Noções Essenciais da Boa Alimentação

Noções Essenciais da Boa Alimentação

    A boa alimentação é condição inseparável da boa saúde. Os estudiosos da alimentação natural e da desintoxicação separam os alimentos em quatro grupos no que diz respeito ao seu potencial de promover a saúde ou de agredi-la. Dois deles são considerados prejudiciais ou agressores, e dois deles saudáveis ou protetores. Entre os agressores, estão os “alimentos” completamente artificiais ou de características inadequadas ao ser humano, denominados abióticos ou biocídicos, e os que mantêm precariamente os processos vitais, podendo produzir doença, chamados desvitalizantes ou bioestáticos. Os alimentos saudáveis ou protetores estão divididos em dois grupos: os mantenedores ou bioativos, que contribuem para manter a energia vital, e os eubióticos ou biogênicos, que aumentam a energia vital, encerrando poder revitalizante ou curativo. Falemos mais pormenorizadamente sobre cada um desses quatro grupos.  

 

 

 

1.   Alimentos Biocídicos ou Abióticos

 

         Neste grupo estão os “alimentos” que promovem degeneração e doença, totalmente artificiais ou cuja energia vital e valor nutritivo foram criticamente diminuídos por adição de substâncias químicas nocivas, processos industriais de refino, aplicação intensa de calor, conservação etc. Esses alimentos não contribuem para a manutenção da saúde, sendo, ao contrário, fatores de sobrecarga e intoxicação, especialmente quando usados em excesso – por isso, denominados “pseudo-alimentos”. Entre eles são citados o açúcar e o sal refinados, as bebidas xânticas (como café e chá), as bebidas alcoólicas, as frituras, os adoçantes artificiais, as gorduras de adição (como a gordura hidrogenada) e as massas brancas processadas. Os naturistas recomendam sua exclusão de uma dieta saudável.

 

 

2.  Alimentos Bioestáticos, de Consumo Usual ou Desvitalizantes

 

         Considerados menos prejudiciais que os anteriores, não são ainda capazes de incrementar a energia vital, por isso chamados “alimentos mortos”. São também denominados “alimentos de consumo usual”, pois são introduzidos na alimentação por força do hábito e da pressão de nossa sociedade de consumo, que não leva em conta a saúde como resultado da alimentação. Embora forneçam energia e alguns reguladores e plásticos, não são essencialmente vitalizantes, mas desvitalizantes. A perda de energia vital é muitas vezes determinada por calor, frio, armazenamento e processamento, ou pela provável inadequação à fisiologia humana. Os naturistas mais ortodoxos recomendam sua exclusão completa da dieta, enquanto os moderados excluem alguns, admitindo outros. Neste grupo, incluem-se todas as carnes, gordas e magras, quase todos os laticínios, e os cereais beneficiados, como o arroz branco e algumas farinhas.

 

 

3.  Alimentos Bioativos ou Mantenedores

 

Chamados “alimentos vivos”, são potencialmente capazes de manter os processos vitais. Neste grupo, incluem-se os cereais integrais, as frutas, as hortaliças, as oleaginosas e as leguminosas. Incluímos aqui ovos de boa procedência (cozidos, com moderação) e o iogurte natural, também de boa procedência e utilizado com moderação.

Há uma discussão quanto à inclusão de vegetais tratados com agrotóxicos nesta classe. Nossa opinião é que vegetais tratados com grande quantidade de defensivos agrícolas e adubos químicos, como a batata-inglesa, a cenoura, o tomate e o morango, tendem a migrar para o grupo dos desvitalizantes (ou bioestáticos). Boa parte dos “bioativos” é constituída de alimentos crus.

 

 

4.   Alimentos Biogênicos ou Eubióticos

 

    Além de “alimentos vivos”, são também denominados “revitalizantes” ou “eubióticos”. Estes alimentos, além de manter a vida, são capazes de promovê-la, sendo particularmente úteis nos processos curativos de desintoxicação. Aqui se enquadram principalmente os brotos e grãos germinados e os alimentos recém-colhidos, ou que medram próximo ao local de consumo, sendo utilizados da forma como a natureza os fornece. Podemos incluir aqui os vegetais e as frutas produzidas rigorosamente de acordo com os princípios biodinâmicos, sem qualquer adição agroquímica. Os alimentos biogênicos, para que se prestem à desintoxicação, devem ser utilizados crus, de acordo com certos critérios. Alguns autores incluem aqui o arroz integral, quando usado só, numa monodieta de desintoxicação.  


Programa Saúde Total

Levando informações aos ouvintes sobre saúde e qualidade de vida, valorizando os benefícios da natureza: ar puro, atividade física, água, luz solar, alimentação, repouso, abstinência e muito mais.