VITAMINA K

VITAMINA K

 Também chamada vitamina anti-hemorrágica, filoquinona ou filomenadiona (vitamina K1), menaquinona (vitamina K2), menadiona (vitamina K3).

Pintos alimentados em condições experimentais, a saber, recebendo apenas os nutrientes até então conhecidos (1929), desenvolviam uma disfunção carencial principalmente caracterizada por hemorragia es­pontânea. Esta foi a observação de Dam em 1929. Mais tarde (1935-36), este pesquisador elucidou que havia uma substância lipossolúvel capaz de curar a hemorragia, diferente das demais vitaminas descobertas, à qual deu o nome de vitamina K. Independentemente dessas descobertas, Almquist e Stostad, em 1935, observaram a mesma relação entre a vitamina e a doença hemorrágica. Em 1939, a vitamina K foi isolada e logo em seguida sintetizada. Durante algum tempo, acreditava-se que os sintomas de hemorragia eram ocasionados pela diminuição de protrombina no sangue, sem contudo assinalar-se a causa dietético-carencial.

Formas de vitamina K

Há no mínimo três formas de vitamina K, pertencentes ao grupo químico das quinonas. As que ocorrem naturalmente são a K1 e a K2.

– A vitamina K1, ou filoquinona, ocorre nas plantas verdes, tendo sido primeiramente isolada da alfafa.

– A vitamina K2, ou menaquinona, é sintetizada por bactérias do trato intestinal.

– A vitamina K3 é uma forma sintética, também chamada menadiona.

Funções metabólicas básicas

No fígado, a vitamina K é essencial à síntese de protrombina e de várias outras proteínas associadas à coagulação sangüínea.

A coagulação do sangue envolve vários fatores, culminando na conversão do fibrinogênio em fibrina, quando se forma o coágulo. Os fatores dependentes da vitamina K são o fator II (protrombina), o VII, o IX e o X.

Sinais e sintomas da carência

– A carência de vitamina K geralmente não ocorre em condições normais. Instala-se quando há falhas na absorção e na utilização da vitamina, ou como conseqüência do uso de medicamentos como sulfas, outros antibióticos e óleos naturais.

– O principal sinal de carência de vitamina K é a tendência aumentada para hemorragias.

Ocorrem sintomas como equimose (manchas hemorrágicas sob a pele), epistaxe (sangramento nasal), hematúria (urina com sangue), hemorragia intestinal, hemorragia pós-operatória e hemorragia craniana. A hemoptise é rara.

– A administração prolongada de antibióticos pode prejudicar a síntese bacterial de vitamina K no intestino e acarretar sua deficiência. Daí a importância de não se utilizar desnecessariamente antibióticos, que precisam ser administrados sob competente supervisão médica. Freqüentemente, leigos automedicam-se com antibióticos para tratar uma gripe ou resfriado, doenças viróticas que não cedem com este tratamento.

Necessidades nutricionais

– Acredita-se que metade da vitamina K necessária é produzida pela flora intestinal.

– A dieta deve fornecer 1 micrograma por quilograma de peso por dia, o que não é difícil de alcançar com a alimentação normal.

Boas fontes alimentares

A vitamina K encontra-se largamente distribuída nos alimentos naturais, sendo abundante na gema do ovo, na soja e nas folhas verdes, como alfafa, repolho, espinafre, couve-flor, alface, couve.

Hipervitaminose

Em condições naturais não há hipervitaminose K. Doses maciças desta vitamina sintética (menadiona) produziram em ratos anemia hemolítica, e em crianças pequenas o Kernicterus*. Além disso, causa irritação cutânea, irritação no trato respiratório, anemia hemolítica e hiperbilirrubinemia. Considerando-se estes efeitos indesejáveis, a suplementação de vitamina K na forma de menadiona para mulheres grávidas foi proibida pela Food and Drugs Administration em 1963.

* Doença que surge como complicação de eritroblastose fetal e de outros fatores causais da hiperbilirrubinemia do recém-nascido, carac­terizada por degeneração de células nervosas e pigmentação por bilirrubina da substância cinzenta no sistema nervoso central.

Teor de vitamina K em alguns alimentos (mg em 100g):

Aveia 0,8

Batata 0,08

Cenoura 0,08

Couve 4,4

Couve-flor 3,2

Ervilha 1,5

Espinafre 4,4

Folhas de castanheiro 6,4

Morango 1,5

Roseira brava (fruto) 1,0

Salsa 0,016

Soja 2,5

Tomate 0,4

Trigo 0,05

Trigo (germe) 0,03

Trigo (sêmeas) 0,08


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