Vitamina B6 (Piridoxina)

Vitamina B6 (Piridoxina)

 Vitamina B6 (piridoxina)

 

Grupo de vitaminas

Na primeira metade da década de 30, vários pesquisadores começa¬ram a perceber a existência de um fator vitamínico, pertencente ao grupo B, essencial à nutrição de animais. Só após 1935, entretanto, Birch e colaboradores notaram que um certo tipo de dermatite em ratos, a acrodinia ou dermatite florida, era causada pela deficiência de uma vitamina específica. Em 1938, a vitamina B6, ou piridoxina, foi melhor identificada, e separada dos demais componentes do grupo B. Mais tarde, descobriram-se dois derivados da piridoxina, a piridoxamina e o piridoxal, que diferem a partir das substituições do carbono 4 da molécula de piridina. A atividade metabólica destes três compostos é idêntica; todos ocorrem naturalmente e apresentam propriedades da vitamina B6, de modo que alguns autores a eles referem-se como vitamina B6.

 

Funções metabólicas básicas

- A vitamina B6 está relacionada à síntese metabólica de aminoácidos.

- O fosfato de piridoxal (PALP), ou piridoxal fosfato, coenzima da vitamina B6, é em representativa parte responsável pela transaminação, processo em que grupo amino (NH2) é transferido de um aminoácido para outro, a fim de produzir um novo aminoácido e promover a síntese protéica.

- O piridoxal fosfato também atua na desaminação, removendo o grupo amino de aminoácidos não necessários ao crescimento, e assim colocando à disposição do metabolismo energético os respectivos resíduos de carbono.

- A transferência do grupo sulfidrila (SH) da metionina para a serina, para obter cisteína, e a descarboxilação de aminoácidos para obter serotonina, norepinefrina e histamina (respectivamente, a partir do triptofano, da tirosina e da histidina), requerem o piridoxal fosfato. A formação de compostos porfirínicos também requer esta coenzima da vitamina B6.

- Enzimas, como certas desidratases, racemases, transferases, hidroxilases e sintetases, necessitam de PALP como co-fator.

- A conversão de triptofano em ácido nicotínico (niacina) requer vitamina B6 em uma das etapas reacionais. Quando há falta de vitamina B6, ocorre cúmulo de ácido xanturênico, um dos intermediários desta via, impossibilitando que as reações prossigam. A quantificação do ácido xanturênico na urina serve como indicador da disponibilidade de vitamina B6 no organismo.

- A piridoxina favorece a liberação de glicogênio hepático na forma de glicose-l-fosfato, através de enzima fosforilase.

- A vitamina B6 encontra-se também envolvida no metabolismo dos lipídios, possibilitando a síntese de ácido araquidônio a partir de ésteres de ácidos graxos insaturados, e atuando em nível de síntese de esfingolipídios, componentes da bainha de mielina (bainha protetora dos nervos).

- Determinadas funções do sistema nervoso central dependem da vitamina B6. A excitabilidade das células nervosas está associada a certas enzimas cerebrais, cuja biossíntese é, em parte, regulada pela vitamina B6.

- O metabolismo do ácido fólico e a eritropoiese (formação de glóbulos vermelhos ou eritrócitos) também dependem da vitamina B6.

 

Sintomas de carência

- O rato foi um dos primeiros animais em que se verificou a carência de vitamina B6, manifestada por meio de sinais de dermatite ao redor do focinho e das patas. No homem, ocorrem lesões seborréicas nos olhos, no nariz e na boca, além de glossite e estomatite.

- Em certa ocasião, a destruição acidental da vitamina B6 em uma fórmula de leite maternizado acarretou, em bebês, sintomas como irritabilidade nervosa e convulsões, que foram prestamente suprimidos pela administração da vitamina.

- A piridoxina pode aliviar certos sintomas da pelagra e do beribéri que persistem ao tratamento com a tríade tiamina, riboflavina e niacina.

- A carência desta vitamina provoca aumento da excreção de oxalato e maior propensão à formação de cálculos urinários.

- No sistema nervoso central ocorre tremor convulsivo e irritabilidade.

- A falta severa desta vitamina acarreta também uma anemia específica.

 

Hipervitaminose

A hipervitaminose ocorre após a introdução de altas doses por via parenteral, manifestando-se em sintomas como insônia. O excesso de vitamina B6 foi, mais recentemente, relacionado com certo tipo de neuropatia periférica, e ocorre por uso parenteral desta vitamina.

 

Necessidades nutricionais

- As necessidades dietéticas de vitamina B6 estão diretamente ligadas à ingestão de proteínas: quanto maior esta ingestão, maior a necessidade daquela vitamina.

- O Food and Nutrition Board recomenda 2 mg/dia de vitamina B6 para adultos.

- Mulheres grávidas e nutrizes devem ingerir 2,5 mg/dia.

- Para as crianças entre 1 e 3 anos, recomendam-se 0,6 mg/dia; entre 4 e 6 anos, 0,9 mg/dia; entre 7 e 10 anos, 1,2 mg/dia.

 

Boas fontes alimentares

A semente de girassol, a levedura de cerveja, o germe de trigo, os grãos de cereais integrais, as leguminosas, a batata, a banana e a farinha de aveia são boas fontes alimentares de vitamina B6, incluídas no programa de alimentação lacto-ovo-vegetariano-naturista.


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