Jejum: simples, eficaz e de graça!

Jejum: simples, eficaz e de graça!

 
A ciência afirma que ficar sem comer por períodos determinados pode ajudar a combater a diabetes, doenças cardiovasculares, epilepsia e até o câncer.
 
Ao jejuar, várias coisas ocorrem dentro das células de seu corpo. Por exemplo, seu corpo altera os níveis hormonais para tornar a gordura armazenada disponível para as células, o corpo desintoxica, emagrece, purifica o sangue, etc.
 
O jejum – costume milenar associado à limpeza do corpo e da mente – está se tornando alvo de intensos estudos científicos. Os pesquisadores querem descobrir em que condições e por que faz bem privar o organismo da ingestão calórica habitual por períodos determinados. As respostas dão mostra de benefícios múltiplos, que incluem o auxílio no controle de crises de epilepsia, na melhora do humor e na prevenção da diabetes.
 
Falando nas suas células, elas também iniciam processos fundamentais de reparo e recuperação, além de alterar a expressão dos genes (isso é bom!).
 
Abaixo estão algumas das mudanças que ocorrem no seu corpo ao jejuar:
 
 
Hormônio do Crescimento (HGH):
 
Os níveis de hormônio do crescimento têm um pico, chegando a ficar 5 vezes maiores do que antes. Isso traz grandes benefícios na queima de gordura e no ganho de massa muscular.
 
 
Insulina:
 
A sensibilidade à insulina melhora e os níveis de insulina no sangue caem dramaticamente. E níveis mais baixos de insulina no corpo permitem que mais gordura armazenada fique disponível para ser queimada.
 
 
Reparos celulares:
 
Em jejum, seu corpo inicia processos de reparo celular, que inclui a autofagia, onde células digerem e removem proteínas velhas e disfuncionais de dentro delas. Essas proteínas velhas podem levar ao surgimento de câncer.
 
 
Expressão genética:
 
Há mudanças na função dos genes ligados à longevidade e proteção contra doenças.
Estas mudanças nos níveis hormonais, função celular e expressão genética são responsáveis pelos benefícios do jejum intermitente, que iremos ver com mais detalhes a seguir.
 
Mais consensual é o uso do jejum para reduzir crises de epilepsia. Uma pesquisa do pediatra Adam Hartman, do The Johns Hopkins Children’s Center (EUA), mostrou essa eficácia. Ele acompanhou crianças de 2 a 7 anos que recebiam dieta rica em gordura e que passaram a incluir o jejum intermitente. Quatro das seis participantes apresentaram redução de 50% a 99% no número de crises depois da mudança. “Suspeitamos que jejuar afeta a maneira como os neurônios se comunicam”, “Mas esse tipo de estratégia deve ser indicado e monitorado pelo médico.” Disseram os pesquisadores.
 
O Jejum é mais antigo que se pensa; uma prática religiosa que deu-se início alguns milênios a.c., e que hoje ocupa respeitada posição entre os principais tratamentos para a epilepsia. Não há dúvidas que a abstinência de comer por pelo menos um dia é benéfica a saúde.
 
Segundo a Dr. Nutróloga Daniela Silveira da UNIFESP, um adulto ingere cerca de 1 tonelada de alimentos ao ano. Portanto, uma pessoa com seus 50 anos já ingeriu muitas toneladas. O organismo é uma máquina viva que processa e trabalha com isto sem parar.

 

O corpo necessita de um tempo para descansar, e além deste descanso, desintoxicação e limpeza intestinal são necessários para manter uma boa qualidade de vida.  


Programa Saúde Total

Levando informações aos ouvintes sobre saúde e qualidade de vida, valorizando os benefícios da natureza: ar puro, atividade física, água, luz solar, alimentação, repouso, abstinência e muito mais.