REMÉDIOS DA NATUREZA: ALIMENTOS NATURAIS

REMÉDIOS DA NATUREZA: ALIMENTOS NATURAIS

 Dieta para evitar doenças

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Ultimamente vem sendo acrescentado ao conceito de “dieta balanceada”, o de “dieta prudente” ou “dieta de saúde”, com inúmeras recomendações sobre prevenção de moléstias crônicas. Estas moléstias são hoje muito comuns e mortíferas. Entre elas, citam-se câncer e moléstias cardio­vasculares. Pesquisas mostram que nossa alimentação tanto pode favorecer seu desenvolvimento como ajudar a evitá-las. Para quem deseja evitá-las, várias instituições de saúde mundialmente famosas dão conselhos dietéticos como os seguintes:

  1. Diminua a quantidade total de gordura, colesterol, gordura satu­rada, sal e açúcar.
  2. Aumente a proporção de gordura poliinsaturada (gordura presente em vegetais, como linhaça, azeitona, milho, soja etc.), fibra dieté­tica, e carboidrato complexo (amido e celulose dos cereais integrais e vegetais em geral).

Como alimentar-se corretamente

Dieta balanceada

Que significa “alimentação balanceada”? Segundo os nutricionistas, deve atender a quatro princípios básicos:

Quantidade: A quantidade de alimentos ingeridos deve atender aos requerimentos nutricionais. Mas não deve haver excesso nem deficiência, extremos bastante comuns.

Qualidade: Os alimentos utilizados devem obedecer a critério correto de variedades e variações. Dieta qualitativamente escassa ou monótona dificilmente suprirá as necessidades nutricionais, ainda que se use muita comida.

Harmonia: Deve haver distribuição harmoniosa e proporcional dos vários nutrientes fornecidos pela alimentação. Excesso de gordura em prejuízo de fibra dietética ou vitaminas, por exemplo, representa quebra muito freqüente da harmonia nutricional.

Adequação: A orientação nutricional deve ser adequada ao indivíduo e às condições em que ele vive. É preciso levar em conta fatores como: sexo, idade, peso, biotipo, atividade, tipo de personalidade, estado fisiológico, clima etc.

Regras simples e vitais

Os estudiosos da nutrição sabem muito bem que a boa saúde depende diretamente da boa alimentação. Regras como as seguintes são tão simples como vitais:

Procure fazer as refeições em horários e períodos regulares, vencendo o mau hábito de comer fora de hora.

Mastigue bem, coma devagar, evite líquidos com a comida.

Para diminuir o risco dos agro­tóxicos e outros contami­nantes, não coma nada com casca e lave cuidadosamente frutas e hortaliças. Se possível, adquira vegetais cultivados organicamente (sem agrotóxicos), ou cultive sua própria horta.

Ande relaxadamente após as refeições. Levando isto a sério, você perceberá que os resultados são compensadores.

Faça jantar mais leve, composto, por exemplo, de fruta, pão e iogurte, ou opte por ingerir só fruta, só suco ou sopa leve de legumes. Jante o mais cedo possível. Não coma próximo à hora de dormir.

Exemplo de cardápio natural e saudável

O cardápio que exemplifi­camos em seguida foi formulado para um adulto sadio:

Desjejum — Frutas: mamão, maçã, pêssego, figo, pêra, fruta-do-conde, abacate (escolher no máximo três).

Cereais: pão ou torrada de pão integral, milho verde, cuscuz de milho, flocos de cereais, mingau de cereais, granola, müsle etc. (escolher uma dessas preparações).

Laticínios: leite, iogurte, requeijão, queijo fresco (escolher um deles; não usar diariamente; usar moderadamente).

Complementos: para passar no pão, um pouco de laticínio como requeijão (evitar requeijão muito gorduroso), ou um dos seguintes cremes: creme de abacate ou de amendoim, mel, tahine, geléia natural de frutas etc. (não usar todos os dias). No verão, evitar cremes gordurosos. Obesos não devem usá-los.

Oleaginosas e nozes: amêndoas, pistache, sementes de girassol, castanhas, avelãs, nozes etc.

