ser, portanto, evitada pelos que sofrem desse distúrbio.

Dietas muito rigorosas e jejuns prolongados aumentam a degradação de proteínas e provocam elevação do ácido úrico. Regimes para emagrecimento com teores muito baixos de calorias podem causar problemas particularmente em pacientes com tendência à hiperuricemia.

Quando aumenta anormalmente no sangue, o ácido úrico pode causar gota, doença reumática muito incômoda. Ocasiona também cálculos renais.

Os estudiosos do naturismo afirmam que o excesso de ácido úrico provoca reações de pele características, como coceira, descamação, bolhas, prurido, vermelhidão, gretaduras e até feridas.

 

Alimentação natural

Alimentação para diminuir o ácido úrico

Alimentos muito ricos em proteínas, purinas e ácido úrico contribuem para aumentar este último no sangue. Também deve ser evitada a ingestão excessiva de gordura. Especialmente as carnes e as vísceras devem ser excluídas. Sinal vermelho para arenque, anchova, cavala, mexilhão, marisco, sardinha, consomê, coração, rim, fígado, miolo, extratos e molhos de carne, timo, ganso, perdiz, ova, escalope. As carnes magras (“recomendadas” como substitutas das frações gordas por conter “menos colesterol”) são as principais fornecedoras de purinas e ácido úrico. Os grãos secos (feijão, lentilha, grão-de-bico, ervilha etc.) e amendoim precisam ser evitados por algum tempo e depois reintroduzidos na alimentação gradativamente. Aspargo, couve-flor, champignon e espinafre devem ser inicialmente evitados. Os cereais integrais devem igualmente ser usados em quantidades limitadas. O fermento biológico e a levedura de cerveja também contribuem para aumentar no sangue o ácido úrico. Alimentos fermentados quentes devem ser evitados. O pão nunca deve ser consumido fresco, mas “dormido” e, de preferência, torrado.

A dieta de baixas calorias leva ao aumento do ácido úrico no sangue, pois o organismo passa a “queimar” proteínas para compensar o déficit energético.

Em linhas gerais, devem-se evitar os alimentos já citados. É bom ingerir bastante água e chás medicinais. A dieta deve ser constituída principalmente de carboidratos, ou seja, frutas, vegetais frescos, um pouco de cereais e mel.

A dieta terapêutica é semelhante ao regime de alcalinização do sangue. Contudo, não deve ser um regime pobre em calorias, o que ocasiona maior degradação celular de ácido úrico. Para desintoxicar o organismo e diminuir o ácido úrico circulante sugere-se dieta como a seguinte. (Situações especiais, como gravidez, amamentação e debilidade, requererão dietas especiais. O mesmo se diz para as crianças, cuja dieta não poderá ser muito rigorosa):

Começar com dieta de frutas. Na primeira refeição usar apenas um tipo de fruta, de preferência morango (em quantidade liberal). Se não for tempo dessa fruta pode-se utilizar cereja, uva, pêra, ameixa fresca ou pêssego. Nos intervalos, havendo fome, servir-se de frutas. Na segunda refeição (que substitui o almoço), vegetais cozidos (brócolis, abóbora etc.) com salada de brotos e cenoura crua. Na terceira refeição (que substitui o jantar), frutas com coalhada e sementes de girassol, ou só frutas. Manter certo repouso. Repetir este cardápio por mais um ou dois dias. Continuar em relativo repouso.

Nos três dias subseqüentes, observar o seguinte cardápio: Uma hora antes do desjejum, bebida alcalinizante (ver como preparar à página 138).

Desjejum: Frutas com flocos de cereais e coalhada. Evitar frutas ácidas.

Almoço: Saladas cruas (sugerimos salada de brotos com cenoura crua e folhas verdes) e batata ou inhame (sem ou com um pouco de arroz bem cozido, sem óleo). Legumes cozidos (cenoura, abóbora, brócolis, beterraba e chuchu). Evitar, por algum tempo, couve-flor, aspargo e espinafre. Pode-se, espora­­­dicamente, usar um ovo caipira cozido, quando os sintomas melhorarem. Azeitona sem sal também pode ser usada com moderação (trocar diariamente a água).

Obs.: Recomenda-se o azeite virgem de oliva. Melhor ainda é usar o óleo bruto de gergelim, prensado a frio, ou outro óleo prensado a frio, com parcimônia.

Jantar: Preferir uma das seguintes frutas: morango, cereja, melancia, laranja ou melão.

A partir do sétimo dia, adotar dieta normal, saudável, observando apenas três coisas:

1 — Duas a quatro vezes na semana, durante um mês, em lugar do jantar ou desjejum, consumir uma qualidade de fruta, preferencialmente morango ou maçã.

