Abdome, Dores No

Abdome, Dores No

Muito comuns, as dores abdominais apresentam causas que variam de uma indigestão passageira a distúrbios crônicos graves. É preciso descobrir e tratar a causa.

Principais causas de dor abdominal

Relacionamos, em seguida, as perturbações que mais freqüen­temente podem provocar dor abdominal.

1. Indisposição provocada por algum alimento. Nesse caso é comum haver enjôo, vômito e/ou diarréia. Se a diarréia é persistente, procurar um médico. Ver diarréia. Porém, muitas vezes, trata-se, de mal passageiro. Adotar dieta­ “leve”. É usual prescreverem-se sucos de frutas, ou chás, como o de camomila com erva-doce e espinheira-santa, que se tomam às colheradas, de meia hora em meia hora, até que passe a indisposição. Quando há apetite, indicam-se algumas torradinhas com frutas como maçã. Se não houver apetite, usar apenas chás ou sucos. Quando abrir o apetite, tomar suco natural de fruta, como o de maçã, sem açúcar, com torradas de pão integral. As primeiras refeições devem ser leves, como batata e cenoura cozidas, ou maçã cozida com torradas. Mastigar muito bem e comer sem pressa.

2. Problemas digestivos. São inúmeros. Úlcera gastroduodenal, gastrite, dispepsia biliar, colite, flatulência, infecção por rotavírus e cólicas intestinais são alguns exemplos de disfunções que exibem como um dos sintomas a dor de abdome. Distúrbios da vesícula produzem dor do lado direito, na parte de cima do abdome, sob as costelas. A dor da úlcera gástrica localiza-se mais acima e ao centro, logo abaixo do esterno.

3. Abdome agudo. Expressão que designa distúrbio abdominal agudo, muitas vezes grave. É preciso recorrer urgentemente ao médico. A peritonite, ou inflamação da membrana que reveste internamente o abdome é uma urgência médica, exibindo dor forte, febre e rigidez nos músculos abdominais. Apendicite, diverticulite, úlcera digestiva perfurada, cálculos urinários ou da vesícula, salpingite (inflamação da trompa) e doença de Crohn são exemplos de distúrbios que produzem dor forte no abdome. Detalhes em apendicite, Crohn, doença de etc.

4.      Verminoses. Ataques de vermi­noses podem produzir desconforto abdominal intenso, acompanhado ou não da tríade enjôo, vômito e diarréia.

5.      Problemas genitais. Produzem dor na parte de baixo do abdome (pelve), que ocorre mais freqüentemente perto da menstruação, ou mesmo durante a menstruação, em mulheres que sofrem de dismenorréia. A endome­triose, que é a proliferação do tecido de revestimento interno do útero fora desse órgão, costuma produzir dores muito fortes principalmente no período menstrual. A doença inflamatória da pelve (DIP) também é causa comum de dor pélvica. Conforme a origem do problema, a dor pode ocorrer mesmo fora do período menstrual. Homens com prostatite também podem apresentar dor na parte inferior do abdome.

6.      Doenças urinárias. Inflamações na bexiga e uretra produzem dor na parte de baixo do abdome, geralmente acompanhada de dificuldade de urinar e/ou sensação de queimor no canal da urina. Infecção nos rins, como a pielonefrite, também produz dor abdominal, que pode ser mais generalizada (abrange maior parte do abdome e região lombar).

7. Tumores. Tumores abdominais produzem dor ao comprimir estruturas vizinhas e distender a parede do órgão afetado.

8.      Coágulos. A obstrução de vasos sangüíneos que irrigam o abdome pode produzir dor. Essa obstrução pode ser causada, entre outras coisas, por trombose ou torção do intestino, chamada vólvulo.

9.      Distúrbios psíquicos. Excesso de preocupação, angústia ou ansiedade pode somatizar-se (transferir-se para o corpo) na forma de dores abdominais. Também pode agravar problemas já existentes.

 

 

Sugestões naturais

Como já foi explicado, é preciso estudar e combater a causa.

Na maioria das vezes a dor abdominal é passageira e não envolve maiores conseqüências. Desaparece com repouso, alimentação leve (ou supressão temporária da comida), chá de camomila com erva-doce (tomado às colheradas, morno-frio. Derramar duas xícaras de água fervente sobre uma colher, das de sopa, das duas ervas misturadas e coar), água de melissa (20 gotas em um pouco de água, várias vezes ao dia) ou compressa aquecedora local.

O chá de mil-em-rama (ou mil-folhas) é freqüentemente empregado contra cólicas abdominais. Como usar: toda a planta, uma a duas xícaras ao dia. Ferver uma colher, das de sopa, da erva seca para cada duas xícaras de água. Coar.

Outra planta freqüentemente empregada contra dores abdominais é a acácia. Pôr duas colheres, das de sopa, de flor em um litro de água fervente. Abafar por 10 minutos. Filtrar e adoçar com um pouco de mel. Tomar durante o dia, duas ou três xícaras das de chá.

Uma indisposição digestiva razoável pode desaparecer depois de vômito ou diarréia, que é a maneira de o organismo expelir alguma coisa que não lhe tenha feito bem.

Porém, quando a dor é consideravelmente forte, a causa não parece clara e os sintomas persistem, é necessário recorrer a um médico. Sinais e sintomas como: febre alta, sangramento, fezes escuras, diarréia e/ou vômitos que não passam, fraqueza acentuada, sudorese, dor que se irradia para a perna e músculos abdominais enrijecidos, podem indicar alguma alteração significativa e reforçam a necessidade de imediata avaliação profissional. Qualquer sintoma forte e/ou incomum, aliás, merece imediata avaliação médica.


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