Variação de desjejum: Recomendamos, para o bem-estar digestivo, substituir, algumas vezes na semana, o desjejum por uma fruta, como manga, abacaxi, melancia ou uva. Preferir fruta da época, sem misturar com outro alimento nem adoçar.

Outra possibilidade é tomar suco natural de fruta com torradas.

Almoço — Saladas: constituem a melhor entrada em países tropicais. Usar boa variedade de vegetais: brotos, tomate, pimentão, folhosos, pepino, cenoura ralada, palmito, azeitona etc. Pode-se preparar salada mista com couve-flor, quiabo, vagem, beterraba etc. (cozidos). Boa opção de salada é o tabule (com triguilho).

Cereais: arroz integral, macarronada integral, milho verde, polenta, pão (escolher um deles).

Legumes: cenoura, abóbora, abobrinha, beterraba, vagem, chuchu, couve-flor, quiabo, berinjela, espinafre, jiló, maxixe etc. (escolher alguns deles, em preparações diversas).

Leguminosas: feijão, lentilha, grão-de-bico, fava, ervilha, tremoço, soja etc. (escolher um deles, moderadamente, evitando repetir todos os dias).

Prato protéico: ovo “caipira” cozido, tofu (queijo de soja), carne de soja etc. (escolher um deles; não repetir todos os dias).

Complementos gastronômicos: glúten, assados diversos, pastéis de forno, empadas, esfiha vegetariana etc.

Variação de almoço: de vez em quando, é muito saudável substituir esse almoço por saladas com batata cozida e alguns legumes.

Intervalos: Havendo fome, frutas, sucos naturais ou água-de-coco.

Jantar — Pode ser semelhante ao desjejum ou constituir-se apenas de um tipo de fruta da época. Outra opção é tomar caldo leve de legumes com torradas. Pode-se repetir o almoço, mas usar menor quantidade e ingredientes “leves”. Jantar cedo.

Conselhos culinários úteis

Todo cuidado é pouco com o sal. As pessoas ingerem excesso, imaginando que o usam em teores “normais”. Ao preparar um assado, por exemplo, é importante lembrar que o calor desidrata o alimento, concentrando o sal. Por isso, é preciso cuidado para não salgar assados, especialmente se, no recheio, há palmito, azeitona, ou outra conserva previamente salgada.

Não há necessidade de fritar alimentos ou temperos. Com um pouco de dedicação pode-se aprender a cozinhar habilmente sem o uso de qualquer fritura.

O pão que ordinariamente se vende ou se prepara em casa é mal assado. Basta apertar o “miolo” e observar como há umidade no pão. Muito raramente alguém sabe preparar pão ade­­­qua­­­­damente assado, sem vestígio de umidade. Por isso recomendamos torradas, sempre mais saudáveis.

Na salada, evitar o uso de vinagre. Preferir limão e um pouco de azeite de oliva. Como temperos, usar hortelã, coentro, alho, cebola, salsinha, orégano, manjericão, cebolinha etc., ao natural. Evitar temperos e molhos prontos, industrializados.

Antes de entrar no assunto prático dos cardápios precisamos lembrar três coisas de importância capital, sem as quais o mais bem planejado cardápio jamais atingirá seu objetivo de promover saúde:

  1. Mastigue muito bem e não coma em excesso. O melhor alimento, mal mastigado, converte-se numa “bomba digestiva“. Também não adianta usar alimento saudável em quantidade exagerada. O certo é sair da mesa com vontade de comer mais um pouquinho. Bem entendido, não queremos dizer “sair da mesa faminto”. É muito saudável respirar profunda e vagarosamente antes, durante e depois das refeições.
  2. O estado de espírito à mesa determina em grande parte como será a digestão. Expulse preocupações da mente. Evite comer apressado, angustiado, nervoso, irado. Não trate de assuntos sérios­ à mesa. É melhor não conversar, mas se for socialmente necessário, fale apenas amenidades. O almoço ou o jantar de negócios é um atentado à digestão.
  3. Certos descuidos no preparo do alimento podem estragar sua reputação de saudável. Arroz integral é um prato em princípio recomendável. Mas exagerar no sal, fritar os temperos, usar óleo demais ou deixá-lo meio cru, torna-o indigesto. O pão, talvez 90% das vezes, é mal assado. Muito dificilmente encontro alguém que saiba preparar pão completamente assado. Por isso, é melhor usar a torradinha. Dica: aperte o miolo de uma fatia de pão. Se grudar, está mal assado. O pão bem assado não gruda; é bem sequinho.