2 — Durante algum tempo, é preciso evitar feijão, grão-de-bico e outros grãos secos, que devem ser reintroduzidos gradativamente, em pequenas quantidades. Convém, pouco antes da introdução de grãos secos, adotar programa regular e moderado de exercícios físicos.

3 — Embora não se deva comer em excesso, é preciso ingerir quantidades liberais dos alimentos permitidos, de modo que o organismo não precise queimar proteínas para suprir as necessidades calóricas. Essa “queima de proteínas” será inevitável no começo, quando o ácido úrico poderá até aumentar um pouco. Mas depois, o que se verifica é gradual melhora dos sintomas. O uso de mel para aumentar a ingestão de calorias é recomendado, exceto no caso de diabéticos, que poderão usar mais frutas, como maçã, e torradas.

Tomar os limões longe das refeições. Aconselhamos, especialmente nos casos mais melindrosos, que se consulte um profissional de saúde.

Depois de algumas semanas de desintoxicação, começar a tomar 1g diário de geléia real pura. Não ingerir excesso de vitaminas, o que pode agravar o problema, especialmente vitamina A e niacina. Cuidado, portanto, com complementações vitamínicas.

Plantas

Os manuais de fitoterapia indicam, para “depurar o sangue” e combater a elevação do ácido úrico, o uso interno de chás de bardana, salsaparrilha, hortelã-pimenta, dente-de-leão, chapéu-de-couro, mil-em-rama e malva.

Como usar: Podem-se associar duas dessas plantas e de quatro em quatro dias mudar a dupla. Duas a três xícaras ao dia. Uma colher, das de sopa, da mistura das ervas para cada três xícaras de água. Deixar ferver por três minutos. Coar.

Observação importante: acrescentar própolis aos chás (umas três gotas de própolis a 30% em cada xícara de chá).

O uso interno de carvão também ajuda a diminuir o ácido úrico circulante. Uma colher, das de chá, do pó de carvão diluído em um pouco de água, quatro vezes ao dia. Esse carvão, para uso interno, se adquire em boas casas de produtos naturais.

De tempos em tempos é preciso substituir os chás. Parar de usá-los por um pouco (uma semana) e nesse período de abstinência ingerir água abundantemente, ou água com limão.

O uso de plantas medicinais deve, de preferência, ser acompanhado por experiente profissional de saúde.

Sugestões naturais

 

Agrião — Usar diariamente salada crua em que se inclua agrião em abundância, juntamente com outros vegetais crus. Abandonar alimentos acidi­ficantes, como carnes, frituras, feijões, cereais beneficiados etc. Lavar cuidadosamente as saladas cruas. Podem-se tomar 50ml de suco de agrião três vezes ao dia. Usar preventivamente, e não na fase aguda.

Aipo — Tomar o decocto de aipo várias vezes ao dia.

Alho — Tomar “água de alho” três ou quatro vezes ao dia, meio copo duplo. Deixar o alho macerado de molho em água durante umas seis horas e coar.

Ameixa fresca — Fazer refeições exclusivas de ameixa fresca. É uma das melhores indicações naturais.

Cereja — Recomenda-se passar um ou mais dias com dieta exclusiva de cereja fresca ou fazer refeições exclusivas desta fruta.

Dente-de-leão — Usar dente-de-leão cru em saladas. Esporadicamente tomar seu suco em pequenas quantidades (uma colher das de sopa, quatro a cinco vezes ao dia). Evitar alimentos gordurosos.

Melancia —Fazer refeições só de melancia.

Pepino — Tomar suco de pepino com cenoura e beterraba. Pode-se tomar em jejum um copo pequeno.

 

Outros procedimentos

 

São indicados como auxiliares no tratamento da hiperuricemia (alto teor de ácido úrico no sangue) a aplicação abdominal de argila, por duas horas diárias, e o banho de tronco. Dores locais poderão ser tratadas com cataplasmas de argila, que se renovam de hora em hora.

Você sabia?

É tradicionalmente indi­ca­da contra artrite, cis­tite, prosta­tite e outros males.

Modo de usar: Fazer refeições só de melancia, esporadicamente. Passar um ou dois dias por semana só com melancia, nos quais se deve manter repouso.

Melancia (Cucumis citrullus)

 


Programa Saúde Total

Levando informações aos ouvintes sobre saúde e qualidade de vida, valorizando os benefícios da natureza: ar puro, atividade física, água, luz solar, alimentação, repouso, abstinência e muito mais.