Aprenda Como Viver Mais e Melhor!

Aprenda Como Viver Mais e Melhor!

 Como viver mais e melhor

 
 
 
 
 
Segredos dos centenários
 
Cientistas, biólogos, fisiólogos e nutricionistas fizeram muitas pesquisas, mas nem sempre obtiveram resultados brilhantes. Souberam há algum tempo do caso de um pastor da ex-Iugoslávia que chegou aos 159 anos. Examinaram cuidadosamente todos os fatores a que poderiam atribuir a sua longevidade: hereditariedade, ambiente, teor de vida, dieta. Mas não conseguiram estabe­lecer critérios básicos para explicar como e porque ele e outros indivíduos conseguiram viver muito mais do que a média dos homens.
Há, sobretudo, um fator comum a todos os longevos: a ausência, na sua vida, de doenças, principalmente infecciosas.
Além disso, todos os longevos têm levado vida regrada, tranqüila e ativa, sem os excessos e as inquietações características da vida moderna.
Essas indicações são naturalmente preciosas para o cientista, mas não bastam para formular sequer uma simples norma que sirva de base.
 
 
 
Celeiro de vida longa montanhês
 
O Dr. Robertson Mc Carison, médico e fisiólogo inglês, chefe do Serviço Sanitário da Índia Britânica, fez, por volta de 1947, inspeções na região dos hunzas, um pequeno povo que vive nos vales quase inacessíveis do Himalaia. A princípio, receava que aqueles homens pouco civilizados precisassem muito dos seus conselhos e dos seus tratamentos. Mas ficou surpreso quando notou que eles sequer tinham a noção de "doença". Sadios e fortes, os hunzas viviam na ignorância do mal físico e da morte que não fosse provocada pela velhice. Todos eles eram muito longevos.
Foi bastante fácil para o Dr. Mc Carison compreender que a resistência desse povo às bactérias, aos vírus e às toxinas se relacionava com a sua dieta. Nunca sofriam do estômago nem do intestino. Mesmo os octogenários ignoravam qualquer enfermidade dos rins, do fígado, do coração, das artérias. Conservavam a vista e o ouvido perfeitos, dentes fortes e sadios, nervos firmes. Em suma: todas as características da juventude.
Após exame cuidadoso do ambiente, das condições climáticas, da raça, da hereditariedade, o professor chegou à conclusão de que a causa da saúde e da longevidade desse povo residia justamente na dieta.
Viviam com extrema parcimônia, e exclusivamente dos produtos da sua terra. Não conheciam os alimentos requintados da civilização ocidental: açúcar industrializado, café, chá preto, farinha branca, conservas. A única exceção era o sal, que, porém, usavam com parcimônia.
A base da alimentação eram os produtos de seus campos: trigo, cevada e outros cereais, bem como frutas, principalmente o damasco, que representava seu alimento principal; legumes e coalhadas completavam a lista de seus gêneros alimentícios.
Da cevada e do trigo guardavam a casca que envolve o grão e que é muito rica em vitaminas, como se sabe. Amassavam a farinha com água, sem fermento, e comiam o pão em fatias ligeiramente torradas na grelha (anti­gamente numa pedra aquecida).
Agora são conhecidas pela civilização ocidental as virtudes do germe de trigo, que esses orientais conhecem há séculos.
O Dr. Mc Carison informou que esse povo costuma demolhar trigo, cevada, grão-de-bico, transferindo em seguida estes cereais e legumes para a areia úmida. Quando dos grãos saem os germes, comem-nos. Sabe-se agora que, durante o processo de germinação dos grãos dos cereais, se verifica a síntese de vitamina C e de outros nutrientes vitais.
Tudo isso, unido à sua grande sobriedade, explica suficientemente a boa saúde e a longevidade dos hunzas, que talvez nunca satisfaçam seu apetite completamente, evitando assim a formação de toxinas no organismo. São de fato muito resistentes ao trabalho; e seu gênio é bom, alegre, meigo, tolerante e as brigas entre eles são muito raras. Naquela região não existem cárceres, nem tribunais, pois as admoestações dos anciãos servem de leis e bastam para resolver qualquer questão.
A relação entre a alimentação, o caráter e a vida daquele pequeno povo impressionou o Dr. Mc Carrison de tal modo que, em Londres, pretendeu refazer no laboratório as experiências feitas aos pés do Himalaia.
Alimentou uns ratos com comida típica de um bairro popular de Londres (alguns doces de farinha de trigo, conservas de frutas, carne, arenques, frituras e um pouco de hortaliças cozidas). Constatou que os bichinhos aos poucos adoeciam de todas as moléstias dos homens, tornavam-se nervosos, agressi­vos, inquietos, até se devorarem reciprocamente. E outros ratos, alimentados conforme a dieta dos hunzas, conservavam-se, pelo contrário, sadios e sossegados.
Hoje, a chamada "dieta hanser" (de evidente derivação da dieta hunza) é conhecida em todo o mundo.
Outro insigne fisiólogo e médico, o suíço Max Bircher, baseava os seus conselhos dietéticos numa alimentação sóbria, vegetariana, com predileção pelas frutas e hortaliças cruas. A experiência confirmou a exatidão das diretrizes do Dr. Bircher: quem come pouco, e sobretudo frutas e verduras, vive tranqüilamente por longos anos.
 