Dificuldades no começo do caminho

Ao adotar-se alimentação natural e vegetariana é possível sentir algum cansaço, fraqueza ou mal-estar nas primeiras semanas de dieta, pois se trata de período de adaptação a regime de características nutricionais diferentes: menos calorias, mais fibras, menos sal etc. Os naturistas explicam que as toxinas acumuladas durante décadas nos tecidos invadem a circulação e, antes que possam ser totalmente expelidas, produzem diferentes reações.

Isto posto, vamos ao cardápio saudável, composto por bebida matinal, desjejum, almoço, jantar e líquidos entre as refeições.

Bebida matinal (antes dodesjejum)

Deve-se criar o saudável hábito de tomar, em jejum, líquido, que pode ser água pura, água com limão, água com umas três gotas de própolis em solução etanólica, chá de ervas (pode ser chá amargo para quem tenha tendência a problemas digestivos, ou chá de cavalinha para quem apresente suscetibilidade a distúrbios uri­ná­rios). Uma das melhores bebidas matinais é a de Waerland. Usar a bebida matinal pelo menos meia hora antes da primeira refeição, 250 a 500ml (se for chá, tomar só 250ml). Tomar vagarosamente, aos goles.

Como preparar a bebida de Waerland (adotada nesse sanatório naturista alemão): primeiro, escolher um ou mais legumes (pode-se variar). Dar preferência a legumes sem agrotóxicos. Por exemplo, batata, beterraba, aipo, nabo, cenoura (com a casca e muito bem lavados). Cozinhar esses vegetais crus à noite, por uns vinte minutos, em bastante água (uns 700ml). Podem-se usar uma batata média, uma cenoura e um nabo, bem picados. Ou uma cenoura, um aipo e uma beterraba. Variar conforme a disponibilidade. Separar apenas o líquido. Os legumes cozidos podem ser guardados na geladeira para uso no dia seguinte, no almoço. Acrescentar no líquido (cerca de ½ litro), também à noite, uma a duas colheres das de sopa de linhaça e uma a duas colheres das de sopa de farelo de trigo. Deixar de molho durante a noite, bem tapado. De manhã, aquecer levemente (de preferência em “banho-maria”) e tomar, vagarosamente, 250ml dessa bebida.

O desjejum só deve ser tomado de meia hora a uma hora após a ingestão da bebida matinal, com as seguintes observações: Quem faz trabalho sedentário, pelo menos uma ou duas vezes por semana não deve tomar o desjejum, mas somente a bebida matinal (escolher um dia de atividades amenas) para ajudar a manter o equilíbrio entre a inges­tão, produção e eliminação de toxinas. Dali a algumas horas, havendo fome, comer frutas ou tomar suco natural. Quem faz trabalho braçal deve escolher um dia de pouca ou nenhuma atividade e suspender o desjejum, tomando apenas a bebida matinal.

O almoço, situado mais ou menos no meio do ciclo de atividades diárias, é parte central do lastro de sustentação da economia nutricional do corpo.

Vejamos algumas opções possíveis de almoço saudável:

Opção 1 — Começar com salada de vegetais crus. A salada de brotos é muito saudável. Pode-se tomar um pouco de suco de vegetais, como cenoura e beterraba (cerca de 100ml). Eventualmente, pode-se preparar uma salada mista (vegetais crus e cozidos), com folhosos picados finamente, cenoura ralada, tomate, couve-flor, beterraba etc. Como acompanhamento, cereal integral (arroz, milho verde, cevada etc.). No Leste da Europa é comum usar o pão como base calórica do almoço. Trata-se de opção saudável (pão integral). No Brasil, é hábito bem arraigado usar leguminosas como o feijão. Não é saudável, contudo, a refeição muito “molhada”, pois a mastigação se torna deficiente. Melhor que feijão é grão-de-bico, sequinho, em salada. Contudo, quem não dispensa feijão pode usá-lo esporadicamente. Substituem-no também lentilha e ervilha. É mais saudável fazer o almoço em seqüência, usando feijão ou lentilha, com caldo, em separado. O arroz pode ser comido juntamente com os legumes, bem mastigado. Como guarnição, os legumes, que perfazem interminável lista e apresentam várias possibilidades de preparações: vagem, abóbora, chuchu, beterraba, quiabo, maxixe, couve-flor, brócolis, espinafre, abóbora, cenoura, jiló etc.

O prato protéico mais usado pelos naturistas é a “carne de soja”, de que, entretanto, não se deve abusar, pois se trata de alimento extremamente acidificante. Uma ou duas colheres das de sopa, duas ou três vezes por semana, é o bastante. O glúten não é proteína de boa qualidade, mas pode ser usado esporadicamente, em pequena quantidade, como complemento gastro­nômico, pois é muito saboroso e ajuda a substituir a carne no que diz respeito ao sabor (mas não no aspecto nutricional). Outro prato protéico de boa qualidade é o ovo caipira cozido, ou ovo de codorna. Não usar mais que três ou quatro ovos caipiras (de galinha) por semana e não mais que quatro ovinhos de codorna por vez. Esporadicamente pode-se usar um complemento calórico, como assado, pastel de forno ou torta naturista. Exemplo prático de almoço como esse:

Entrada: salada de moyashi (broto de feijão) com tomate, cebola e palmito. Acompanhamento: arroz integral e lentilha. Guarnição: couve-flor com beterraba. Prato protéico: quatro ovinhos cozidos de codorna. Complemento calórico: pastel assado de cenoura.

Opção 2 — Simplesmente salada crua com batata (ou inhame) cozida(o) e guarnição de legumes, como brócolis ou vagem. É opção de almoço alcalinizante. Seria bom usá-la pelo menos uma ou duas vezes na semana.

Opção 3 — Saladas com pão integral. No pão integral pode-se usar molho simples, como maionese de cenoura ou de berinjela. Quem preferir, pode usar ricota ou requeijão. O assado naturista pode servir de complemento. A guarnição de legumes também é viável, e pode substituir a primeira opção, esporadicamente.

Opção 4 — Sopa. As sopas, por não exigirem cabal mastigação, não são pratos que possamos considerar saudáveis, mas são passáveis, de vez em quando. Preferi-las no inverno. Não usar muito óleo, nem sopas industrializadas. Utilizar vários legumes, em caldo leve. Acompanhamento: Torrada de pão integral. Todo cuidado é pouco com o sal; sopas salgadas são especialmente prejudiciais.

Entre as refeições

Se houver fome, sugerem-se líquidos como água-de-coco e suco natural de fruta, ou a própria fruta, entre as refeições. Essa é a opinião de estudiosos do naturismo mé­dico e de nutricionistas simpáticos ao naturismo. O uso de várias refeições pequenas ao longo do dia poderá ser necessário em situações excepcionais.

No período da manhã (intervalo entre desjejum e almoço) deve-se usar bastante líquido, a saber, de 500ml a 1litro.

No período da tarde, repetir a dose.

Inicialmente, será difícil despertar a sede. Principalmente quem não tem o hábito de ingerir água poderá achar exagero. Mas, condi­cio­nando-se o corpo, logo o desejo virá naturalmente. Com o aumento da ingestão de líquido, haverá simultânea melhora da eliminação de toxinas e crescente e notável sensação de bem-estar geral.


Programa Saúde Total

Levando informações aos ouvintes sobre saúde e qualidade de vida, valorizando os benefícios da natureza: ar puro, atividade física, água, luz solar, alimentação, repouso, abstinência e muito mais.