 
 
Moderação, fator de longevidade
 
Está comprovado que filhos de pais longevos geralmente vivem até idades bem avançadas. Isso não é uma regra infalível, mas é uma probabilidade ampla.
A moderação no comer, nesse caso, exerce uma influência capital.
Cuidadosas experiências feitas nos Estados Unidos demonstraram o quanto a moderação no comer concorre para evitar o abreviamento da vida, que normalmente deveria ser de 80, 90 ou 100 anos.
As provas foram realizadas com ratos brancos, uma vez que esses roedores reagem à dieta de maneira idêntica ao homem. Na vida de um rato branco, a fase de dez dias corresponde cientificamente ao ciclo de um ano de vida do homem.
Os resultados colhidos foram os seguintes: comendo-se de tudo que se deseja comer, sem discriminação, a duração da vida oscila entre os 60 e os 70 anos; quando se come apenas o necessário, mais uma pequena margem de reserva, e quando os alimentos são escolhidos, qualitativamente, de maneira a suprirem as necessidades do organismo, chega-se em bom estado aos 80 anos de idade, com a capacidade de ainda fazer trabalho útil; quando se come qualitativamente algo menos do que o necessário, a capacidade de trabalho pode ser ligeiramente reduzida, mas a duração da vida pode prolongar-se, em virtude de a máquina viva sofrer menos desgastes ao dar conta de menor carga de alimentos.
O que se comprovou foi que o desregramento alimentar figura em primeiro lugar entre os fatores que mais abreviam a vida e que podem ser controlados pela vontade do ser humano.
Via de regra, quem come muito tende a agir pouco; quem come modera­damente, tende a agir muito, em conseqüência do bem-estar e, portanto, da boa disposição que sempre sente; quem come pouco se inclina ao repouso.
Hoje em dia, o horário das refeições prende-se a circunstâncias às vezes incontornáveis, como o período de trabalho. Ainda assim, devemos, contudo, a bem da saúde, dedicar considerável espaço de tempo ao almoço. É bom costume aproveitar essa folga para uma pequena sesta. As pessoas que se dão bem com essa prática devem cultivá-la, uma vez que a mesma muito concorre não só para o bem-estar geral, mas também para o prolongamento da vida.
 
 
 

Programa Saúde Total

Levando informações aos ouvintes sobre saúde e qualidade de vida, valorizando os benefícios da natureza: ar puro, atividade física, água, luz solar, alimentação, repouso, abstinência e muito mais.